Talisson Glock tem recuperação incrível e leva medalha de prata nos 100m livres S6
Talisson chega à sua terceira medalha nas Paralimpíadas de Paris

O brasileiro Talisson Glock conquistou a medalha de prata na prova dos 100m livres S6 (limitação físico-motora) das Paralimpíadas de Paris nesta quinta-feira (5). Após fazer uma primeira metade de prova abaixo dos adversários e virar em 5º colocado, ele arrancou nos últimos 50m e ficou na segunda colocação com o tempo de 1min05s27, um centésimo a menos do que o terceiro colocado.
No início da prova, não parecia que Talisson Glock conseguiria subir ao pódio. Inclusive, Daniel Mendes, outro brasileiro na disputa, estava mais próximo desse feito. Nos primeiros 50m, ele se manteve no páreo junto com os primeiros colocados e virou a prova na terceira colocação. Entretanto, teve um tempo de reação ruim e acabou terminando em sexto, com o tempo de 1min07s58. Já Talisson teve uma boa virada e seguiu para o pódio, chegando a "roubar" a prata do francês Laurent Chardard, que terminou com 1min05s28. O ouro ficou com o italiano Antonio Fantini, que atingiu o tempo 1min03s12, o novo recorde em Paralimpíadas.
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Com o segundo lugar, brasileiro melhora o feito de Tóquio 2020. Lá, ele havia conquistado o bronze na nos 100m livres S6. Amanhã (5), o nadador entra na piscina para tentar sua segunda medalha de ouro consecutiva nos 400m livre. As classificatórias estão marcadas para às 04h30 (horário de Brasília). Caso suba ao pódio novamente, Talisson chegará à 4ª medalha em Paris. Ele também já conquistou a medalha de bronze nos 200m medley e revezamento misto 4x50m livres. Ao todo, a natação já trouxe 21 medalhas para o Brasil, com 6 ouros, 6 pratas e 9 bronzes. Essa foi a 60ª medalha do Brasil nas Paralimpíadas de Paris.

Aos 9 anos, Talisson Glock foi atropelado por um trem e perdeu a perna e o braço esquerdos. Seis meses após o acidente, recebeu um convite para participar do Centro Esportivo para Pessoas Especiais (CEPE). Ele passou a se dedicar aos treinos de natação em 2004. Ele competiu em seus primeiros torneios em 2008 e, após 2 anos, foi chamado para fazer parte da Seleção Brasileira de natação.
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