Charles tem uma série de sete vitórias seguidas quer um Top-5 dos leves (Foto: Reprodução/Instagram)

Charles tem uma série de sete vitórias seguidas quer um Top-5 dos leves (Foto: Reprodução/Instagram)

TATAME
17/03/2020
16:34
Rio de Janeiro (RJ)

Por Yago Rédua

Em alta no Ultimate, Charles do Bronx conquistou a sétima vitória seguida no peso-leve no último sábado (14). O faixa-preta de Jiu-Jitsu finalizou Kevin Lee na luta principal do UFC Brasília e ampliou o recorde de vitórias por finalização dentro organização – agora a marca são 14. Além disso, ganhou cinco posições no ranking da categoria até 70kg e aparece em oitavo lugar.

Ainda no octógono, em entrevista, Do Bronx pediu para ser o próximo desafiante ao cinturão dos leves. O campeão Khabib Nurmagomedov tem duelo agendado com Tony Ferguson para o dia 18 de abril. Já em entrevista à TATAME, Charles acredita que ainda precisará de mais uma luta antes chegar ao cobiçado title shot.

- Tenho que pedir (title shot), porque são sete vitórias seguidas. Eu estou no meu melhor momento da minha carreira. Eu quero vôos altos. Acho que vai acontecer mais uma luta ainda pra mim e, aí sim, devo ser o próximo desafiante. Mas temos que ficar pedindo e mostrando o que queremos. Eu mereço um cara que esteja bem no ranking dos leves, que seja um Top-5. É isso que eu mereço - destacou o brasileiro.

A respeito da performance em seu primeiro main event no UFC, Do Bronx fez uma análise sobre combate que terminou no começo do terceiro round após encaixar uma guilhotina em Kevin Lee.

 - Sabíamos que ele vinha pronto para defender a parte de Jiu-Jitsu. Se ele se perdesse no jogo de porrada, sabíamos também que ele ia querer me colocar para baixo. Estávamos prontos para isso. Eu consegui conectar algumas mãos e alguns golpes duros. Ele é um cara duro e que se defendeu bastante. O objetivo era fazer um jogo com calma e sem pressa  - analisou.

Já sobre o condicionamento físico, Charles confirmou que no intervalo do segundo para o terceiro round estava desgastado: - Eu estava um pouco cansado. Na realidade, eu passei um mês duro para poder chegar para essa luta. Não pude treinar muito bem porque estava lesionado. Fiz o que estava planejado, porque eu sabia que o Lee ia cansar mais que eu. Falaram que foi um chute imprudente. Eu não errei o chute. Eu dei um frontal de bico na costela dele, que foi o que ele sentiu e entrou nas minhas pernas - apontou.

Outro ponto importante do UFC Brasília foi a ausência do público por conta do avanço do novo coronavírus (Covid-19). O governo brasiliense vetou todos os eventos com mais de 500 pessoas. Charles contou que foi ruim a experiência de não ter o torcedor no ginásio Nilson Nelson e que evitou ficar olhando as notícias pelo celular sobre a pandemia para focar no duelo com Lee.

- Lutar sem torcida é ruim demais. Queria que estivesse todo mundo lá, seria legal demais. Infelizmente, isso acabou não acontecendo. Eu não me preocupei com isso (coronavírus) e procurei ficar o máximo quieto. Mantive o foco, corte de peso e não olhei muito a internet também - concluiu.