Árbitros que mais apitaram jogos em Copas do Mundo

Os juízes mais utilizados pela FIFA e os recordes que moldaram os Mundiais.

PorLance!São Paulo (SP)
19/02/2026 07:24
Ravshan Irmatov (à esquerda), primeiro vice-presidente da Associação de Futebol do Uzbequistão, Jaime Yarza, diretor de Torneios da Fifa, durante um encontro de organização da Copa do Mundo de Futsal 2024 (Foto: FIFA/Divulgação).
A arbitragem de elite da Copa do Mundo reúne poucos nomes com histórico recorrente no torneio (FIFA)
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Ravshan Irmatov é o árbitro com mais jogos apitados em Copas do Mundo, com 11 partidas entre 2010 e 2018.
Joel Quiniou, Benito Archundia e Jorge Larrionda também se destacaram com oito jogos em diferentes edições do torneio.
Apitar a final de uma Copa é considerado o auge da carreira de um árbitro, com nomes como Pierluigi Collina e Howard Webb em destaque.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

A história das Copas do Mundo costuma ser contada a partir de gols, títulos e craques eternos, mas há um grupo tão decisivo quanto invisível para o espetáculo: os árbitros. São eles que garantem a aplicação das regras, o controle emocional das partidas e, em muitos casos, o equilíbrio entre seleções em momentos extremos de pressão. O Lance! lista os árbitros que mais apitaram jogos em Copas do Mundo.

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Diferentemente dos jogadores, poucos árbitros conseguem atravessar mais de uma edição do Mundial. A exigência física, psicológica e política é enorme, e a FIFA tradicionalmente reduz o número de juízes à medida que o torneio avança, concentrando confiança em um grupo cada vez menor.

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Por isso, apitar muitos jogos em Copas não é apenas uma estatística bruta: é um indicativo direto de prestígio técnico, credibilidade internacional e consistência ao longo dos anos. Cada escalação repetida representa confiança renovada da comissão de arbitragem da FIFA.

Alguns árbitros conseguiram romper essa barreira e se tornaram figuras recorrentes nos Mundiais, atuando em três edições diferentes, apitando jogos decisivos e, em casos raríssimos, acumulando recordes absolutos.

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A seguir, os árbitros que mais vezes entraram em campo na história das Copas do Mundo — e porque seus nomes permanecem registrados na elite do futebol mundial.

Árbitros que mais apitaram jogos em Copas do Mundo

Ravshan Irmatov, o recordista absoluto das Copas

O árbitro que mais apitou partidas na história dos Mundiais é Ravshan Irmatov. Representante do Uzbequistão, Irmatov construiu uma trajetória inédita ao longo de três Copas consecutivas.

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Entre 2010, 2014 e 2018, ele apitou 11 jogos de Copa do Mundo, número jamais alcançado por qualquer outro árbitro. O feito é reconhecido oficialmente pela FIFA e registrado pelo Guinness World Records.

Na Copa de 2010, na África do Sul, Irmatov foi o juiz do jogo de abertura entre África do Sul e México, uma honraria reservada apenas aos nomes de maior confiança. Ainda naquela edição, comandou a semifinal entre Holanda e Uruguai, consolidando seu status de árbitro de elite.

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Em 2014, no Brasil, voltou a ser amplamente utilizado, apitando quatro partidas. Já em 2018, na Rússia, encerrou sua trajetória em Copas com dois jogos, incluindo Argentina x Croácia, uma das partidas mais impactantes da fase de grupos.

Nenhum árbitro na história esteve tantas vezes em campo em Mundiais quanto Irmatov.

O grupo histórico dos árbitros com oito jogos em Copas

Antes do surgimento de Irmatov, o patamar máximo conhecido era o de oito partidas apitadas em Copas do Mundo. Três árbitros diferentes atingiram essa marca, todos eles distribuindo seus jogos por mais de uma edição.

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Joel Quiniou, da França, atuou nas Copas de 1986, 1990 e 1994. Durante muitos anos, foi citado como um dos recordistas históricos do torneio. Sua longevidade atravessou três ciclos distintos do futebol mundial, algo raríssimo para árbitros da época.

Outro nome central é Benito Archundia, do México. Ele esteve presente nas Copas de 2006 e 2010 e se destacou especialmente no Mundial da Alemanha, quando apitou cinco jogos em uma única edição — um recorde compartilhado até hoje.

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Completa esse grupo Jorge Larrionda, que também soma oito partidas entre as Copas de 2006 e 2010. Seu nome ficou marcado para sempre no jogo Inglaterra x Alemanha, em 2010, quando não validou um gol claro de Frank Lampard. O erro foi determinante para acelerar a implementação da tecnologia da linha do gol.

O recorde de jogos em uma única Copa do Mundo

Se o total histórico é importante, outro indicador de confiança extrema é o número de jogos apitados em uma única edição. Nesse quesito, a Copa de 2006 estabeleceu um padrão jamais superado.

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Naquele Mundial, Benito Archundia e Horacio Elizondo apitaram cinco partidas cada, o maior número já registrado em uma só Copa.

Elizondo, em especial, entrou para a história por um feito único: foi o primeiro árbitro a apitar o jogo de abertura e a final da mesma Copa. Em 2006, conduziu Alemanha x Costa Rica na estreia e Itália x França na decisão, marcada pelo famoso cartão vermelho aplicado em Zinedine Zidane.

Esse duplo protagonismo simboliza o grau máximo de prestígio que um árbitro pode alcançar em um Mundial.

Árbitros de finais: a elite máxima da arbitragem

Apitar uma final de Copa do Mundo é considerado o ápice absoluto da carreira de um árbitro. Diferentemente do número total de jogos, aqui o critério é simbólico: confiança total da FIFA no maior palco possível.

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Entre os nomes mais emblemáticos estão Pierluigi Collina, que apitou a final de 2002 entre Brasil e Alemanha e se tornou o árbitro mais famoso da era moderna, e Howard Webb, responsável pela tensa final de 2010 entre Espanha e Holanda.

Mais recentemente, Nicola Rizzoli comandou a decisão de 2014, Néstor Pitana esteve na final de 2018, e Szymon Marciniak foi o árbitro da final épica entre Argentina e França em 2022.

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Esses nomes não são necessariamente os recordistas em número de jogos, mas representam o topo técnico da arbitragem mundial em suas gerações.

O papel dos árbitros brasileiros nas Copas

Embora não apareçam entre os recordistas absolutos de partidas, os árbitros brasileiros têm papel histórico relevante nos Mundiais. Arnaldo César Coelho foi o primeiro sul-americano a apitar uma final, em 1982, enquanto Romualdo Arppi Filho comandou a decisão de 1986.

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Ambos estiveram entre os árbitros mais utilizados de suas respectivas Copas, reforçando a tradição brasileira também fora das quatro linhas.

Por que esses recordes são tão raros

A FIFA historicamente evita repetir árbitros em excesso para reduzir desgaste, pressão externa e riscos de erro acumulado. Além disso, a introdução do VAR e de equipes de arbitragem mais amplas tornou a rotatividade ainda maior nas edições recentes.

Por isso, marcas como as de Ravshan Irmatov dificilmente serão superadas. O modelo atual privilegia diversidade e especialização, tornando cada vez mais improvável que um árbitro alcance três Copas consecutivas com tantos jogos.

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Ainda assim, esses nomes permanecem como referência máxima de autoridade, preparo e confiança na história dos Mundiais — protagonistas silenciosos de algumas das maiores decisões do futebol.

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