Início irregular no Campeonato Paulista evidencia fragilidades do Santos em campo
Peixe tem apenas uma vitória em quatro jogos no estadual

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Com o empate por 1 a 1 diante do Corinthians, o Santos voltou a expor fragilidades técnicas em uma equipe que ainda não conseguiu apresentar uma identidade clara nas primeiras rodadas do Campeonato Paulista. Até aqui, em quatro partidas, o time soma apenas uma vitória, desempenho que reforça a sensação de instabilidade neste início de temporada.
O técnico Juan Pablo Vojvoda ainda não repetiu uma escalação e tampouco conta com dois de seus principais jogadores em plena condição física. Gabriel Barbosa atuou os 90 minutos na vitória por 2 a 1 sobre o Novorizontino, na Vila Belmiro, partida marcada pelo início de sua terceira passagem pelo clube do coração, mas ainda busca regularidade dentro de um coletivo que oscila.
Já Neymar segue em fase final de recuperação de uma artroscopia no joelho esquerdo. Em entrevista coletiva, Vojvoda evitou estipular um prazo para o retorno do camisa 10, mas afirmou que o jogador vem treinando em dois períodos e que a volta aos gramados deve acontecer em breve.
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Nos bastidores, o Diretor Executivo Alexandre Mattos reforçou o discurso de que a utilização da base será prioridade neste momento de reconstrução, marcado também por dificuldades no mercado. O dirigente tem sido constantemente questionado sobre contratações que ainda não corresponderam, como Billal Brahimi, que soma poucos minutos em apenas uma partida desde que chegou ao clube.
Apesar do começo irregular no estadual, Vojvoda foi transparente ao ser questionado sobre uma possível pressão no cargo. O treinador afirmou ter respaldo da diretoria e destacou o trabalho conjunto com Marcelinho, o presidente Marcelo Teixeira e Alexandre Mattos para reverter o cenário. Ele também comentou sobre o nível de cobrança em meio ao ambiente de insatisfação da torcida.
— Não sei se é justo ou não. Eu trabalho com a diretoria, com o Alexandre e com todos eles para melhorar isso a cada dia. Sabemos da dificuldade do mercado e que vamos receber essa cobrança. É uma análise de vocês. Mas sinto que o clube está evoluindo. É um clube grande, um dos maiores do mundo. No primeiro dia em que me sentei aqui, tive orgulho de estar nesta cadeira. O clube passou por dificuldades no ano passado, na Série B, e agora é construir novamente o pensamento de que estamos em um clube grande. Sabemos que a torcida precisa de alegria, mas não posso mudar tudo de um dia para o outro. Estamos preocupados todos os dias e estamos juntos nisso. A cobrança sempre vai existir — afirmou.

O que vem pela frente:
Diante desse cenário, o Santos vive um início de temporada marcado por instabilidade, limitações técnicas e um processo de reconstrução que ainda cobra seu preço dentro de campo.
A falta de uma identidade clara, a ausência ou condição física abaixo do ideal de jogadores decisivos e as dificuldades no mercado tornam o caminho mais complexo no Campeonato Paulista. Embora haja respaldo interno ao trabalho de Juan Pablo Vojvoda e um discurso alinhado entre comissão técnica e diretoria, o desafio passa por transformar planejamento em rendimento, algo que a torcida, naturalmente impaciente após um ano traumático, cobra com intensidade. O tempo pode ser um aliado, mas os sinais precisam começar a aparecer.
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