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Acabou a dupla? Ídolos, Torres e Villa perdem espaço na seleção


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Juntos, David Villa e Fernando Torres têm 91 gols pela seleção espanhola. Eles formaram a dupla da Eurocopa de 2008, que foi o marco inicial para essa "dinastia" da Roja que perdura desde então, e tornaram-se ídolos nacionais, já que o primeiro é o maior artilheiro da Fúria, e o segundo já fez gol de título. Porém, por um motivo ou outro, a parceria foi desfeita e ambos perderam espaço.

Para "reaver" a vaga, eles foram os que mais pareceram levar o Taiti a sério. Villa fez três gols, e Torres marcou quatro vezes na goleada por 10 a 0 no Maracanã na quinta.

Villa chegou até a reclamar do companheiro no gol em que Torres driblou o goleiro para marcar. E essa seriedade tem motivos.

– A lesão de Villa (em que ficou aproximadamente sete meses sem jogar) rompeu a dupla. Isso causou o debate do "falso 9", que deixou Torres "jogado aos ratos" na Euro de 2012, quando mesmo assim foi artilheiro – avalia Javier Matallanas, colunista do "AS".

O próprio Torres, após o jogo de quinta, garantiu que não importava se estava em campo o time titular ou reserva, ou mesmo o rival, reconhecidamente inferior.

– O importante para nós foi mostrar toda a nossa competência – começou o atacante do Chelsea, que elogiou o Maracanã:

– Foi um privilégio, todos tiramos fotos. Fazer quatro gols neste estádio é para a vida toda.

Declínio
O auge da dupla foi mesmo em 2008. Na Copa de 2010, Torres não começou na estreia contra a Suíça. A Fúria perdeu, ele voltou ao time, mas foi barrado por Pedro na semi.

Na Euro do ano passado, Villa não foi, estava lesionado. Torres foi vítima da dúvida de Del Bosque sobre usar ou não um centroavante.

Dupla na seleção
David Villa
O atual jogador do Barcelona estreou pela seleção em 2005, ainda com Luís Aragonés. Esteve nas Copas do Mundo de 2006 e 2010 e na Eurocopa de 2008. É o maior artilheiro da Fúria, com 56 gols em 90 partidas.

Fernando Torres
Frequenta a seleção desde o sub-15. Disputou os mesmos torneios que Villa, além das Euros de 2004 e 2012. Em 103 jogos, fez 35 gols.

Com a palavra
J. M. Artells
Jornalista do 'Mundo Deportivo' (ESP)

quela lesão de Villa, ainda em 2011, foi decisiva para que ele deixasse de frequentar a equipe titular da seleção da Espanha. Até pelas atuações dele pelo seu clube, o Barcelona. Estamos esperando sua melhor versão. Ele combinou momentos de ressurreição com momentos discretos pelo clube catalão, e pela seleção também.
O "duelo" entre os dois na quinta-feira acabou tendo Torres como vencedor. Não apenas por ter feito um gol a mais, mas pelo conjunto da obra: movimentou-se mais e ainda vem de partidas melhores pelo Chelsea do que Villa pelo Barcelona.

Com a palavra
Javier Matallanas
Colunista do 'As' (ESP)

illa se distancia como o principal artilheiro da Espanha, e Torres persegue Raúl (faltam nove para igualar). Ambos estão no rol da seleção e jamais perderão seus lugares.
Mesmo o jogo sendo contra o Taiti, eles fizeram bem em levar a sério. Não apenas para que pudessem aumentar seus números na artilharia, já que daqui a 30 anos ninguém se lembrará que foi em uma goleada por 10 a 0, mas também para mostrar que estão levando o torneio a sério e que existe de fato uma vaga em disputa entre eles, já que dificilmente a dupla será reeditada nesta Copa das Confederações.

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