O presidente Maurício Galiotte admite a possibilidade de o Palmeiras ficar fora da TV aberta

Galiotte encerrou negociações com a Blackstar, que ofereceu patrocínio de dez temporadas (Divulgação/Palmeiras)

Thiago Ferri e William Correia
17/12/2018
15:09
São Paulo (SP)

O Palmeiras encerrou as negociações com a Blackstar. E o motivo não são nem as ofensas feitas pelo empresário Rubnei Quícoli ao presidente do clube, Maurício Galiotte. O próprio dirigente disse ter recebido informações do banco HSBC indicando que os documentos apresentados pela empresa, que oferecia patrocínio de até R$ 1,4 bilhão, são falsos.

– O Palmeiras encerra qualquer tipo de diálogo, por total falta de credibilidade. O Palmeiras foi buscar junto ao banco. Acabamos de receber uma carta do banco HSBC dizendo que os documentos apresentados ao Palmeiras são falsos. A empresa não tem conta neste banco – disse Galiotte ao SporTV.

O LANCE! teve acesso à resposta do HSBC à consulta feita por Alexandre Zanotta (diretor jurídico e, desde sábado, vice-presidente do clube) em nome do Palmeiras a respeito da validade dos documentos da Blackstar. O próprio CEO do banco, Alexandre Rubião, informou que a empresa, ao contrário do que informou em documentos enviados ao Palmeiras, não tem conta no HSBC.

Na documentação enviada pela Blackstar, o e-mail de "garantias bancárias" do HSBC veio com o domínio HSBCPrime.com. O HSBC informou ao Palmeiras que esse domínio de e-mail é falso e, inclusive, alvo de investigações da polícia e do departamento de fraudes do banco.

Confira abaixo:

HSBC apontou falsidade
HSBC apontou falsidade de documentação da Blackstar (Reprodução)

A Blackstar International Limited, empresa com escritórios na Ásia e com atuação no mercado de energia e bioenergia, foi levada ao clube por Genaro Marino, candidato da oposição na eleição do último dia 24, que terminou com a manutenção de Maurício Galiotte na presidência do Palmeiras pelos próximos três anos.

A proposta de patrocínio: pagamento de R$ 1 bilhão à vista no ato da assinatura por um contrato de dez anos, o que daria R$ 100 milhões por ano, além de adicionais que poderiam fazer o clube arrecadar R$ 1,4 bilhão de 2019 a 2029.

– Pelo montante envolvido, com a revelação da proposta um dia antes da eleição e uma pressa terrível para fechar o negócio, com uma falta de informação muito grande... Agora, averiguamos que são informações falsas. Lamentamos essa situação no futebol - falou Galiotte, rebatendo as acusações de Rubnei Quícoli à parceria entre o clube e Crefisa e Faculdade das Américas, que, segundo o empresário, tem problemas judiciais ignorados pelo Verdão.

- O contrato do Palmeiras com a Crefisa não tem absolutamente nada a ver com terceiros, e o Conselho tem todas as informações. Não dá para saber exatamente onde essa empresa (Blackstar) quer chegar e qual é a intenção. Mas encerramos qualquer tipo de diálogo porque não existem garantias bancárias nem conta corrente. São informações falsas - reforçou o presidente do Palmeiras.