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Após renúncia de Casares, diretor social e CEO deixam o cargo no São Paulo

Diretoria tricolor deve passar por mudanças drásticas

PorIzabella GiannolaSão Paulo (SP)
21/01/2026 18:26
Atualizado em 21/01/2026 18:51
Márcio Carlomagno, superintendente geral do São Paulo
Carlomagno também deixa cargo no Tricolor até o final do mês (Foto: Divulgação)

Após a renúncia de Julio Casares, que já estava afastado da presidência do São Paulo, a diretoria do clube passou por novas mudanças nesta quarta-feira (21). Antônio Donizeti Gonçalves, o Dedé, diretor social do clube, e Márcio Carlomagno, CEO do São Paulo, também deixaram o cargo.

A saída de Dedé foi definida em comum acordo e ocorreu praticamente de forma simultânea à renúncia de Casares. O próprio dirigente confirmou o desligamento por meio de um comunicado.

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- O afastamento ocorre em um momento delicado, no qual preservar minha família e minha integridade pessoal deve ser prioridade - disse Dedé.

Em relação a Márcio Carlomagno, o Lance! apurou que sua saída deveria acontecer até o final deste mês, mas foi anunciada horas depois das de Casares e Dedé.

Durante a gestão Casares, Carlomagno atuava como um dos principais nomes da administração, sendo considerado um 'braço direito' do ex-presidente. Com perfil de superintendente de gestão, ele foi designado para trabalhar de forma integrada ao Departamento de Futebol no final do ano passado.

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Internamente, Carlomagno também era visto como um dos nomes mais fortes para uma possível sucessão de Casares nas eleições presidenciais do clube, previstas para este ano.

(Foto: Reprodução)

Julio Casares renuncia ao cargo de presidente do São Paulo

Julio Casares renunciou ao cargo de presidente do São Paulo após a votação do processo de impeachment no Conselho Deliberativo. O, agora, ex-presidente fez o comunicado pelas redes sociais. Com a saída do dirigente, Harry Massis assume a presidência em definitivo.

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Casares foi submetido à primeira votação do possível impeachment pelo Conselho Deliberativo na última sexta-feira (16). Ele é alvo de investigações na Justiça envolvendo possíveis desvios de dinheiro e saques suspeitos nas contas do clube. A pressão se intensificou desde o fim do ano passado, quando o pedido de abertura do processo de impeachment foi protocolado.

O Lance! apurou que aliados de Julio Casares tentaram convencê-lo de que a renúncia seria um caminho mais adequado do que enfrentar o processo de impeachment. Em um primeiro momento, porém, houve resistência por parte do dirigente. Suposições sobre uma possível renúncia começaram a ser articuladas por parte da Situação, grupo político tricolor.

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