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Papo com Helio Castroneves: Minha rápida e feliz passagem pelo Brasil

Além de piloto, o brasileiro é sócio da Meyer Shank Racing

PorLance!Rio de Janeiro
22/08/2024 22:09
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Castroneves e o sobrinho Dudes no kartódromo de Interlagos (Foto: Divulgação / Helio Castroneves)

Olá, amigos do Lance!, tudo bem?

Estou no Brasil. E como é bom estar no Brasil! Mas já estou me preparando para retornar aos Estados Unidos, pois dessa vez foi um bate-volta para compromissos, mas para fazer muita coisa, principalmente ficar uns dias com Dona Sandra e seu Helio em Ribeirão Preto.

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Meu principal compromisso esportivo foi em Belo Horizonte, a convite da Vicar, para acompanhar a estreia da Stock Car Pro Series no também estreante circuito de rua da capital mineira. Estava ansioso para conhecer a pista e atentar para detalhes por causa da minha experiência em corridas neste tipo de pista. Gostei do que vi.

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Mas antes de voar para BH, voltei ao inesquecível Kartódromo de Interlagos, atual Ayrton Senna. Foi uma delícia acompanhar os treinos do meu sobrinho, o Dudes Castroneves, que está correndo na super competitiva Copa São Paulo Light de Kart. É sempre uma alegria estar no kartódromo, pois na minha época de kartista frequentava aquele lugar mágico quase que diariamente. E o Dudes foi bem, pois conquistou um importante P3, na somatória das duas provas realizadas no sábado, 17.

Mas, voltando a falar de BH, corrida de rua é sempre um espetáculo para o público e desafio tremendo para os organizadores. Nada é permanente, é um eterno montar e desmontar, sempre com algo diferente de um ano para outro, mesmo que o traçado e a estrutura sejam os mesmos. No caso de BH, as provas de sábado e domingo foram muito boas, o lugar é lindo e o traçado é sensacional.

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Acho que tão importante quanto o desafio vencido de realizar provas inéditas em Belo Horizonte, foi a geração de conhecimento para pilotos, equipes, organização e todos os demais segmentos envolvidos no empreendimento.

Isso porque as cidades são dinâmicas no processo de manutenção das ruas. Então, a coisa mais comum é, de um ano para o outro, o asfalto ser outro, mudança nas zebras, curvas ligeiramente – ou totalmente! – modificadas por causa de uma construção nova no local e por aí vai.

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Uma coisa que já vi muito nos Estados Unidos é que a primeira corrida, por ser algo novo para todo mundo, sempre causa surpresas para a organização. Mesmo com o melhor dos planejamentos, sempre alguma coisa só pode ser aprendida na prática. Por exemplo, as folhas na pista. Quem é que poderia imaginar aquela grande quantidade? Se o primeiro evento já foi grandioso, o contrato de cinco anos entre a Vicar e a prefeitura de Belo Horizonte permitirá muito mais nos próximos anos.

Eu já tinha saído de BH quando fiquei sabendo que alguns grupos não queriam que o evento fosse realizado. O que posso dizer é que já vi esse mesmo cenário em diversas corridas, ou seja, um certo descontentamento de parcela da população. É verdade, também, que já vi tudo ser resolvido para o ano seguinte. É o que acho que vai acontecer.

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Em razão desta agenda, não estive em Madison, no sábado passado, e não estarei no domingo agora, em Portland, exercendo minhas funções na Meyer Shank Racing, mas fiquei muito orgulho com as performances do David Malukas, que quase venceu, não fosse o acidente com Will Power, que reconheceu seu erro, e o Felix Rosenqvist, que largou na primeira fila. Como sempre, os fãs da Indy podem acompanhar tudo ao vivo no Brasil. É só ficar ligado na TV Cultura e canais ESPN.

Abraço grande e até semana que vem!


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