ANÁLISE: Seleção Brasileira segue 'engessada' e incapaz de extrair o melhor de seus jogadores
Brasil fica no empate com a Costa Rica em atuação pouco inspiradora tanto do individual quanto do coletivo
A atuação da Seleção Brasileira no empate em 0 a 0 diante da Costa Rica foi, no mínimo, decepcionante. Apesar de controlar a posse de bola do início ao fim e não ter sofrido perigo, o Brasil foi incapaz de superar a defesa da 52ª colocada do ranking da FIFA e pouco demonstrou ter evoluído no setor ofensivo.
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O desempenho da Seleção no ataque não condiz com o talento presente no elenco, o que só faz aumentar a frustação do torcedor brasileiro. Mais uma vez, jogadores que brilham eu seus clubes deixaram a desejar, seja por erros individuais ou encaixes táticos que não os favoreceram.
O caso mais aparente é o de Vini Jr. Principal jogador do Real Madrid e decisivo nas conquistas de La Liga e Champions League nesta temporada, o camisa 7 pouco parece o favorito a conquista da Bola de Ouro com a amarelinha. Contra a Costa Rica, o atacante errou todos os seis dribles que tentou e perdeu a bola 18 vezes.
A má atuação fez com que viesse a substitução aos 26 minutos do segundo tempo, em outro erro de Dorival, pois os melhores momentos de Vinicius costumam ser na reta final da partida. Para ser justo, não há como falar do desempenho do ponta-esquerda sem citar o tamanho reduzido do campo - mais uma das bizarrices desta Copa América. No entanto, um jogador cotado como melhor do mundo precisa arrumar soluções. Além disso, a insistência do time em apostar em jogadas individuais ineficiêntes prejudicou tanto os atletas quanto o coletivo da Seleção.

Outros nomes também ficaram aquém do que podem apresentar na estreia da Copa América. Raphinha, Bruno Guimarães e Guilherme Arana foram ineficiêntes em produzir com intensidade no momento ofensivo durante quase todo o confronto. Gabriel Martinelli e Endrick, opções na segunda etapa, também não foram bem.
Por outro lado, há o que e quem se elogiar. Lucas Paquetá fez sua melhor atuação com a camisa da Seleção Brasileira neste ano, apesar dos gols perdidos, sendo extremamente participativo na construção e finalização das jogadas. Rodrygo mais uma vez foi o melhor do trio de ataque, e Savinho deu trabalho à defesa costarriquenha com a coragem e ousadia que faltaram para a maior parte do time. Defensivamente, um jogo mais sólido, o que já era esperado pelo nível do adversário.
No mais, Dorival Júnior e a Seleção precisam encontrar soluções para as próximas partidas, sobretudo na parte final do campo. Mais que o trabalho técnico e tático, o mental merece atenção para que a confiança das estrelas de tantos gigantes europeus brilhem também com com a amarelinha. O Brasil volta a campo na sexta-feira (28), diante do Paraguai, pela segunda rodada da Copa América.
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