Lauter no Lance!: a saga da busca pelas vagas olímpicas continua
O que esperar do time da Ginástica Artística em LA 2028? Como será a corrida por vagas?

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Dando sequência aos esportes que poderemos ser bem representados, como finalistas, ou talvez até com as sonhadas medalhas, vamos ao próximo, um esporte que, desde Pequim 2008, quando a geração de Dayane, Dani e Diego Hypólito e Jade, não conquistou medalhas, mas sim, os nossos corações, falo da ...
Ginástica Artística – A sonhada medalha que deveria ter vindo em Pequim com eles, veio dourada em 2012, em Londres, com Arthur Zanetti, nas argolas. E a cada Olimpíada, trazia a certeza de que fazíamos parte, enfim, da elite mundial da Ginástica Artística. No Rio 2016, com o desabrochar de Rebeca Andrade, uma menina de 17 anos, que mostrou seu potencial sendo finalista e amadurecendo a possibilidade de uma medalha feminina em Tóquio. Mas foram os homens que colheram as medalhas. A prata de Zanetti, mesmo resultado de Hypólito e o bronze de Nory, mostram ao mundo, nossa força emergente na Ginástica.
E, em Tóquio, não veio apenas uma medalha para Rebeca, veio o ouro no Salto, e a prata, na disputa mais importante, o individual geral!
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Dali até Paris foi um pulo, na verdade um SALTO. Sim, Rebeca voa no salto conquistando a prata, e repete a prata no individual geral, e parte para o tudo ou nada no solo, arrancando tudo, sobe ao ponto mais alto do pódio, tendo ninguém menos que a gigante de 1,42 de altura, Simone Biles, abaixo dela. Rebeca sai de Paris brilhando mais do que a Cidade Luz, com um ouro, duas pratas e o bronze da prova por equipes!
A corrida pelas vagas olímpicas
E o que esperar deste time em LA 2028? Como será a corrida por vagas?
Os eventos chave para obtenção de vagas serão os Mundiais de 2026 e 2027, com obtenção direta de vagas. Também são de vital importância a série de Copas do Mundo, entre 2026 e 2028. Com menos vagas disponíveis, os eventos continentais servem para que países com menos tradição, consigam ter acesso às vagas olímpicas.
Vale lembrar que teremos uma novidade, a prova mista por equipes, que promete ser eletrizante. Sairão de uma competição de qualificação, levando as 16 melhores duplas para a grande final.
Que venham nossos atletas com grandes resultados nos próximos dois anos e meio, L.A os aguarda!
Não esqueçamos da outra Ginástica, a Rítmica, que no último Campeonato Mundial, no Rio, conquistou duas pratas, medalhas inéditas, e lançou grande expectativa quanto as caminho para medalhas em Los Angeles 2028. Um time forte e talentoso, que tem como destaque individual, Babi.
A torcida aplaude e pede "bis"!
Handebol – Esporte muito difundido nas escolas, que acaba perdendo penetração e força com o clubismo mal administrado. Poderíamos utilizar melhor esta grande malha de jovens, durante a fase escolar, para formação de gerações competitivas. Mas existe falha no esporte escolar, no esporte de clubes e na falta de auxílio técnico de federações, confederações e Comitê Olímpico Nacional. Mas, existe um alento, após acompanharmos de perto a participação honrosa da equipe feminina do Brasil no último Campeonato Mundial, na Alemanha e Holanda, onde nossas meninas saíram com uma honrosa 6ª colocação, nos dando a impressão de um surgimento de uma geração brilhante, que terá chance de ser muito competitiva em LA.
E como se qualificam os países felizardos, que disporão os Jogos de LA?
As equipes campeãs mundiais e, também as campeãs continentais, garantem vagas diretas para LA 2028. Assim como, através dos 3 torneios de Qualificação Olímpica, onde serão definidas as outras vagas. Chances fortes das meninas nos representarem com dignidade. E os rapazes, bem, precisam melhorar, ganhar formato de time, competitivo, apesar do razoável 7º lugar do último Campeonato Mundial, que não nos garantiu vaga direta. Ainda há tempo de transformar este grupo em um time competitivo. Vamos cobrar.
