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Dez anos após medalha histórica, Poliana Okimoto se aventura em outro esporte

Nadadora também se aventura fora da água e monta sua própria competição

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São Paulo
Dia 10/02/2026
12:27
Atualizado há 2 minutos
Poliana Okimoto - Natação
imagem cameraPoliana conquistou o bronze na maratona aquática na Rio-2016 (Foto: LEON NEAL/AFP)

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Há dez anos, nos Jogos Olímpicos Rio 2016, Poliana Okimoto conquistou uma medalha histórica: a primeira de bronze do Brasil em maratonas aquáticas. Hoje, aos 42 anos, deixou as longas distâncias na mar para trás. Mas a natação segue viva em seu dia a dia. De forma diferente.

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— Agora inventei de fazer triatlo e estou tendo que treinar de forma mais regrada. Eu estava correndo mais do que nadando. A corrida é o que eu gosto de fazer para cansar o corpo, enquanto a natação descansa a minha mente. Atualmente, nado entre 2,5 e 3 quilômetros, porque vou fazer uma meia maratona em maio — revelou.

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Uma realidade bem diferente do que tinha quando era profissional. Um atleta de alto nível nada cerca de seis quilômetros por sessão. Normalmente, esses nadadores realizam duas baterias diárias, totalizando 12 km por dia e uma média entre 70 km e 90 km por semana.

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Apesar de explorar novas modalidades, a maratona aquática sempre terá um lugar especial no coração de Poliana Okimoto. Por isso, em 2018, ela fundou a Travessia Poliana Okimoto. A brasileira é a organizadora da competição, que hoje reúne mais de três mil pessoas em provas de diversos níveis e categorias.

— Temos desde a prova para iniciantes, de 500 metros, passando por 1.000m, 2.500m e 5 quilômetros. Também realizamos o "1 a 4", que consiste em 1.000 metros de natação e 5 km de corrida. Colocamos uma prova kids em que, inclusive, meu filho nadou comigo. Tivemos 50 metros para crianças de 4 a 6 anos e 100 metros para a faixa de 7 a 12 anos. É uma responsabilidade muito grande, porque estamos falando de natação no mar e lidando com vidas. Mas é gratificante ver o evento crescer com esse volume de participantes — concluiu.

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Poliana Okimoto - Natação
Poliana conquistou o bronze na maratona aquática na Rio-2016 (Foto: LEON NEAL/AFP)

Chefe de missão do Brasil nos jogos Pan-Americanos da Juventude

Além das novas atividades esportivas, Poliana Okimoto foi escolhida para ser a chefe de missão da delegação brasileira nos Jogos Pan-Americanos da Juventude. A ex-atleta demonstra confiança no novo cargo e entende a importância estratégica da competição para o futuro do esporte nacional.

— Fui da Comissão de Atletas do Comitê Olímpico do Brasil por oito anos e atuei como vice-presidente da comissão; além disso, abri minha assessoria esportiva. Quando as coisas acontecem no Brasil, elas se tornam cada vez maiores e você tem o público e os amigos a favor.

Sobre a importância do torneio para a nova geração, a medalhista olímpica ressaltou o caráter formador da competição.

— É aquela fase inicial da carreira que faz toda a diferença. É ali que o atleta vai saber se é isso mesmo que ele quer para a vida. Quem vai aguentar a pressão? Quem consegue performar em um grande campeonato? Como vivemos tudo isso como atletas, temos uma experiência e uma história bacana para contar. Acho que trazemos um olhar diferente, talvez um acolhimento maior, servindo de inspiração para esses jovens.

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