Atleta brilha em seu início na faixa-preta e mira trajetória de sucesso
Recém-graduado à faixa-preta, Ronaldo Junior relembra com carinho seu início no Jiu-Jitsu e projeta trajetória de sucesso na arte suave sob os ensinamentos de André Galvão; saiba

Por Vitor Freitas
Da faixa roxa até a marrom, Ronaldo Junior fez seu nome como um dos atletas mais empolgantes da sua geração no Jiu-Jitsu. Depois de vencer de forma seguida o Pan-Americano, Brasileiro e Mundial na faixa-marrom, o último conquistado em junho deste ano, em Long Beach, na Califórnia (EUA), ele completou todos os seus objetivos antes ser graduado faixa-preta pelo multicampeão e líder da equipe Atos, André Galvão.
Hoje com 22 anos, Ronaldo relembra com carinho sua história no Jiu-Jitsu e o que o fez batalhar por seus objetivos até aqui na arte suave, onde a concorrência é cada vez maior e, em teoria, só tende a aumentar.
- Na academia onde comecei a praticar Jiu-Jitsu, se você convidasse uma pessoa para treinar, ganhava um patch para colocar no quimono. Então um amigo meu, interessado no patch, me convidou para fazer um treino experimental. Conversei com a minha mãe e recebi todo apoio necessário para treinar Jiu-Jitsu. Fiz a minha primeira aula com uma calça de moletom azul e a parte de cima do quimono por cima do meu uniforme de ir para escola, além de uma faixa branca usada que o professor me emprestou. Numa quinta-feira, no bairro de Teresópolis, em 2007, eu iniciava a minha jornada no esporte. Nas primeiras semanas praticando Jiu-Jitsu, o meu antigo professor Felipe falava para os meus pais que eu tinha muito talento e vontade de vencer. Foi assim que ele pediu para minha mãe nunca me deixar desistir de treinar, pois o meu futuro era brilhante. Com apenas alguns dias de treino o meu professor já estava vendo o que estou vivendo hoje - relembrou Ronaldo, antes de projetar seu sucesso e contar como funciona seu jogo no Jiu-Jitsu.
- Estou preparado para os desafios e vou batalhar pelo meu espaço na faixa-preta. E sobre meu jogo, na verdade, eu não tenho um jogo definido para usar nas competições. Na Atos, eu tenho o privilégio de aprender técnicas diferentes todos os dias e isso faz com que eu tenha os recursos necessários para usar contra qualquer ataque que o meu oponente possa aplicar contra mim. Então, posso dizer que sou um atleta completo - analisou o jovem.
Ronaldo também aproveitou para falar das lições que tem aprendido com André Galvão na Atos, considerada atualmente uma das principais equipes de Jiu-Jitsu no mundo e da qual faz parte.
- Amar a Deus acima de todas as coisas. O professor André Galvão é muito sábio e sempre me aconselhou e me direcionou em relação ao trabalho duro. Ele também fala para confiar nos planos que Deus tem para nós. Treinar na Atos está sendo uma experiência muito legal, pois temos uma variedade grande de campeões mundiais no tatame todos os dias.
Quando não está de quimono no tatame, o jovem reserva um tempo para sua fé e para conversar com sua família, que mora no Brasil. - Gosto de ir à igreja e também conversar por telefone com a minha família, que mora no Brasil. Esse é meu hobby fora do Jiu-Jitsu - encerrou o lutador.
Ronaldo já fez duas lutas casadas como faixa-preta, no F2W e no Subversiv 2, respectivamente. No último fim de semana, por exemplo, ele foi campeão peso e absoluto do Fresno Open, organizado pela IBJJF, ao vencer cinco combates.

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