Judô – Desde Munique 1972, com o bronze de Chiaki Ishii, o Brasil se faz presente e, progressivamente, competitivo. Um dos países com um dos maiores números de praticantes, em idade escolar, mas ainda não tão bem explorada, esta possível "mina de ouros", tem nos clubes, suas principais "jazidas". Desde, coincidentemente, Los Angeles 84, com as 3 medalhas (1 prata e dois ouros),o Judô brasileiro, vem mantendo uma doce rotina olímpica, o surgimento de novos ídolos do esporte, e desde Pequim 2008, com o luxuoso auxílio das mulheres! Desta forma, é crescente a expectativa com a delegação brasileira de Judô para 2028, que mescla atletas experientes, já medalhados, e jovens promessa. A cota de medalhas para Los Angeles, promete ser a maior de todas até agora.
Regras para as vagas
E agora, a pergunta que se repete e não quer calar por aqui: Como estão as regras para as vagas?
A principal maneira de qualificação para LA 2028, é pelo Ranking Mundial da IJF (Federação Internacional de Judô). É preciso estar entre os melhores de cada uma das categorias (por pesos, como no Boxe). Há um período de pontuação de dois anos, 2026 e 2027, com a soma dos seis melhores resultados obtidos em eventos oficiais da IJF (Grand Slams, Grand Prix e Masters), com contagem de 50% dos pontos em 2026, e 100% em 2027! Quanto ao número de atletas para cada categoria, aparentemente, será um atleta por categoria (até o momento, o regulamento de vagas definitivo ainda não foi fechado pela IJF). Este processo deve encerrar no Mundial de 2028, o torneio de maior pontuação para o Ranking Mundial!
Vagas adicionais: devem vir algumas vagas para torneios continentais (África principalmente), para tentar manter a universalização da modalidade.
Serão distribuídas, no total, 372 vagas olímpicas, para LA 2026, e algumas regras foram modificadas, e já estão sendo usadas, nos primeiros torneios de 2026!
Natação – Ah, a natação, que quando separada da Maratona Aquática, soma 15 medalhas até hoje conquistadas, desde Tetsuo Okamoto, em Helsinque 1952, porém com apenas um de ouro, a inesquecível performance de Cesar Cielo, na prova dos 50m livres, em Pequim 2008, no também inesquecível e lindo Cubo d'agua. Mas, como na contagem do quadro de medalhas, é de bom tom somar com as medalhas das provas de Maratonas Aquáticas (um ouro e um bronze). Mas há alguma chance de medalha na natação brasileira em 2028? Remotas chances com os Guilhermes (Caribé, nos 50 e 10 livres, e Costa, nas provas de fundo) e algum alento com a nossa eternamente competitiva Ana Marcela Cunha, na Maratona Aquática, ela que já tem o ouro de Tóquio 2020. Mas como será a jornada de obtenção de vagas na natação?

O sistema de qualificação para LA2028 distribuirá 830 vagas olímpicas para natação em piscina e 44 para a maratona aquática. O processo de qualificação começa em 1 de março de 2027.
As vagas serão conquistadas por índices técnicos alcançados, baseados em uma tabela de "Tempos Limites", ou índices oficiais para as provas do atletismo, em competições aprovadas pela FINA, estes tempos limites ainda serão definidos até dezembro de 2026. Para a natação brasileira, utilizando torneios nacionais, para obtenção de índice.
Como a busca pelas vagas na natação só começa em 2027, algumas normas ainda não foram estabelecidas.
A natação no Brasil, como o judô, handebol e tênis de mesa, tem uma base de praticantes entre 7 e 14 anos, enorme. Porém, como já citamos antes, não consegue usufruir desta gigante "base escolar" para detecção e desenvolvimento de possíveis talentos. E, por conta disso, a natação carece de uma urgente renovação!
Já que essa 3ª parte da trilogia, já ganhou ares de Guerra e Paz, de Tolstoi, quase chegando às 1.100 páginas, faz-se necessária uma adaptação: tivemos o 1º tempo, 2º tempo e prorrogação, levemos, pois, para os pênaltis, e criemos a primeira trilogia de quatro partes, vulgarmente conhecida como quadrilogia!!
Na 4ª parte, finalizaremos a apresentação dos esportes, onde alguns deles o Brasil entra como franco favorito a medalhas. Lembrando que nem todos os esportes fizeram parte deste breve estudo.
Buscamos apenas os esportes em que temos alguma relevância e chances de finais ou medalhas.
Lauter Nogueira
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