F1: Ferrari chega para a segunda semana de testes no Bahrein com carro atualizado
A segunda semana de testes ocorrerá entre os dias 18 a 20 de fevereiro

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A Ferrari prepara um "arsenal" de novidades para a segunda semana de testes da pré-temporada da Fórmula 1 em Sakhir, no Bahrein, a partir desta quarta-feira (18). A equipe italiana equipará o SF-26 com uma nova unidade de potência, um pacote aerodinâmico atualizado e uma caixa de câmbio revista, visando aprimorar o desempenho antes da abertura da temporada em Melbourne.
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As modificações são implementadas após a primeira fase de avaliações, na qual o motor inicial demonstrou boa confiabilidade, percorrendo mais de 4.300km, o equivalente a 14 GP, sem apresentar falhas.
Apesar de um desempenho sólido, a equipe registrou apenas um incidente nos testes iniciais, quando o carro de Lewis Hamilton desligou-se no fim de uma simulação de corrida. O chefe de equipe, Fred Vasseur, esclareceu que o episódio era parte de um teste programado para medir o volume mínimo de combustível exigido pela FIA para as verificações técnicas pós-prova (um litro disponível).
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Otimização de marchas e motor
Além do novo motor, a Ferrari utilizará uma caixa de câmbio atualizada. A mudança visa suportar as estratégias de recuperação de energia elétrica que envolvem marchas mais curtas, resultando em maior rotação do propulsor. Essa configuração gera cargas mais elevadas nas engrenagens e na transmissão, um tema que afeta todas as equipes do grid, que acompanham de perto o desgaste destes componentes.
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Turbina menor para largadas mais eficientes
No projeto do motor 067/6, a equipe de Maranello optou por uma turbina Honewell menor em comparação com a utilizada pela Mercedes. Essa escolha visa reduzir o turbo lag (atraso na resposta do motor turbo ao acelerar), permitindo limitar o uso do *MGU-K na aceleração e aproveitar mais energia elétrica nas retas, além de oferecer vantagens cruciais nas largadas.
Análises feitas em Sakhir demonstraram a eficácia dessa estratégia: para carregar adequadamente o sistema de sobrealimentação e obter o impulso ideal na largada, é necessário elevar a rotação do motor a patamares superiores. Equipes com turbinas maiores demandam mais tempo para concluir este processo.
As simulações indicaram que são necessários cerca de dez segundos para ativar o sistema de partida. A Ferrari defende sua opção pelo turbocompressor menor e se opõe a alterações regulamentares neste aspecto, apesar das preocupações de segurança levantadas por Andrea Stella, diretor da McLaren. O dirigente argumentou sobre o risco de falhas na largada que poderiam causar paralisações perigosas no pelotão.
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*O MGU-K é uma peça-chave do complexo sistema híbrido (ERS) da Fórmula 1, introduzido na categoria em 2014. Essencialmente, ele atua duplamente como motor elétrico e gerador. Sua principal função é converter a energia cinética liberada durante as frenagens em eletricidade, que é então armazenada nas baterias do carro. Posteriormente, essa energia pode ser liberada para fornecer um impulso extra de potência, crucial durante as acelerações, otimizando o desempenho do monoposto nas pistas.

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