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A história de Rivellino no Corinthians: jogos, gols e estatísticas

O Reizinho do Parque marcou época no Corinthians com talento, gols e idolatria.

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Lance!
São Paulo (SP)
Dia 25/01/2026
07:15
Rivellino em ação pelo Corinthians no Parque São Jorge, símbolo da técnica e da canhota histórica do Reizinho do Parque. (Rodrigo Coca/Ag. Corinthians)
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Rivellino foi o grande camisa 10 do Corinthians entre 1960 e 1974, simbolizando resistência sem títulos estaduais.
Assumiu protagonismo jovem e se destacou como organizador de jogo e jogador decisivo.
Conquistou a Copa do Mundo de 1970 e foi peça-chave da Seleção Brasileira.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

Rivellino foi o grande camisa 10 do Corinthians entre meados dos anos 1960 e 1974, período em que o clube atravessava uma de suas fases mais longas sem títulos estaduais, mas contava com um jogador capaz de transformar jogos comuns em espetáculos. Dono de uma técnica refinada e de uma canhota histórica, o meia virou símbolo de resistência e identidade em tempos difíceis, construindo uma relação profunda com a torcida alvinegra. O Lance! conta a história de Rivellino no Corinthians.

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Formado nas categorias de base do Parque São Jorge, Rivellino surgiu em um momento de reconstrução do clube e rapidamente assumiu protagonismo. Mesmo jovem, passou a ser o centro criativo do time, responsável por organizar o jogo, chamar a responsabilidade nos clássicos e decidir partidas com gols de média distância e bolas paradas.

A ausência de títulos paulistas não diminuiu sua importância histórica. Pelo contrário: reforçou a imagem de ídolo "raiz", que permaneceu fiel ao clube mesmo diante de propostas e de um contexto esportivo desfavorável. Enquanto o Corinthians sofria em âmbito estadual, Rivellino brilhava nacional e internacionalmente, tornando-se titular absoluto da Seleção Brasileira.

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O período corintiano coincidiu com o auge técnico do jogador, culminando na conquista da Copa do Mundo de 1970. No clube, deixou números expressivos em jogos e gols, além de uma herança simbólica que atravessou gerações e consolidou o apelido de "Reizinho do Parque".

A história de Rivellino no Corinthians

Trajetória no Alvinegro

Revelado pelo Corinthians, Rivellino estreou no time profissional em 1965. Logo em sua primeira apresentação, marcou gol na vitória por 3 a 0 sobre o Náutico, em amistoso de pré-temporada, sinalizando que estava pronto para assumir papel central na equipe.

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Entre 1965 e 1974, atuou de forma ininterrupta pelo clube, tornando-se o principal jogador do elenco. Nesse intervalo, foi convocado regularmente para a Seleção Brasileira, sendo peça-chave no ciclo que levou ao título mundial de 1970.

Em 1974, após a derrota do Corinthians para o Palmeiras na final do Campeonato Paulista, Rivellino foi negociado com o Fluminense, encerrando uma era no Parque São Jorge marcada mais por brilho individual e identificação com a torcida do que por conquistas estaduais.

Jogos, gols e números de Rivellino pelo Corinthians

As estatísticas de Rivellino no Corinthians apresentam pequenas variações conforme o critério adotado (inclusão ou não de amistosos), mas os números convergem para um patamar bastante sólido:

  1. Jogos pelo Corinthians: 474 a 475 partidas
  2. Vitórias: cerca de 238–239
  3. Empates: aproximadamente 136
  4. Derrotas: cerca de 100
  5. Aproveitamento: próximo de 60% dos pontos disputados
  6. Gols pelo Corinthians: entre 141 e 144 gols
    • Um dos maiores artilheiros da história do clube
  7. Um dos meias que mais marcaram gols vestindo a camisa alvinegra

Esses números reforçam a relevância de Rivellino não apenas como organizador de jogo, mas também como jogador decisivo no ataque, com média de gols alta para a posição que exercia.

Recorte detalhado por competições

Levantamentos mais minuciosos apontam os seguintes dados:

  1. Jogos totais: 475 (467 como titular)
  2. Gols: 144
    • Clássicos: 22 gols em 95 partidas
  3. Finais: 2 gols em 5 decisões
  4. Campeonato Paulista:
    • 215 jogos
  5. 61 gols
  6. Campeonato Brasileiro:
    • 131 jogos
  7. 40 gols

Além disso, Rivellino participou de torneios nacionais e internacionais amistosos, muito valorizados na época, nos quais também teve papel relevante.

Títulos conquistados pelo Corinthians

Apesar de ter vivido integralmente o período da chamada "fila" do Campeonato Paulista (1954–1977), Rivellino conquistou títulos importantes pelo Corinthians:

  • Torneio Rio–São Paulo: 1966
  • Copa Cidade de Turim (Itália): 1966
  • Torneio do Povo: 1971
  • Torneio Laudo Natel: 1973

Essas conquistas aparecem de forma recorrente nos registros oficiais e ajudam a contextualizar o peso competitivo do Corinthians naquele período, mesmo sem títulos estaduais.

Estilo de jogo e importância histórica

Rivellino atuava como meia-esquerda ou clássico camisa 10, com domínio ambidestro no passe curto, mas celebrizado pela canhota potentíssima. Seus chutes de média e longa distância ficaram conhecidos mundialmente, rendendo o apelido de "Patada Atômica", consagrado na Copa de 1970.

No Corinthians, era o cérebro do time: cadenciava o jogo, organizava o meio-campo, decidia em bolas paradas e assumia protagonismo nos momentos mais difíceis. Essa liderança técnica e emocional explica por que a torcida o eternizou como o "Reizinho do Parque".

Mesmo sem um título paulista no currículo pelo clube, Rivellino é unanimemente lembrado como um dos maiores ídolos da história corintiana e figura constante em listas dos maiores camisas 10 do futebol brasileiro. Sua passagem pelo Corinthians é um exemplo claro de como impacto, identidade e legado podem transcender a simples contagem de troféus.

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