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Alex: ex-goleiro vira artilheiro no Botafogo

Ronaldinho (Foto: Cristiano Andujar)
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Aos 8 anos de idade, Alex já pensava em agarrar uma chance no futebol. Literalmente. O  pequeno menino dava os primeiros passos na carreira como goleiro de futsal do Botafogo. Era o início da trajetória do atleta, criado em São Gonçalo, Zona Metropolitana do Rio.

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Com um par de tênis e luvas em punho, Alex carregava na mochila o sonho de se tornar um profissional da bola. O futsal foi o primeiro estágio, mas num lugar bem distante do qual está acostumado a atuar nos dias de hoje. A posição de goleiro foi a solução encontrada na época, já que não havia muitos pretendentes.

– Ninguém queria ser goleiro. Como eu chutava bem, o treinador achou que eu podia fazer a função – explicou Alex.

A carreira embaixo das traves teve vida curta. Um lance fatal durante um jogo determinou o fim da linha do jogador no gol.

– Eu ia sempre no meio da quadra chutar. Numa dessas, fui expulso, porque eu tentei tirar a bola com a  mão fora da área. Lembro que chorei bastante. Depois disso, passei a jogar na linha – contou ele.

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Depois de se aventurar como goleiro, Alex seguiu no futsal até os 17 anos, passando por times tradicionais do esporte, como Tio Sam e Canto do Rio, além do Fluminense. Já no campo, aos 18, o CFZ foi a última parada até a volta ao Botafogo, em 2009. A comissão técnica considera que esta experiência fora dos gramados só tem a acrescentar na carreira do promissor atacante.


Bate-Bola

Alex
Em entrevista exclusiva ao Lance!

Normalmente, um jogador sai do futsal bem cedo. Você ficou no esporte até chegar aos juniores. Como foi essa adaptação?

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Foi difícil. Eu era franzino. A minha sorte foi o pessoal do CFZ, que me acolheu muito bem. Levei três meses me dedicando apenas à adaptação ao campo.


O que a experiência no futsal acrescentou ao seu estilo de jogo?

Faço bem o pivô, o giro rápido. Costumo dar aquele toque rápido na bola, já preparando para chutar para o gol. Tudo o que eu vivi antes de chegar ao campo, me ajudou muito. Hoje, posso dizer que estou preparado.

E como foi começar a carreira como goleiro?

Era o que dava (risos). Mas, mesmo como goleiro, fui vice-artilheiro do time. Já fazia muitos gols.

Como é disputar posição com jogadores considerados ídolos?

O Herrera e o Loco Abreu têm a confiança de todos. Eu encaro com paciência. Sei que vou ter a minha chance. Se eu ficar pensando que há jogadores consagrados na minha posição, vou perder o foco. Mas eu vou lutar pelo meu espaço.


Afinal, é Alex ou Alexssander?

As pessoas têm me chamado de Alexssander, por ser diferente. Mas eu prefiro Alex. É mais simples.

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