Superliga? Real Madrid e Uefa sugerem o fim da polêmica
Florentino Pérez, pelo lado do Real Madrid, foi o último a abandonar o barco

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Após o Barcelona abandonar o projeto e outros clubes também já terem aberto mão, chegou a vez de Real Madrid e a Uefa, conjuntamente, se manifestarem sobre a Superliga Europeia de Clubes. Num comunicado publicado nos sites do clube espanhol e da entidade continental, o fim do "novo torneio" não foi sacramentado formalmente, mas ficou implícito ao informar que as disputas judiciais relativas ao projeto serão resolvidas e que o entendimento é "pelo bem-estar do futebol europeu".
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Entenda
A Superliga Europeia foi anunciada em abril de 2021 por 12 clubes fundadores: Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United, Tottenham, Milan, Inter de Milão, Juventus, Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid. A proposta era criar uma competição paralela à Champions League da Uefa.
Contudo, a iniciativa ruiu rapidamente após forte oposição de torcedores, federações e ligas: os seis clubes da Premier League envolvidos se retiraram logo nos primeiros dias, e os clubes italianos e espanhóis foram saindo gradualmente do projeto ao longo dos anos seguintes. A ausência de sistema de descenso era um dos principais alvos de crítica.
Em 2023, a Juventus também iniciou sua saída do projeto, reduzindo ainda mais o número de apoiadores remanescentes. No fim da semana passada, foi o Barcelona que confirmou oficialmente sua retirada, deixando o Real Madrid como último clube associado à Superliga antes do comunicado desta quarta-feira.
Sem nenhum dos integrantes originais do projeto, a Superliga Europeia de Clubes, na prática, chega ao fim sem jamais ter começado.
Entenda mais da proposta feita pela Superliga à Uefa
A ideia mantém o formato com 36 clubes classificados a partir das ligas nacionais, como já acontece no modelo atual. A principal novidade está na divisão desses clubes em dois grupos distintos, que só voltariam a se encontrar na fase eliminatória da competição.
Nesse novo modelo, os 18 primeiros colocados no ranking da Uefa formariam um grupo e fariam oito jogos entre si na primeira fase. Isso aumentaria o número de partidas entre os times mais fortes da Europa — como o duelo entre Barcelona e PSG, por exemplo, que aconteceu na 2ª rodada da Champions League.
Já os times classificados entre o 19º e o 36º lugar estariam em outro grupo e também jogariam oito partidas, mas contra adversários teoricamente do mesmo nível, com confrontos definidos por sorteio — um sistema parecido com o atual.
Ao fim da primeira fase, as oito melhores equipes do grupo principal (formado pelos clubes mais bem ranqueados pela Uefa) avançariam direto às oitavas de final, como já acontece hoje na Liga dos Campeões.
Enquanto isso, outras 16 equipes, entre os dois grupos, disputariam uma espécie de repescagem, chamada de 32 avos de final. Esse modelo também já existe na atual Champions League.
O sistema de confronto seria baseado na classificação final da primeira fase: por exemplo, o 9º colocado do Grupo 1 enfrentaria o time com menor pontuação do Grupo 2. E assim por diante, até se definirem os últimos classificados para as oitavas.

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