Estados Unidos quebram trégua olímpica após atacar o Irã; confira
Violação ocorre no intervalo entre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno

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O cenário geopolítico voltou a colidir frontalmente com o espírito olímpico. O ataque coordenado realizado pelos Estados Unidos e Israel ao Irã marcou a quebra da Trégua Olímpica dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina 2026. O ato ocorre em um momento sensível: exatamente no intervalo entre o encerramento das Olimpíadas e o início das Paralimpíadas de Inverno.
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Esta é a segunda edição consecutiva dos Jogos de Inverno em que o período de paz é ignorado por grandes potências. O movimento gera uma pressão imediata sobre o Comitê Olímpico Internacional (COI), que ainda não se manifestou oficialmente sobre o episódio.

A situação atual é um "déjà vu" do que o mundo presenciou em 2022. Naquela ocasião, a Rússia invadiu a Ucrânia no intervalo entre os dois eventos de Pequim. A resposta do COI foi rígida: recomendou a suspensão da Rússia das federações internacionais, utilizando como justificativa jurídica e ética justamente a quebra da Trégua Olímpica. O precedente criado com os russos agora coloca os holofotes sobre como a entidade máxima do esporte lidará com a ação liderada pelos americanos.
O que é a Trégua Olímpica?
Proposta pela ONU a cada ciclo de Jogos (Verão e Inverno), a Trégua Olímpica é um período de 52 dias de cessar-fogo global. Ela tem início sete dias antes da abertura dos Jogos Olímpicos e se estende até sete dias após o encerramento dos Jogos Paralímpicos. O objetivo é garantir a segurança dos atletas, das delegações e reafirmar o papel do esporte como ferramenta de paz.
Com o ataque ao Irã, a diplomacia esportiva entra em alerta máximo. Se o rigor aplicado à Rússia em 2022 for mantido, o COI enfrentará o desafio de punir uma das maiores potências do movimento olímpico às vésperas de Los Angeles 2028. Por outro lado, o silêncio pode abrir um precedente perigoso para a relevância das resoluções das Nações Unidas no contexto esportivo.
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