Velejador cita Martine Grael como diferencial do time brasileiro para etapa do Rio do SailGP
A um mês da estreia da principal liga de vela do mundo no Brasil, Breno Kneipp projeta etapa carioca

Nos dias 11 e 12 de abril, a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro (RJ), será palco da quarta etapa da temporada de 2026 do SailGP. É a primeira vez que a América do Sul recebe a competição de vela mais rápida do mundo.
Entre os oito atletas que compõem o Mubadala Brazil, está o gaúcho Breno Kneipp. O velejador de 25 anos, o mais jovem da equipe, esteve presente no evento que marcou um mês para o evento, nesta quarta-feira (11), e conversou em entrevista ao Lance! sobre a sensação de estrear em casa pelo SailGP.
— É muito engrandecedor. Obviamente a equipe pega muito dessa energia do público, do torcedor brasileiro, a cidade respira muito a questão da vela. Então, as expectativas são bem altas, mas o foco é justamente conseguir extrair o melhor delas. A gente tá muito contente e ansioso pra que consiga ter bons dias de competição tanto pra nós, velejadores, quanto pro público também viver um grande espetáculo.
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Ao lado de Marco Grael - irmão da bicampeã olímpica, driver e capitã do time, Martine Grael - e Mateus Isaac, Breno é um dos três grinders do Mubadala Brazil, ficando responsável por girar manivelas para operar os guinchos que ajustam as velas. Campeão mundial militar e tri brasileiro, ele contou como está sendo feita a sua preparação e a da equipe para a etapa carioca.
— Estamos fazendo a análise de dados das etapas passadas, de competições com condições parecidas. Principalmente na minha posição, do grinder 1, a parte física é muito exigida. Então, esse é um momento de preparação física pra chegar na melhor condição possível. Os treinos fora d'água tão sendo bem intensos e desgastantes, mas isso é bom. Quando a gente chega na água, é o resultado do dever de casa bem feito.
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Breno Kneipp sobre Martine Grael: 'Carta na manga'

Primeira mulher a liderar uma equipe do SailGP desde a criação da liga em 2019, Martine Grael tem sua presença considerada como um fator diferencial para o rendimento do esquadrão brasileiro nas regatas da Baía de Guanabara, segundo Breno Kneipp. Ele destaca que o time sai em vantagem pelo conhecimento e a experiência que a capitã e o irmão possuem acerca do novo local de provas.
— Acho que não tem uma pessoa que conheça melhor esse lugar. Então, partindo desse ponto, a gente já tá em vantagem. Querendo ou não, todo mundo conhece um pouco, mas a gente fala que a Martine é a famosa 'carta na manga'. Mesmo navegando muito, a gente lida com a natureza, que tá em constante mudança a todo momento. Pela Martine e pelo Marco morarem aqui, eles já passaram diversas vezes por essas mudanças e têm mais bagagem. Isso que é o legal do nosso time. A gente compartilha muito conhecimento, o que faz com que nossa evolução seja bem significativa.
Breno Kneipp avalia 2026 do Mubadala Brazil no SailGP
No seu segundo ano em atividade, o Mubadala Brazil aparece em 11º lugar do SailGP, mesma posição em que terminou em 2025. Na ocasião, foram vencidas duas em regatas nas etapas de Nova York, nos Estados Unidos, e Cádiz, na Espanha.
Hoje, o time tem cinco pontos e está apenas à frente das embarcações neozelandesa e suíça. As três etapas iniciais da temporada foram realizadas na Oceania - duas na Austrália e uma na Nova Zelândia -, sem vitórias brasileiras.
Para 2026, a equipe trouxe nomes experientes do circuito internacional, como o italiano Pietro Sibello (wing trimmer), o dinamarquês Rasmus Køstner (controlador de voo) e o britânico Paul Brotherton (técnico).
O grinder Breno Kneipp fez um balanço desse começo de ano e mencionou desafios como o período de adaptação dos novos integrantes e as condições climáticas adversas enfrentadas nas primeiras etapas.
— O ano vem sendo positivo, pelo fato de termos umas trocas de atletas na nossa equipe. É normal que isso aconteça no final de temporada, na janela de transferências. A gente sabe que tem esse período de adaptação. As duas primeiras etapas desta temporada tiveram condições bem extremas, de bastante vento e onda, mas a gente consegue ver através dos números que essa evolução vem vindo de maneira bem eficiente.
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O que é o SailGP, a 'F1 das velas'?

O SailGP, conhecido como "Fórmula 1 dos mares", é um campeonato que reúne os melhores velejadores do mundo em uma competição de alta tecnologia, velocidade e investimento milionário. Criado pelo cinco vezes vencedor da America's Cup, Sir Russell Coutts, e pelo fundador da Oracle, Larry Ellison, o torneio rapidamente se estabeleceu como a principal liga de vela do planeta, combinando tecnologia de ponta, sustentabilidade e emoção.
Atualmente, o SailGP reúne 13 equipes nacionais que competem simultaneamente em catamarãs F50 idênticos, movidos exclusivamente pela força do vento. As embarcações podem atingir até 100 km/h sobre a água, literalmente "voando" sobre a água.
Em 2026, o campeonato terá 13 etapas. Em cada evento, são disputadas seis regatas de frota, que classificam os três barcos mais rápidos para a final. O vencedor da última prova é declarado campeão do Grand Prix.
Os times somam pontos na tabela geral de acordo com suas colocações na etapa. Ao fim da temporada, as três primeiras equipes participam da etapa decisiva em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, onde será definido o campeão do SailGP.
Informações sobre a etapa do Rio de Janeiro do SailGP
O evento acontece nos dias 11 e 12 de abril, sábado e domingo, na Baía de Guanabara. O início das provas está marcado para às 15h (de Brasília).
Os ingressos estão à venda no site oficial da competição, com preços entre R$ 305 (arquibancada para um dia) e R$ 1.735 (setor Vela Beach Club para os dois dias). São esperadas cerca de 30 mil pessoas em todo o fim de semana, somando o público dos setores montados pela organização e aqueles que acompanharão da Praia do Flamengo e da Enseada de Botafogo.
O SailGP terá transmissão dos canais SporTV e BandSports.
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