Santos x Vasco Jean Mota

Jean Mota tem 15 gols marcados com a camisa do Santos (Foto: EDUARDO CARMIM/PHOTO PREMIUM)

Fábio Lázaro
02/07/2020
16:01
Santos (SP)

Ainda que ainda haja otimismo entre as partes, o negócio entre Santos e Fortaleza para venda de Jean Mota esfriou nesta quinta-feira.

As conversas avançaram na noite desta quarta-feira, através de um modelo de negócio com compra em definitivo pelos cearenses, mas, ainda assim, a forma de parcelamento ainda não agrada a diretoria santista. O valor total na operação é de R$ 4,5 milhões e a cúpula tricolor já acenou não possuir o dinheiro para pagamento à vista.

A ideia de parcelamento é concebida pela direção do Peixe, mas a forma de parcelamento sugerida pelos cearenses ainda não é a ideal. O Santos aguarda receber uma quantia maior do que a colocada pelo Fortaleza para esse ano. Como “entrada”, a equipe nordestina oferece um valor referente a apenas 20% dos direitos do jogador.

Outros entraves são: as questões salariais de Jean Mota que, embora tenha um carinho pelo Leão, clube que defendeu entre 2015 e 2016, possui um salário considerado alto para os padrões do clube, se somado com o pagamento inicial que deverá ser feito ao Santos, além da divisão de recebimento entre os clubes caso Jean Mota seja vendido no decorrer do percurso, antes de que a equipe nordestina quite o débito com o Peixe.

Santos cauteloso

O Peixe só aceitará acertar o acordo com o Tricolor do Picí, caso o negócio esteja dentro das suas condições, por isso da parte do Alvinegro Praiano a condução das conversas é bastante cautelosa.

Inicialmente, o Diretor de Futebol do Fortaleza, Daniel de Paula, sugeriu o empréstimo de Jean Mota com pagamento integral dos salários até o fim do ano, o que foi logo rechaçado pela direção santista. A partir daí, o próprio presidente do Leão, Marcelo Paz, assumiu a parte nas tratativas, primeiramente solicitando a aquisição de 20% do jogador como forma de “entrada” (o Fortaleza já possui 12% dos direitos do atleta), o que também não agradou o Santos. Por fim, a ideia que esteve mais próxima do acerto foi a compra em definitivo com pagamento parcelado, até o momento travada pelas questões expostas acima.