Arthur - Grêmio

Arthur começou a sua trajetória no Grêmio ainda nas categorias infantis (Foto: Divulgação)

Lazlo Dalfovo
27/06/2019
07:00
Enviado especial a Porto Alegre (RS)

Quando o Brasil foi eliminado da Copa do Mundo de 2018, veio à tona a necessidade por caras novas. Neste cenário, o nome de Arthur foi considerado um dos pilares e que tem, nesta Copa América, a oportunidade de consolidar a sua importância no meio-campo de Tite. E o jogo desta quinta-feira, contra o Paraguai, pelas quartas de final, será mais do que memorável para o camisa 8, já que ocorrerá na Arena do Grêmio.

O palco é um velho conhecido do hoje meio-campista do Barcelona. Por lá, o goianiense viveu o o auge no Brasil ao ser campeão da Libertadores pelo Tricolor, onde chegou quando tinha apenas 14 anos, vindo do Goiás. O LANCE! conta melhor como ele foi parar na base do clube gaúcho.

A história tem um personagem central, e este atende por Francesco Barletta, atualmente coordenador da base gremista e o coordenador de captação responsável por indicar Arthur ao Grêmio, em 2010.

- A observação do Arthur se deu em Londrina, na Copa Brasil de Futebol Sub-15, quando fomos observar o jogo da chave na qual o Goiás estava. No primeiro momento, nos chamou a atenção o fato dele estar atuando em uma categoria acima. Depois, o que nos saltou aos olhos foi a questão do controle de bola e da proatividade dele, que já tinha uma grande iniciativa de participar de todas as jogadas - comentou Barletta, ao L!, relatando ainda qual será a sua sensação ao ver Arthur retornar à casa do Grêmio, agora com a Amarelinha:

- Esse é o verdadeiro título para quem trabalha com categoria de base. Poder ver o atleta que tu captou, desenvolveu, foi promovido para o profissional e depois teve a venda (para o Barcelona), quando acabou conquistando espaço em um gigante europeu e na Seleção. Esse é o troféu que a equipe de observação mais busca. É o ponto máximo com quem trabalha diretamente com garotos.

Arthur - Goiás
Arthur saiu do Goiás quando estava no sub-15 (Foto: Arquivo pessoal)

Por fim, Francesco Barletta, que em conversa se mostrou otimista com a Copa América, também opinou a respeito da nova safra de jogadores brasileiros, cujo o destaque esperado de Arthur será fundamental para a busca do hexa no Mundial de 2022.

- Acho que tem uma safra muito boa vindo, principalmente dos nascidos em 1999, 2000... Penso que temos grandes chances de vermos uma geração que dê muitos frutos e brigue forte no Qatar (Copa de 2022). São jogadores bem técnicos e com atitudes, que tentam resolver o jogo.

Francesco Barletta
Francesco Barletta está desde 2003 no Grêmio (Foto: Divulgação)

FALA, ARTHUR!

Em entrevista coletiva concedida na última quarta, Arthur admitiu que "seria perfeito" marcar o seu primeiro gol pela Seleção neste retorno à Arena:

- Seria perfeito fazer meu primeiro gol pela seleção na Arena. Sei que não é minha principal função, mas o pessoal pega no meu pé, pede para que eu acerte a casinha. É no tom de brincadeira, mas é uma cobrança que eu tenho. Se acontecer amanhã, seria inesquecível - disse o "troféu" de Francesco.

O Brasil irá a campo com Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Filipe Luís; Allan, Arthur e Coutinho; Everton, Gabriel Jesus e Roberto Firmino. 

Brasil x Venezuela
Arthur é o jogador que mais sofreu faltas na Copa América (Foto: AFP)