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Após frustração em 2002, Alex rechaça perseguição e não acredita em nova chance na Seleção Brasileira


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Faltando pouco menos de um ano para a realização da Copa do Mundo no Brasil, o futebol brasileiro hoje acompanha Alex, mesmo aos 35 anos, comandar o Coritiba no Brasileirão com experiência, gols, assistências e visão de jogo. Mas boa fase nem sempre é sinônimo de chance na Seleção Brasileira. Não para Alex.

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- Seria um prazer jogar na Seleção Brasileira mais uma vez. Agora, sinceramente, acho que isso não vai acontecer. Nunca disse que não queria a Seleção, que recusaria uma convocação. Se amanhã sair a lista e o meu nome estiver entre os convocados, vou com a maior satisfação do mundo. O ciclo (dentro da Seleção Brasileira) nunca foi encerrado. Mas para mim está encerrado porque não fui chamado nos últimos sete anos - declarou Alex, em entrevista ao LANCE!Net.

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O último jogo de Alex pela Seleção Brasileira ocorreu em 12 de outubro de 2005. Na ocasião, o Brasil venceu a Venezuela por 3 a 0, em duelo válido pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006. Alex, já no Fenerbahçe (TUR), entrou no segundo tempo no lugar do atacante Adriano. Daí em diante, o jogador nunca mais vestiu a amarelinha. Apesar de quase oito anos "esquecido", ele não acredita em perserguição.

- Não. Para mim, no meu pensamento, não houve perserguição. Eu parei de ser convocado com o Parreira. Aí depois veio o Dunga, o Mano e agora o Felipão. Sempre coloquei na minha cabeça que eu não era convocado por pura opção dos treinadores, por eles acharem que tinham jogadores que se encaixariam melhor. Nunca olhei como perseguição, nunca olhei como conflito de interesses. E continuo não olhando. Prefiro acreditar nisso. O Felipão, por exemplo, convoca de acordo com as convicções dele, com ajuda do Murtosa, do Parreira - afirmou.

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Pior do que Alex ficar fora da Seleção nos últimos sete anos, foi ele não ter sido chamado para defender o Brasil na Copa do Mundo de 2002.

- A minha única frustração com a Seleção Brasileira foi a não convocação em 2002. Eu, comigo, tinha certeza de que seria convocado em 2002. Eu tinha absoluta certeza que jogaria a Copa do Mundo, principalmente depois que o Djalminha deu a cabeçada no ténico do La Coruña, aí que eu achei que iria mesmo. Mas também trago comigo que o Felipão não me levou pelas convicções dele, por achar que outros jogadores se encaixariam melhor do que eu. Cada um tem os seus preferidos, não adianta. Mas não guardo mágoa do Felipão - desabafou.

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Se em 2002 o atual camisa 10 do Coritiba tinha certeza da convocação, o mesmo não pode ser dito da expectativa pelas listas de convocados para as Copas de 2006 e 2010.

- Em 2006 eu sonhei, mas o Parreira cortou as minhas asinhas bem antes. O Parreira me chamou um dia e conversamos de uma forma muito sincera. Ele disse que estava mudando o esquema, falou que o Ronaldinho Gaúcho está jogando aberto no lado esquerdo no Barcelona, e que iria fazer o mesmo na Seleção. Disse também que ia puxar o Kaká para fazer um corredor no lado direito. Ele estava formando o tal quadrado mágico, com Ronaldinho, Kaká, Ronaldo e Adriano. Nisso, ele disse que me via com dificuldades para jogar no novo esquema. Em 2010, não sonhei. Nunca tive contato com o Dunga, nunca participei de jogo nenhum. Não tive expectativa - finalizou.

Aos 35 anos, Alex realizou 49 jogos pela Seleção Brasileira, anotou 12 gols, deu 11 assistências e conquistou três títulos: duas Copa América (1999 e 2004) e o Pré-Olímpico-2000.

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