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Acostumado a lutar no topo, Cruzeiro luta contra degola


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Na segunda-feira passada, cerca de 100 torcedores do Cruzeiro foram ao Aeroporto de Confins vaiar o time, que, no domingo, foi goleado por 5 a 1 pelo Flamengo, no Engenhão. Foi a nona derrota nos últimos 14 jogos. Nesse período, só venceu uma vez. E, com 34 pontos, pela primeira vez entrou na zona da degola.

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Esse exemplo ilustra bem o péssimo momento vivido pela Raposa, que nos últimos quatro anos disputou o título e se classificou para a Libertadores. É algo surpreendente para um time que no início do ano tinha o apelido de Barcelona Brasileiro, dono da melhor campanha da fase de grupos da competição continental. O que ocorre com o Cruzeiro?

O sonho de uma temporada de sucesso virou pesadelo com a eliminação precoce na Liberta. A partir desse momento, a Raposa se perdeu. Cuca não conseguiu acertar o time e, apesar da conquista do Mineiro, pediu demissão.

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Vieram Joel Santana, Emerson Ávila e Vágner Mancini, mas o rendimento seguiu ruim. As lesões, sobretudo de Wallyson e Fabrício, e a negociação de jogadores importantes mexeram com o time.

Apesar da dificuldade, no Cruzeiro todos se recusam a jogar a toalha e consideram ser possível não cair com mais duas vitórias.

- Tem salvação ainda - disse Wellington Paulista.

COM A PALAVRA: Gilvan de Pinho Tavares - Presidente Eleito do Cruzeiro

"Tivemos uma série de contusões, uma delas com um dos pilares do time: o Wallyson. Enquanto ele estava jogando, fazia os gols, dava muitas assistências, abria a defesa adversária. Era a válvula de escape do Montillo, que não jogava sozinho, como está agora.

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A contusão do Wallyson e várias outras atrapalharam o rendimento. Toda rodada estamos jogando sem muitos titulares. Contra o Flamengo, essa base estava jogando bem, chegou a ter chance de fazer três gols. No entanto, não os fez. Se os gols tivessem saído, é certo que eles não teriam reagido. Aquilo os motivou e desmotivou a nossa equipe. Toda rodada estamos sem muitos titulares."

SINTOMAS DA CRISE

Presidente longe: O ex-presidente e senador Zezé Perrella passou mais tempo em Brasília e não pôde acompanhar de perto os problemas.

Desmanche do time: Peças fundamentais como Gil, Thiago Ribeiro, Henrique e Dudu foram vendidas no meio do Brasileirão.

Lesões: Importantes atletas têm se lesionado com frequência. Contra o Fla, foi Montillo. Já Wallyson só volta em 2012.

Trocas de técnico: Raposa teve quatro treinadores na Série A. Cuca, Joel, Emerson Ávila e Mancini

Ausência do Mineirão: A Raposa tem jogado na Arena do Jacaré. Ir a Sete Lagoas é desgastante e, às vezes, o time não encontra um forte apoio das arquibancadas.

Reforços em baixa: As peças de reposição não se encaixam. Bobô, Keirrison e Cribari, por exemplo, atuam abaixo da crítica.

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