Logo do Lance! branca com exclamação amarela

Ace do Acioly: A temporada de saibro chegou!

Masters 1000 de Monte Carlo, Madrid e Roma abrem o caminho para o ápice: Roland Garros

PorRicardo Acioly
Colunista
Rio de Janeiro (RJ)
04/04/2025 18:31
Atualizado em 07/04/2025 23:34

Autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, esse texto não reflete necessariamente a opinião do Lance!
joao-fonseca-buenos-aires-aspect-ratio-512-320
João Fonseca no ATP de Buenos Aires (Foto: @argentinaopentennis/Ieb+Argentina Open)

A gira europeia de saibro começou! São dez semanas de rali pesado, quadras lentas, trocas longas e muitos desafios físicos e mentais. No calendário, os sempre imponentes Masters 1000 de Monte Carlo, Madrid e Roma abrem o caminho para o ápice da temporada: Roland Garros, em Paris. Quem vai levantar a cobiçada Copa dos Mosqueteiros?

➡️Siga o Lance! no WhatsApp e acompanhe em tempo real as principais notícias do esporte

Ganhar no saibro não é pra qualquer um. Aqui, quem domina é quem tem consistência e potência na medida certa. É preciso construir os pontos com inteligência e saber a hora certa de puxar o gatilho. O
jogo fica mais estratégico, exige um padrão bem montado, mas também a versatilidade de quem sabe sair do script pra desestabilizar o adversário.

continua após a publicidade

Ah… e se não tiver com o "físico em dia", esquece. O motor pifa, meu amigo! Hahahaha. Partidas longas, desgastantes… No saibro, o corpo também tem que ser campeão.

Quadra de saibro no tênis: qual o padrão? Veja o que diz a regra!
Quadra de saibro no tênis: qual o padrão? Veja o que diz a regra! (Foto: Roland Garros)

Masculino: quem vai brilhar na terra?

Jannik Sinner -
Suspenso até 4 de maio por doping, o italiano é uma incógnita — mas uma coisa é certa: ele vai jogar em Roland Garros. Mesmo fora por três meses, não dá pra deixá-lo de fora da lista de favoritos.

continua após a publicidade

Carlos Alcaraz
- O espanhol ainda está devendo em 2025, mas a gira de saibro pode ser o momento da virada. Defende o título em Roland Garros, e todo mundo espera que seu tênis volte a brilhar.

Alexander Zverev
- Começou bem o ano na Austrália com o vice-campeonato, mas depois disso… foi só decepção. Entra sem confiança, mas tem potencial pra ganhar qualquer torneio. O talento e o histórico no saibro ainda falam alto.

continua após a publicidade

Novak Djokovic
- Finalista em Miami, o sérvio segue como um dos favoritos sempre que entra em quadra. Mas aos 38 anos, o fator físico pode pesar — especialmente no desgaste do saibro europeu. Continua na busca do seu centésimo troféu, o que pode ser o grande motivador para superar todas as dificuldades.

Stefanos Tsitsipas
- Tricampeão em Monte Carlo e finalista em Paris. O saibro combina com o jogo dele, e o grego será um osso duro de roer em qualquer chave.

continua após a publicidade

Casper Ruud
- Duas finais em Roland Garros. No saibro, o norueguês joga com mais naturalidade e confiança. Pode muito bem levantar troféus nessa temporada.

João Fonseca: o Brasil na Europa

E o nosso garoto João Fonseca? Vai encarar sua primeira temporada completa no saibro europeu como profissional. Desde que ganhou o Next Gen Finals, ele só vem crescendo — e agora, depois de Miami, é o número 59 do mundo, com apenas 18 anos. João é um dos top 60 com maior número de jogos no ano. Por isso, ele e a equipe tomaram uma decisão muito inteligente: descansar por algumas semanas e se preparar com calma pro seu primeiro torneio do giro — o Masters 1000 de Madrid.

continua após a publicidade

Campeão do ATP 250 de Buenos Aires neste ano, João já provou que sabe vencer no saibro pesado, contra adversários cascudos. Isso, somado ao seu carisma com o público, faz dele um nome quente pra essa temporada.

Em Miami, lotou a quadra central nas três primeiras rodadas — algo que nunca vi acontecer com um jogador tão novo no circuito. A galera comprou o passe dele, e na Europa, deve continuar jogando nas quadras principais, com muita torcida brasileira nas arquibancadas.

continua após a publicidade

Lembra os tempos do Guga… Quando eu treinava o Meligeni e viajávamos o Tour, a presença dos torcedores brasileiros era uma festa nas quadras europeias. O João gosta desse clima, cresce em jogos importantes com quadra cheia, e isso pode ser um diferencial enorme pra levá-lo longe nos torneios.

João Fonseca é eliminado na estreia no Rio Open 2025
João Fonseca (Foto: Rio Open/Fotojump)

Feminino: quem será a rainha do saibro?

Vamos pro feminino, onde o jogo também promete esquentar.

Aryna Sabalenka
- Na minha visão, é quem está jogando melhor hoje no circuito. Tem potência, agressividade e muitas vezes passa por cima das adversárias na porrada. Mas saibro é outro jogo: ponto
mais lento, mais construção, mais cabeça. Sabalenka vai ter que ter paciência e controlar o mental. E claro, lidar com a Iga Swiatek do outro lado da rede…

continua após a publicidade

Iga Swiatek
- Ainda não decolou em 2024, mas vamos combinar: quatro títulos em Roland Garros, os últimos três seguidos. A polonesa é uma especialista nata no saibro. Se mexe como ninguém, varia bem, tem intensidade absurda e joga cada ponto como se fosse o último. É favorita sempre que pisa na "terre battue".

Coco Gauff
- Ano discreto até aqui, mas tem jogo pra render no saibro. Foi finalista em Paris em 2022, e seu preparo físico é um diferencial. Joga com garra, se adapta bem ao "clay" e pode surpreender.

continua após a publicidade

Madison Keys
- Atual campeã do Australian Open, chega embalada. Seus golpes são pesados, potentes como os da Sabalenka, mas no saibro o segredo é esperar a hora certa de bater na bola com tudo. Se ela tiver tranquilidade, pode sim fazer estrago.

Olho na Bia Haddad!

A nossa Bia não vive o melhor momento, é verdade. Mas no saibro, ela se sente em casa. Cresceu nesse piso e sabe como cadenciar o jogo. É uma competidora nata, daquelas que não desistem nunca — e isso vale ouro na "terra".

continua após a publicidade

Foi semifinalista em Roland Garros em 2023, e isso não foi por acaso. Ela conhece bem esse tipo de batalha longa, física, estratégica. Se conseguir encontrar ritmo e pegar confiança, Bia tem tudo pra reencontrar o caminho das vitórias nesta gira.

E aí? Quem vai levantar a taça em Paris?


No saibro, o que não falta é história, drama, e muita troca de bola. Vamos acompanhar tudo por aqui, com opinião, bastidores e uma visão de quem já viveu tudo isso de dentro da quadra.

continua após a publicidade

Até a próxima!

– Pardal

Sugerida para você!

Mais LANCE!