A história de Rivellino no Corinthians: jogos, gols e estatísticas
O Reizinho do Parque marcou época no Corinthians com talento, gols e idolatria.

- Matéria
- Mais Notícias
Rivellino foi o grande camisa 10 do Corinthians entre meados dos anos 1960 e 1974, período em que o clube atravessava uma de suas fases mais longas sem títulos estaduais, mas contava com um jogador capaz de transformar jogos comuns em espetáculos. Dono de uma técnica refinada e de uma canhota histórica, o meia virou símbolo de resistência e identidade em tempos difíceis, construindo uma relação profunda com a torcida alvinegra. O Lance! conta a história de Rivellino no Corinthians.
Relacionadas
➡️ Siga o Lance! no WhatsApp e acompanhe em tempo real as principais notícias do esporte
Formado nas categorias de base do Parque São Jorge, Rivellino surgiu em um momento de reconstrução do clube e rapidamente assumiu protagonismo. Mesmo jovem, passou a ser o centro criativo do time, responsável por organizar o jogo, chamar a responsabilidade nos clássicos e decidir partidas com gols de média distância e bolas paradas.
A ausência de títulos paulistas não diminuiu sua importância histórica. Pelo contrário: reforçou a imagem de ídolo "raiz", que permaneceu fiel ao clube mesmo diante de propostas e de um contexto esportivo desfavorável. Enquanto o Corinthians sofria em âmbito estadual, Rivellino brilhava nacional e internacionalmente, tornando-se titular absoluto da Seleção Brasileira.
O período corintiano coincidiu com o auge técnico do jogador, culminando na conquista da Copa do Mundo de 1970. No clube, deixou números expressivos em jogos e gols, além de uma herança simbólica que atravessou gerações e consolidou o apelido de "Reizinho do Parque".
A história de Rivellino no Corinthians
Trajetória no Alvinegro
Revelado pelo Corinthians, Rivellino estreou no time profissional em 1965. Logo em sua primeira apresentação, marcou gol na vitória por 3 a 0 sobre o Náutico, em amistoso de pré-temporada, sinalizando que estava pronto para assumir papel central na equipe.
Entre 1965 e 1974, atuou de forma ininterrupta pelo clube, tornando-se o principal jogador do elenco. Nesse intervalo, foi convocado regularmente para a Seleção Brasileira, sendo peça-chave no ciclo que levou ao título mundial de 1970.
Em 1974, após a derrota do Corinthians para o Palmeiras na final do Campeonato Paulista, Rivellino foi negociado com o Fluminense, encerrando uma era no Parque São Jorge marcada mais por brilho individual e identificação com a torcida do que por conquistas estaduais.
Jogos, gols e números de Rivellino pelo Corinthians
As estatísticas de Rivellino no Corinthians apresentam pequenas variações conforme o critério adotado (inclusão ou não de amistosos), mas os números convergem para um patamar bastante sólido:
- Jogos pelo Corinthians: 474 a 475 partidas
- Vitórias: cerca de 238–239
- Empates: aproximadamente 136
- Derrotas: cerca de 100
- Aproveitamento: próximo de 60% dos pontos disputados
- Gols pelo Corinthians: entre 141 e 144 gols
- Um dos maiores artilheiros da história do clube
- Um dos meias que mais marcaram gols vestindo a camisa alvinegra
Esses números reforçam a relevância de Rivellino não apenas como organizador de jogo, mas também como jogador decisivo no ataque, com média de gols alta para a posição que exercia.
Recorte detalhado por competições
Levantamentos mais minuciosos apontam os seguintes dados:
- Jogos totais: 475 (467 como titular)
- Gols: 144
- Clássicos: 22 gols em 95 partidas
- Finais: 2 gols em 5 decisões
- Campeonato Paulista:
- 215 jogos
- 61 gols
- Campeonato Brasileiro:
- 131 jogos
- 40 gols
Além disso, Rivellino participou de torneios nacionais e internacionais amistosos, muito valorizados na época, nos quais também teve papel relevante.
Títulos conquistados pelo Corinthians
Apesar de ter vivido integralmente o período da chamada "fila" do Campeonato Paulista (1954–1977), Rivellino conquistou títulos importantes pelo Corinthians:
- Torneio Rio–São Paulo: 1966
- Copa Cidade de Turim (Itália): 1966
- Torneio do Povo: 1971
- Torneio Laudo Natel: 1973
Essas conquistas aparecem de forma recorrente nos registros oficiais e ajudam a contextualizar o peso competitivo do Corinthians naquele período, mesmo sem títulos estaduais.
Estilo de jogo e importância histórica
Rivellino atuava como meia-esquerda ou clássico camisa 10, com domínio ambidestro no passe curto, mas celebrizado pela canhota potentíssima. Seus chutes de média e longa distância ficaram conhecidos mundialmente, rendendo o apelido de "Patada Atômica", consagrado na Copa de 1970.
No Corinthians, era o cérebro do time: cadenciava o jogo, organizava o meio-campo, decidia em bolas paradas e assumia protagonismo nos momentos mais difíceis. Essa liderança técnica e emocional explica por que a torcida o eternizou como o "Reizinho do Parque".
Mesmo sem um título paulista no currículo pelo clube, Rivellino é unanimemente lembrado como um dos maiores ídolos da história corintiana e figura constante em listas dos maiores camisas 10 do futebol brasileiro. Sua passagem pelo Corinthians é um exemplo claro de como impacto, identidade e legado podem transcender a simples contagem de troféus.
Tudo sobre
- Matéria
- Mais Notícias


















