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Aos 37 anos, Ruy Cabeção dá adeus ao futebol: 'Está me fazendo mal'

Dia 29/02/2016
21:36

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Ruy Bueno Neto, ou simplesmente Ruy Cabeção, anunciou nesta segunda-feira que está deixando o futebol. Aos 37 anos, o lateral-direito que defendeu nada menos que 14 clubes em seus 16 anos como profissional, anunciou sua aposentadoria por meio de uma rede social. Na mensagem, Ruy afirma que o futebol está lhe fazendo, e agora voltará a ser 'uma pessoa comum'.

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- Paro porque o futebol, hoje, está me fazendo mal, pois sempre fui extremamente profissional. O sacrifício das dores, morar sozinho, distância da família e amigos, perderam a razão - afirmou Ruy, que estava atuando pelo Operário-MT desde 2014.

Revelado pelo América-MG em 2000, Ruy se destacou com as camisas do Cruzeiro e Botafogo. Também defendeu outros clubes na Série A do Campeonato Brasileiro, como Fluminense, Grêmio e Figueirense. Nos últimos anos de carreira, tornou-se um andarilho do futebol. Desde 2010, jogou por Boavista, Brasiliense, Betim, Alecrim e, finalmente, Operário-MT.

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- Sempre joguei com muito respieto por todas as camisas que usei. Infiltrações, remédios, as inseparáveis dores e às vezes o cansaço. O amor me faz parar, minha família sofre muito com a distância, a minha maior incentivadora, minha mãe clama por isso - declarou Ruy, antes de relatar os sacríficios que sua mãe já fez:

- Ela pode falar, porque caminhava 10 quarteirões e ficava sentada 3 horas, esperando o fim dos treinos de futsal, em 1985. Voltarei a ser uma pessoa comum, ver minhas filhas crescerem, uma com 10 anos e outra com 7 anos. Levarei a escola, farei para casa e realizarei seus sonhos como um pai de verdade.

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Fora de campo, Ruy Cabeção se destacou como um dos membros mais atuantes do Bom Senso F.C., denunciando problemas estruturais do futebol brasileiro, como atrasos de salário e falta de infraestrutura nas equipes por onde jogou. No encerramento da mensagem de despedida, o lateral-direito agradeceu aos torcedores e amigos que fez durante sua carreira.

- Agradeço do fundo do coração, a todos funcionários e torcedores, que me trataram com carinho e respeito. Aprendi demais com o futebol, muitos pensam que é simplesmente ali dentro de campo. Mas fora dele que está a maior experiência. Relacionar-se com as pessoas, num mundo de dinheiro, corrupção, poder, glamour, orgulho e vaidade. Sobrevivi sem perder as minhas raízes. Conquistei várias coisas materiais, mas meu maior título, foi o respeito de várias pessoas, independente do seu escalão - encrrou Ruy Cabeção.

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