Jonas Moura
17/02/2019
19:50
Rio de Janeiro (RJ)

O Flamengo bem que tentou driblar o desafio de entrar em quadra como azarão. Mostrou coragem em uma difícil Copa Intercontinental de basquete. Mas não resistiu ao AEK. vencedor da Champions League de 2017/2018. Os gregos faturaram neste domingo o prestigiado título, ao vencerem o Rubro-Negro por 86 a 70, na Arena Carioca 1, no Rio de Janeiro.

O time amarelo, que se orgulha de ter uma fiel torcida por cada arena por onde passa, era de fato superior em todos os quesitos de um jogo de basquete. E se a luta dos brasileiros em diversos da partida momentos empolgou, o sonho do bicampeonato do torneio, considerado uma espécie de Mundial Interclubes da Fiba, teve de ser adiado.


A derrota não tirou de Anderson Varejão o posto de cestinha da partida. O pivô conseguiu um duplo-duplo, com 21 pontos e 11 rebotes. No AEK, o armador americano Jordan Theodore foi um dos destaques, com 22 pontos e cinco assistências. O outro foi a aula defensiva do elenco comandado pelo italiano Luca Banchi.

O terceiro lugar ficou com o San Lorenzo, que, mais cedo, bateu o Austin Spurs, por 77 a 59.

EQUILÍBRIO E ALERTA

Desde o início, o quinteto formado por Varejão, Balbi, Kevin Crescenzi, Marquinhos e Olivinha animou o público que, se não era o mesmo de cinco anos atrás, quando o Rubro-Negro se sagrou campeão ao bater o Macabi Tel Aviv (ISR), na Jeunesse Arena, ao menos fez uma bela festa.

Mas os gregos não deixaram os donos de casa se acomodarem, comandados por um início consistente de Theodore. O primeiro quarto terminou, por 20 a 19, com cesta do ala-pivô Vince Hunter.

UMA DEFESA DE ASSUSTAR


O retorno mostrou mais desafios para os comandados de Gustavo De Conti. Com uma defesa quase perfeita e saídas rápidas para o contra-ataque, o AEK chegou a abrir nove pontos. O bom trabalho coletivo de Balbi e a precisão nos arremessos de Varejão tornaram o cenário menos desesperador, mas ainda era pouco. Apesar de algumas chances desperdiçadas pela equipe de Banchi, Theodore não se abalou e anotou mais três pontos para manter seu grupo novamente com nove de vantagem: 42 a 33.

TUDO POR UMA VIRADA


O terceiro período começou com mais falhas do Flamengo, que proporcionaram novos contra-ataques ao rival. Mas Nesbitt, Marquinhos e, sobretudo, Varejão foram obedientes diante dos gritos de "vamos virar, Mengo!". Gustavinho rodou o time, e contou com a eficiência de Deryk e Davi Rosseto. Não foi suficiente, já que o AEK foi para o último quarto com 63 a 55.

LIÇÕES PARA O NBB

A luta não teve fim, mas a diferença aumentou para 13, 16, 18 e, depois, 23 pontos na última etapa. À medida que o bicampeonato se distanciava, restava ao Flamengo aproveitar o duelo contra uma equipe de alto nível para acertar as falhas que o time ainda comete no NBB, no qual ocupa a terceira colocação. Os representantes gregos formaram uma barreira para o ataque rubro-negro. O Fla tentou reagir, mas a noite foi do AEK.