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Velejador cita Martine Grael como diferencial do time brasileiro para etapa do Rio do SailGP

A um mês da estreia da principal liga de vela do mundo no Brasil, Breno Kneipp projeta etapa carioca

Supervisionado porThiago Fernandes,
Dia 12/03/2026
10:00
Breno Kneipp, da vela, em ação pelo Mubadala Brazil Team no SailGP (Foto: Divulgação/SailGP)
imagem cameraBreno Kneipp atua como grinder do catamarã F50 do Mubadala Brazil (Foto: Divulgação/SailGP)

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Nos dias 11 e 12 de abril, a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro (RJ), será palco da quarta etapa da temporada de 2026 do SailGP. É a primeira vez que um país da América do Sul recebe a competição de vela mais rápida do mundo.

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Entre os oito atletas que compõem o Mubadala Brazil, está o gaúcho Breno Kneipp. O velejador de 25 anos, o mais novo da equipe, esteve presente no evento que marcou um mês para o evento, nesta quarta-feira (11), e conversou em entrevista ao Lance! sobre a sensação de estrear em casa pelo SailGP.

— É muito engrandecedor. Obviamente a equipe pega muito dessa energia do público, do torcedor brasileiro, a cidade respira muito a questão da vela. Então, as expectativas são bem altas, mas o foco é justamente conseguir extrair o melhor delas. A gente tá muito contente e ansioso pra que consiga ter bons dias de competição tanto pra nós, velejadores, quanto pro público também viver um grande espetáculo.

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Ao lado de Marco Grael - irmão da bicampeã olímpica, driver e capitã do time, Martine Grael - e Mateus Isaac, Breno é um dos três grinders do Mubadala Brazil, ficando responsável por girar manivelas para operar os guinchos que ajustam as velas. Campeão mundial militar e tri brasileiro, ele contou como está sendo feita a sua preparação e a da equipe para a etapa carioca.

— Estamos fazendo a análise de dados das etapas passadas, de competições com condições parecidas. Principalmente na minha posição, do grinder 1, a parte física é muito exigida. Então, esse é um momento de preparação física pra chegar na melhor condição possível. Os treinos fora d'água tão sendo bem intensos e desgastantes, mas isso é bom. Quando a gente chega na água, é o resultado do dever de casa bem feito.

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Breno Kneipp sobre Martine Grael: 'Carta na manga'

Martine Grael como capitã do Mubadala Brazil no SailGP (Foto: Mubadala Brazil)
Martine Grael como capitã do Mubadala Brazil no SailGP (Foto: Mubadala Brazil)

Primeira mulher a liderar uma equipe do SailGP desde a criação da liga em 2019, Martine Grael tem sua presença considerada como um fator diferencial para o rendimento do esquadrão brasileiro nas regatas da Baía de Guanabara, segundo Breno Kneipp. Ele destaca que o time sai em vantagem pelo conhecimento e a experiência que a capitã e o irmão possuem acerca do novo local de provas.

— Acho que não tem uma pessoa que conheça melhor esse lugar. Então, partindo desse ponto, a gente já tá em vantagem. Querendo ou não, todo mundo conhece um pouco, mas a gente fala que a Martine é a famosa 'carta na manga'. Mesmo navegando muito, a gente lida com a natureza, que tá em constante mudança a todo momento. Pela Martine e pelo Marco morarem aqui, eles já passaram diversas vezes por essas mudanças e têm mais bagagem. Isso que é o legal do nosso time. A gente compartilha muito conhecimento, o que faz com que nossa evolução seja bem significativa.

Breno Kneipp avalia 2026 do Mubadala Brazil no SailGP

No seu segundo ano em atividade, o Mubadala Brazil aparece em 11º lugar do SailGP, mesma posição em que terminou em 2025. Na ocasião, foram vencidas duas em regatas nas etapas de Nova York, nos Estados Unidos, e Cádiz, na Espanha.

Hoje, o time tem cinco pontos e está apenas à frente das embarcações neozelandesa e suíça. As três etapas iniciais da temporada foram realizadas na Oceania - duas na Austrália e uma na Nova Zelândia -, sem vitórias brasileiras.

Para 2026, a equipe trouxe nomes experientes do circuito internacional, como o italiano Pietro Sibello (wing trimmer), o dinamarquês Rasmus Køstner (controlador de voo) e o britânico Paul Brotherton (técnico).

O grinder Breno Kneipp fez um balanço desse começo de ano e mencionou desafios como o período de adaptação dos novos integrantes e as condições climáticas adversas enfrentadas nas primeiras etapas.

— O ano vem sendo positivo, pelo fato de termos umas trocas de atletas na nossa equipe. É normal que isso aconteça no final de temporada, na janela de transferências. A gente sabe que tem esse período de adaptação. As duas primeiras etapas desta temporada tiveram condições bem extremas, de bastante vento e onda, mas a gente consegue ver através dos números que essa evolução vem vindo de maneira bem eficiente.

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O que é o SailGP, a 'F1 das velas'?

Barcos dos times do SailGP (Foto: Divulgação/SailGP)
Barcos dos times do SailGP (Foto: Divulgação/SailGP)

O SailGP, conhecida como "Fórmula 1 dos mares", é um campeonato que reúne os melhores velejadores do mundo em uma competição de alta tecnologia e velocidade. Criado em 2019 pelo cinco vezes vencedor da America's Cup, Sir Russell Coutts, e pelo fundador da Oracle, Larry Ellison, o torneio rapidamente se estabeleceu como a principal liga de vela do planeta, combinando tecnologia de ponta, sustentabilidade e emoção.

Atualmente, o SailGP reúne 13 equipes nacionais que competem em catamarãs F50 idênticos, movidos exclusivamente pela força do vento. As embarcações podem atingir até 100 km/h sobre a água, literalmente "voando" sobre a água graças ao design de hidrofólios.

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