Naomi Osaka viaja dentro dos Estados Unidos

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Tênis news
22/05/2020
14:27

A revista norte-americana Forbes fez um levantamento sobre o faturamento de atletas mulheres e revelou que a japonesa Naomi Osaka, de apenas 22 anos, tornou-se a mulher que mais faturou em um ano na somatória de premiação do circuito e contratos publicitários.

Segundo a reportagem, Osaka faturou US$37,4 milhões, cerca de R$ 232 milhões, nos últimos 12 meses, sendo US$ 2.812.427 em premiações de torneios disputados, somando os títulos dos WTAs de Tóquio, no Japão, e Pequim, na China, e os demais valores são relativos a contratos publicitários.

De acordo com a reportagem, Osaka faturou US$ 1,4 milhões a mais que o recorde de faturamento de uma atleta, que pertence a Serena Williams em 2017. Antes da norte-americana, quem detinha o recorde de maior faturamento em um ano era a russa Maria Sharapova, que em 2015 US$29.7 milhões.

Na lista dos maiores faturamentos de atletas (homens e mulheres), Osaka aparece como 29º, enquanto Serena é 33º. Ainda segundo a revista, esta é a primeira vez desde 2016 que duas mulheres estão entre os 100 atletas que mais faturaram no ano.

O professor de negócios esportivos da USC Marshall School of Business, David Carter, ouvido pela Forbes destacou o fato de Osaka ser "um rosto novo" no tênis e pontuou: "Ser jovem e bicultural [filha de mãe japonesa e pai haitiano], dois atributos que a ajudam a ter repercussão no público jovem e global, e o resultado é o surgimento de um ícone global de marketing esportivo".

Desde 2016, Serena era a atleta que mais faturava a cada ano.

A reportagem contra a trajetória de Osaka no circuito profissional, e ressalta a decisão da tenista, que tem dupla cidadania, que optar pela japonesa: "[Ela] fez a escolha sábia de representar o Japão antes dos Jogos Olímpicos de Verão de 2020, adiados desde então. A decisão fez dela uma mercadoria ainda mais importante para patrocinadores olímpicos, como Procter & Gamble, All Nippon Airways e Nissin, que assinaram acordos de endosso com Osaka para usá-la no marketing dos Jogos, agora agendado para o verão de 2021. Ela deve ser uma dos rostos das Olimpíadas que provocaram níveis sem precedentes de empolgação entre o público japonês antes do coronavírus", ressalta a reportagem.