Cesar Cielo parabeniza nadador que derrubou seu recorde histórico: 'Incrível'
O Brasil não possui mais nenhum atleta no livro de recordes na natação

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Cesar Cielo não é mais o nadador mais rápido do mundo, título que carrega há 16 anos. O brasileiro teve seu recorde mundial dos 50 metros livre quebrado na última sexta-feira (20) pelo australiano Cameron McEvoy, de 31 anos. O ex-nadador parabenizou o atual campeão em suas redes sociais.
- Nado superveloz! Incrível! Vi uma frase há algum tempo que descreve perfeitamente o que você tem feito. "Você nunca muda as coisas lutando contra a realidade existente. Para mudar algo, construa um novo modelo que torne o modelo existente obsoleto. Parabéns! 👊 - escreveu em suas redes sociais.
Com o tempo de 20s88, o australiano venceu o Aberto da China e superou a marca de 20s91 que pertencia ao brasileiro desde 18 de dezembro de 2009.
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O resultado transforma McEvoy no nadador mais rápido de todos os tempos na prova e põe fim a um dos recordes mais duradouros da modalidade. A quebra também encerra a presença do Brasil entre os recordistas mundiais vigentes na natação.
Campeão olímpico em Paris 2024 nos 50m livre, o australiano já vinha consolidando sua hegemonia nas provas de velocidade. Na ocasião, conquistou o ouro com o tempo de 21s25. Além disso, soma dois títulos mundiais consecutivos: em 2023, em Fukuoka, no Japão, e em 2025, em Singapura.
A nova marca simboliza o fechamento de um ciclo iniciado por Cesar Cielo, um dos maiores nomes da história da natação brasileira. Além do recorde nos 50m livre, o atleta também manteve a melhor marca dos 100m livre por 13 anos, até ser superado pelo romeno Davi Popovici, em 2022.
Atualmente, o Brasil não possui recordes mundiais vigentes, seja em piscina longa ou curta.
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O fim da era dos "supermaiôs"
O recorde estabelecido por Cielo em 2009 também ficou marcado por um contexto específico da natação mundial: o uso dos chamados "supermaiôs". Na época, os trajes tecnológicos, confeccionados com poliuretano, eram amplamente utilizados por nadadores e contribuíam para melhorar o desempenho dentro d'água, ao aumentar a flutuação e reduzir o atrito.
A vantagem proporcionada pelo equipamento foi apontada como um dos fatores para a sucessão de recordes naquele período. Diante disso, a então Federação Internacional de Natação (Fina) decidiu proibir o uso dos supermaiôs poucos dias depois, estabelecendo regras mais rígidas para os uniformes.
Desde então, passaram a ser permitidos apenas trajes feitos com material têxtil. A regulamentação também veta qualquer equipamento que favoreça velocidade, flutuação ou resistência. No masculino, são autorizadas apenas sungas e bermudas; no feminino, os maiôs não podem ultrapassar a altura dos joelhos.
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