Santos 0 x 4 Internacional no Brasileirão 2005; sem público, Alex e Sóbis atropelam o Peixe
Goleada em São Caetano mantém o Inter na briga pelo título em 2005.

No dia 13 de novembro de 2005, o Internacional protagonizou uma das atuações mais consistentes de sua campanha no Campeonato Brasileiro ao golear o Santos por 4 a 0, em partida válida pela 38ª rodada da competição. O jogo aconteceu com portões fechados, no estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul, por conta de punição imposta ao clube paulista. Sem a torcida, o Peixe foi dominado do início ao fim, viu sua crise se aprofundar e foi atropelado por uma equipe gaúcha que ainda sonhava com o título nacional. O Lance! relembra Santos 0 x 4 Internacional no Brasileirão 2005.
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Santos 0 x 4 Internacional no Brasileirão 2005
O destaque da partida foi o meia Alex, autor de dois gols no primeiro tempo, um deles em cobrança de falta e outro de pênalti. No segundo tempo, Rafael Sóbis completou a goleada com mais dois, fechando a vitória colorada com autoridade. O resultado colocou o time de Muricy Ramalho na vice-liderança com 71 pontos, ainda atrás do Corinthians, mas mantendo acesa a esperança de um título que, semanas depois, seria marcado por enorme polêmica envolvendo a arbitragem.
Já o Santos, treinado por Nelsinho Baptista, viveu sua pior sequência no Brasileirão desde o início da era unificada, acumulando a quarta derrota consecutiva, após perder para Cruzeiro, Ponte Preta e Corinthians — este último por 7 a 1, no clássico da rodada anterior. Com a goleada sofrida para o Inter, o clube dava adeus às chances de vaga na Libertadores de 2006 e amargava uma temporada de decepções.
Primeiro tempo: domínio colorado e show de Alex
O jogo começou com certa movimentação das duas equipes, mas logo o Inter assumiu o controle. Com maior posse de bola e qualidade técnica no meio-campo, o time gaúcho encurralou o Santos, que apostava em lançamentos longos e tinha dificuldades de articulação.
Aos 27 minutos, Alex abriu o placar em bela cobrança de falta. A jogada contou com uma barreira montada de forma ineficiente pela defesa santista e uma falha do goleiro Mauro, que deixou a bola passar por baixo do braço, no canto direito.
Dez minutos depois, Luiz Alberto cometeu pênalti infantil em Rafael Sóbis, que invadiu a área com habilidade. Alex cobrou com segurança, deslocando o goleiro, e ampliou: 2 a 0.
Sem forças para reagir, o Santos ainda tentou algumas jogadas isoladas com Geílson e Cláudio Pitbull, mas a defesa colorada, liderada por Edinho e Ediglê, não deu chances. No intervalo, o técnico Nelsinho tentou mudar o panorama com duas substituições — Zé Elias e Luciano Henrique entraram nas vagas de Fabinho e Giovanni, respectivamente.
Segundo tempo: expulsão e massacre do Internacional
Com o Santos ligeiramente mais agressivo no início do segundo tempo, o jogo parecia caminhar para maior equilíbrio. No entanto, a expulsão de Kléber, aos 16 minutos, por reclamação com o árbitro após falta no meio-campo, minou qualquer possibilidade de reação do time da casa.
Com um a mais, o Internacional administrou a vantagem com inteligência, trocando passes com tranquilidade e aproveitando os espaços. Aos 31 minutos, Ceará arriscou de fora da área, Mauro espalmou para frente, e Rafael Sóbis, livre, marcou o terceiro gol da equipe visitante.
Aos 45, em rápido contra-ataque puxado por Iarley, Sóbis apareceu novamente para marcar o quarto, selando o placar: 4 a 0 para o Inter, sem contestação.
Escalações e destaques
Santos:
Mauro; Zé Leandro, Matheus Ferraz, Luiz Alberto, Kléber; Fabinho (Zé Elias), Heleno, Wendel, Giovanni (Luciano Henrique); Cláudio Pitbull e Geílson.
Técnico: Nelsinho Baptista
Internacional:
Clemer; Ceará, Ediglê, Edinho, Ricardinho; Tinga, Perdigão, Diego Gavilán, Alex; Fernandão e Rafael Sóbis.
Técnico: Muricy Ramalho
Entraram: Iarley, Márcio Mossoró, Wellington
Gols:
Alex, aos 27' e 37'/1ºT
Rafael Sóbis, aos 31' e 45'/2ºT
Destaques da partida:
- Alex: dois gols, controle do meio-campo – nota 9,0
- Rafael Sóbis: velocidade e oportunismo – nota 8,8
- Ceará e Tinga: consistência defensiva e força física – nota 8,0
- Mauro (Santos): falha no primeiro gol – nota 4,5
- Kléber: expulso em momento-chave – nota 3,5
Pós-jogo: crise santista e Inter ainda sonhando
Após o apito final, o clima no Santos era de desorganização e desânimo. O técnico Nelsinho Baptista não poupou críticas à gestão do elenco e ao planejamento da temporada, responsabilizando seu antecessor Gallo pelos problemas estruturais do time. O próprio treinador classificou o trabalho herdado como "horrível" e reconheceu que teria dificuldades para recuperar a equipe nas rodadas restantes.
Jogadores como Mauro, Fabinho e Wendel tentaram justificar a goleada com erros individuais e falta de concentração. Já Giovanni, um dos ídolos do clube, foi substituído no intervalo e evitou dar declarações, visivelmente abatido.
Do lado colorado, a goleada foi celebrada como reação após a eliminação para o Boca Juniors na Sul-Americana. O time ainda nutria esperanças de alcançar o Corinthians na liderança, mesmo com a diferença de seis pontos e poucas rodadas restantes.

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