(Foto: Divulgação)

Robson Thuler, o Robinho, sonha em ser campeão mundial no Parajiu-Jitsu (Foto: Divulgação)

LANCE!
07/10/2021
11:15
Rio de Janeiro (RJ)

Robson Thuler já nasceu pronto para a luta. Aos 20 anos, o campeão brasileiro de Parajiu-Jitsu está preparado para encarar mais uma batalha. Robinho vai ao tatame no próximo dia 17 de outubro, em busca do título no Rio Challenge no Parajiu-Jitsu. O primeiro passo para atingir sua meta no ano, que é a conquista da Copa América.

- Quero fechar o ano bem, somando mais duas conquistas ao meu currículo. Dentro do esporte, meu objetivo máximo é ser campeão mundial, nunca escondi de ninguém - disse o guerreiro.

A história de Robinho ficou muito conhecida no Rio de Janeiro em 2007, aos 6 anos, quando seu pai, o ex-jogador Abedi, comemorou gol pelo Vasco homenageando o filho. O menino, que ficara sem os movimentos dos membros inferiores aos 3 anos, batia bola com o pai usando as mãos. Robinho foi submetido a uma biópsia que o diagnosticou com linfoma de Burkitt leucemizado, um tipo de câncer do sistema linfático, e acabou sem mexer as pernas após o procedimento. No entanto, nunca perdeu sua vocação esportiva. Agora, às vésperas das competições importantes, ele ganhou um alívio na preparação em busca dos títulos e do sonhado campeonato mundial. Um patrocínio da rede de farmácias Cumani pode levá-lo a outro patamar no esporte.

- Acredito que a dificuldade de todo atleta, sem dúvida, é o patrocínio. Graças a Deus, tenho dois. Um é da escolinha do Abedi. O outro é da farmácia Cumani, que é uma rede gigantesca, que vem crescendo a cada dia. Ter essa turma ao meu lado é muito gratificante. O Joel (CEO da Cumani), além de grande amigo, agora é parceiro e vem me ajudando não apenas na questão financeira, mas abraçou minha causa de um jeito impressionante, e isso me motivou bastante. Me deu um gás ainda maior para ir em busca dos meus objetivos - afirma Robinho.

Muito ligado ao esporte, o ex-jogador Joel Cumani, hoje CEO da Rede Cumani, abraçou a ideia do patrocínio e já planeja aumentar o incentivo a projetos esportivos e sociais.

- Carrego um legado muito forte e procuro passar isso para os meus filhos, assim como meu avô e meus pais me passaram. A Cumani é uma família. Sempre amei muito o esporte, onde você ganha, perde, se machuca, tira lições e leva para vida. Enfrentamos a cada dia novos obstáculos e procuramos superá-los da melhor forma. Quando o assunto é inclusão social, isso mexe muito comigo. Decidir apoiar o Robinho foi muito simples, porque se trata de um rapaz vencedor, um exemplo para todos nós. É inspirador olhar para ele e ver tanta garra, vontade e disposição. E esse é só nosso primeiro passo no incentivo ao esporte e a causas sociais - destaca Joel.

Grato pelo apoio, Robinho lembra como é difícil a vida de atletas no Brasil: - Minha história no Jiu-Jitsu começou até engraçada. Sempre amei o MMA e a luta em pé, sempre curti assistir ao Anderson Silva e ao José Aldo lutando. Eu não gostava muito quando a luta ia para o chão, mas aí minha mãe viu que a luta no chão poderia ser benéfica para mim. Comecei a treinar direto e os primeiros treinos foram tranquilos. Como eu aprendi com eles como são feitas as posições, aprendi a ajudá-los nas adaptações, porque no Jiu-Jitsu é preciso adaptar para todas as pessoas, porque as posições são distintas e cada um evolui de uma forma - recorda Robinho.