Análise: o que o empate no Rio mostra do Internacional de Pezzolano
Time mostrou tudo que o técnico uruguaio gosta, como intensidade

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O empate em 1 a 1 com o Flamengo, em partida válida pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, mostrou muito do Internacional de Paulo Pezzolano. No quarto jogo com força máxima sob o comando do uruguaio, o Colorado teve tudo o que o técnico gosta, como intensidade e defesa bem postada, além de jogada bem armadas, como a do gol de Rafael Borré. Com o resultado no Maracanã, o Alvirrubro marcou seu primeiro ponto no nacional.
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Agora, o Inter vira a chave novamente para o Gauchão. Às 18h (de Brasília) de domingo (8), recebe no Beira-Rio o São Luiz, pelas quartas de final. A fase do Estadual é de confronto único.
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O que o empate mostra do Inter
O 1 a 1 no Rio de Janeiro mostra muito do que será o Inter de Pezzolano. Assim como no Gre-Nal 449, o time alvirrubro foi intenso, teve defesa bem postada, brigou o tempo todo pelo resultado e teve uma jogada muito bem montada, que acabou no quinto gol de Rafael Borré na temporada. Vamos ao que a atuação revela.
Defesa bem postada
Apesar da pressão e do domínio rubro-negro, o Inter não correu grandes riscos. Quando isso aconteceu, o Flamengo e a bola pararam na defesa. Ora em Rochet, que voltou a ter uma atuação segura. Ora em Bruno Gomes, que vem se doando ao aparecer quase como terceiro zagueiro. Ora em Mercado, gigante como sempre, e até Victor Gabriel.

O camisa 41, aliás, ex-lateral-esquerdo transformado em zagueiro por Roger Machado, teve uma atuação segura. Inclusive salvando uma chance clara de gol de Arrascaeta. O ponto fraco do setor, assim como em 2025, esteve em Bernabei. Foi pelo seu lado que o time de Filipe Luís cresceu no segundo tempo. E foi o argentino quem fez um pênalti que resultou no empate.

Meio como deve ser
Criticado deste o ano passado, quando entregou um gol contra o Fluminense, na Copa do Brasil, Ronaldo foi o grande nome do meio. Enquanto esteve em campo, o Colorado não sofreu. O 16 esteve seguro o tempo todo, assim como foi no Gre-Nal. Ora como terceiro zagueiro, ora como volante e até como meia.
Paulinho foi outro que se entregou em campo, indicando ter entendido o que o chefe gosta. Fez o chamado do "box to box", ou, em bom, português, área a área. E Alan Patrick teve mais uma partida digna da camisa 10 e da faixa de capitão. Aliás, começou pelo meio, com Paulinho, Ronaldo e Alan Patrick o gol de Rafael Borré.

Ataque que recompõe e marca gol
Rafael Borré é um atacante completamente diferente daquele que jogou em 2025. Em cinco jogos, marcou cinco gols. Três deles contra Grêmio (duas vezes) e Flamengo. O desta quarta-feira (4) foi um golaço. Daria para dizer que foi um gol de contra-ataque de manual. Rápido, bem triangulado e mortal.
Paulinho roubou a bola com um toque, achando Ronaldo na intermediária defensiva. O camisa 16 dominou e passou para Alan Patrick no grande círculo. O camisa 10 tocou para Carbonero a poucos metros dele. O 7 avançou, deixou Léo Pereira para trás e lançou Borré. O 19 entrou na área e, já no fundo, deixou Léo Ortiz no chão com um toque de calcanhar e bateu para marcar o gol.
Junto de Vitinho, que pouco apareceu na frente, o trio de ataque ajudou a recompor a marcação. Algo que Carbonero pouco fazia em 2025.
O Inter de Pezzolano começa a dar as caras aos poucos. Como o próprio uruguaio disse, será um ano de altos e baixos. Até porque, como ele mesmo comentou, o elenco é curto, e as peças que entram em momentos de substituições não correspondem.

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