(Foto: Divulgação)

Milton Tergilene atualmente desenvolve seu trabalho no projeto Morro dos Campeões (Foto: Marcell Fagundes)

LANCE!
08/10/2021
09:30
Rio de Janeiro (RJ)

O engenheiro de telecomunicações Milton Tergilene, de 41 anos, sabe bem como é a sensação de ter o esporte como elemento transformador. Em uma época de turbulências na sua vida pessoal, Milton descobriu o Jiu-Jitsu em 2016, através de um convite do professor Rafael Carino, um dos representantes da Nova União, referência no Jiu-Jitsu e MMA.

Desde os primeiros treinos, o atleta, hoje faixa-marrom, explorou a sua competitividade e conquistou inúmeros títulos ao longo de sua trajetória, todos organizados pela CBJJ (Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu). Nas faixas coloridas, foi campeão Brasileiro e Sul-Americano. Esse ano, após o retorno gradual das competições, sagrou-se campeão do Internacional de Masters, torneio todo dedicado a atletas acima dos 30 anos de idade.

Além de aproveitar ao máximo o potencial competitivo do esporte, Milton motivou-se a ajudar, colaborando em projetos sociais para crianças e jovens carentes, tendo o ensino do Jiu-Jitsu como o grande diferencial. Antes da pandemia, ele era responsável por um projeto social no Morro Santa Marta, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Com as complicações ocasionadas pela pandemia da Covid-19, o projeto teve que fechar as portas, levando o atleta a buscar novos rumos. Foi no projeto Morro dos Campeões, já bastante conhecido nos arredores da comunidade Santo Amaro, que Milton encontrou a oportunidade ideal de dar continuidade aos seus objetivos.

- O meu principal papel é mostrar para essas crianças que se eu, um cara de 41 anos, consigo treinar em alto rendimento, trabalhar, cuidar do meu filho, eles também podem fazer qualquer coisa. Eu acho que ser um exemplo para as pessoas, mais jovens ou mais experientes, é um dos maiores títulos que eu já ganhei - complementa o competidor.

Comandado pelo faixa-preta Polengue Dias, o Morro dos Campeões conta com mais de 100 crianças e jovens. O papel do engenheiro de telecomunicações, na proposta de fazer evoluir essa estrutura, é oferecer uma visão mais empresarial e valorizar os profissionais que se dedicam ao ensino do Jiu-Jitsu no local.

No último final de semana, Milton lutou o Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu no Rio de Janeiro, na Vila Militar de Deodoro, principal torneio realizado em solo brasileiro, com nove dias de duração. Após duas lutas desafiadoras, com adversários posicionados entre os melhores competidores do país, ele ficou com o terceiro lugar. Subir ao pódio, em uma competição disputada como essa, é uma conquista que o motiva ainda mais para correr atrás do ouro no ano que vem.