Impeachment de Casares: Marco Aurélio Cunha diz ver São Paulo 'sequestrado'
Votação começa às 20h30 (de Brasília)

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Marco Aurélio Cunha, conselheiro do São Paulo, deu entrevista antes da votação do impeachment de Julio Casares. Até poucos meses, MAC estava afastado do Conselho, mas retornou no final de 2025. Pelo estatuto, ainda não pode votar, mas conta no quadro. Mesmo assim, se manifestou a favor da destituição do atual mandatário.
Marco Aurélio Cunha revelou que enxerga o clube "asfixiado e sequestrado". Para ele, tal mudança de poder seria necessário pensando na saúde do clube.
- A situação exige entender o que deu errado para, a partir daí, pensar em uma nova gestão. Para isso, é preciso uma pessoa correta. Conheço há anos quem hoje ocupa a vice-presidência e sei que, muitas vezes, o vice não tem poder de decisão. Agora, se for o caso, caberá a ele iniciar mudanças para que o São Paulo volte a se oxigenar e respirar. Hoje, o clube está asfixiado, eu diria até mais: está sequestrado - disse.
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MAC foi questionado sobre o futuro do Tricolor. Caso Casares seja afastado, Harry Massis quem assume. Porém, neste ano, o clube passa por eleições. O conselheiro falou sobre possíveis nomes, mas destacou que não quer associado com membros do clube que estão sendo investigados.
➡️AO VIVO: acompanhe a votação do impeachment de Julio Casares
- Peço apenas que não me coloquem ao lado de pessoas que estão sendo investigadas ou criticadas neste momento. Não faço parte desse grupo e nunca fiz. Respeito todos como cidadãos, mas politicamente não estou na mesma linha, com exceção do Vinícius, com quem tenho uma boa relação. Ainda que ele tenha participado da gestão Casares e sido eleito por ela, isso se deve a circunstâncias específicas - disse.
- Não acredito que este seja o momento de discutir protagonismos na política do São Paulo. Agora é hora de recuperar o clube, de reunir as melhores pessoas. Tenho, pessoalmente, alguns nomes que considero qualificados, como Médicis e Zé Carlos Ferreira Alves, grandes são-paulinos, com experiência e maturidade para enfrentar um momento difícil. Ainda assim, não acho que este seja o momento de tratar disso - destacou.

Entenda como funciona a votação do impeachment de Casares
A votação acontecerá em sistema híbrido e deve durar até 22h30 (de Brasília). Serão necessário 171 votos para afastar Casares do poder. A partir daí, o presidente do Deliberativo, Olten Ayres, convoca uma Assembleia Geral e a votação passa pelos sócios. Por maioria simples, o processo é concluído.
Se o primeiro quórum não for atingido, Casares é mantido no poder até o fim do seu mandato e o caso arquivado.
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