Apesar de pressão, impeachment de presidente do Santos é improvável
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Está próxima de ser confirmada a reunião extraordinária do Conselho Deliberativo do Santos na qual será pedida a renúncia dos membros do Comitê de Gestão, órgão que dirige o clube. As 50 assinaturas de conselheiros necessárias para o pedido devem ser coletadas entre hoje e amanhã e encaminhadas à Paulo Schiff, presidente do Conselho, que terá de marcar o encontro em até 15 dias.
Politicamente, este é o momento mais delicado no Peixe desde que Luis Alvaro Ribeiro assumiu a presidência, no fim de 2009. Diversos conselheiros deixaram de apoiar a gestão, que também sofre críticas de torcedores organizados e sócios. No entanto, apesar de cogitada, a possibilidade de impeachment do presidente é muito pequena. Mesmo entre os opositores há quem veja tal medida como um golpe ou algo que possa prejudicar ainda mais o clube.
Para Paulo Schiff, falta embasamento para o eventual pedido, que precisa ser aprovado por mais da metade do Conselho Deliberativo.
– Falam em gestão temerária, mas vejo isso como um absurdo – argumenta o presidente do CD, recordando que, dentre outras conquistas, o Peixe reduziu sua dívida e faturou seis títulos nos últimos anos.
Enquanto os movimentos Resgate Santista e Terceira Via fazem duras críticas à atual administração alvinegra, o grupo Eu Sou Santos (o que mais tem conselheiros atualmente) segue apoiando a direção.
Em caso de derrota para o Corinthians, quarta-feira, a tendência é que a pressão aumente ainda mais.
Hoje, além de Luis Alvaro e de seu vice Odílio Rodrigues, fazem parte do Comitê de Gestão: Augusto Videira, Caio de Stefano, José Berenguer, Luciano Moita, Luiz Fernando Fleury e Pedro Luiz Nunes Conceição.
Nenhum dirigente atendeu os contatos do LANCE!Net. A assessoria de imprensa do clube também ignorou o pedido de entrevista.
Bate-Bola com Paulo Schiff, presidente do Conselho Deliberativo do Santos, ao LANCE!Net
Conselheiros devem enviar ao senhor nos próximos dias uma lista com 50 assinaturas pedindo uma reunião extraordinária. Ao receber, qual será o seu procedimento?
Convocar uma reunião em 15 dias. Esse é um procedimento previsto, não tem nada excepcional.
Acha que as renúncias dos membros do Comitê podem acontecer?
Entendo que, para pedir a renúncia, você tem que embasar. Para mim, não há fundamento agora.
Falam em gestão temerária...
Absurdo, a gestão não é temerária. Se olhar a administração de outros clubes, ninguém acerta o tempo todo. Se errar o tempo todo, ai é preocupante, mas não é isso que acontece. Triplicamos o número de sócios, reduzimos a dívida, conquistamos diversos títulos...
Vê algum caráter oportunista ou mesmo golpista nos pedidos de renúncia e até de impeachment?
Acho que tem que manter a serenidade. Não digo oportunista, mas existe um clima de disputa política. Temos eleição no fim do ano que vem e, não sei definir o por quê, mas existe um não reconhecimento do trabalho feito por essa gestão. Uma goleada aflora discordâncias.
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