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Qual a importância do silêncio em jogos de tênis?

Ex-árbitro explica o que acontece em quadra e defende punições severas a 'barulhentos'

Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porThiago Fernandes,
Dia 12/05/2026
18:00
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João Fonseca e o francês Pierre-Hugues Herbert em quadra pela segunda rodada da chave principal de simples em Roland-Garros, na tarde desta quinta-feira (29), em Paris. Foto: © RENE-WORMS Pierre / RFI
imagem cameraJoão Fonseca e o francês Pierre-Hugues Herbert em quadra pela segunda rodada da chave principal de simples em Roland-Garros, na tarde desta quinta-feira (29), em Paris. Foto: © RENE-WORMS Pierre / RFI

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No Masters 1000 de Roma, quem chamou a atenção foi a torcida brasileira. E não pelo lado positivo. João Fonseca reclamou. O adversário, Hamad Medjedovic, também reclamou. O juiz reclamou. Todos pediam silêncio a um grupo mais animado na torcida. Mas, afinal, está proibido torcer no tênis?

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Por que o silêncio é tão importante no tênis?

O silêncio durante os pontos é considerado essencial porque o tênis exige concentração extrema em ações rápidas e precisas. Um barulho inesperado no momento do saque ou da devolução pode alterar completamente a execução do golpe e interferir diretamente no desempenho do atleta.

Em torneios profissionais, o protocolo de silêncio funciona quase como uma regra não escrita. O saque, por exemplo, é um movimento técnico: o jogador calcula força, ângulo e colocação em frações de segundo. Qualquer distração sonora pode quebrar o raciocínio e afetar o ponto.

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— O problema maior não é o silêncio durante os pontos. Existem momentos em que o público se manifesta porque houve uma jogada muito boa e é uma manifestação espontânea. O que não é possível, e não é aceitável é quando o público se manifesta como se fosse uma partida de futebol, basquete etc. No tênis, isso não é aceitável. Em quadra, eles se esquecem que acabam atrapalhando não só o jogador oponente, mas também o próprio jogador para quem estão torcendo - explicou o ex-árbitro brasileiro Carlos Bernardes

'Torcida organizada' de João Fonseca no ATP 250 de Buenos Aires<br>Imagem: Reprodução/X/ARgentina Open
'Torcida organizada' de João Fonseca no ATP 250 de Buenos Aires<br>Imagem: Reprodução/X/ARgentina Open

O árbitro ainda destacou que, em determinados momentos, o comportamento da arquibancada passa a interferir diretamente na condução do jogo.

— Em quadra, o jogo começa a ficar complicado, pois um reclama do público, e o outro reclama que se está parando o jogo por muito tempo. O árbitro acaba olhando mais para a arquibancada do que para a quadra. Já tiramos alguns torcedores da quadra e mandamos para casa. Acho que, em alguns casos, funciona, porque faz os outros pensarem duas vezes. Mandar para casa é a melhor coisa. Tenho experiência nisso e ajuda bastante. Imagina você pagar 50 euros, que é o ingresso mais barato, e ser expulso do torneio.

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O ex-árbitro defende, inclusive, que as punições possam ser aumentadas a depender das circunstâncias da bagunça nas arquibancadas.

- Os ingressos são nominais. Se a pessoa for expulsa do torneio, fica automaticamente suspensa por um ano, sem poder comprar bilhetes para assistir a algum torneio de tênis pelo mundo.

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