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Leandro Euzébio, Edmundo, McLaren…Relembre jogadores que provocaram seus rivais no Brasil

Provocações não faltam no futebol brasileiro. Desde episódios famosos nos anos 90, envolvendo de Edilson a Edmundo, até as redes sociais, cutucadas agitam o mundo da bola

Edmundo, Leandro Euzébio, Paulinho McLaren
imagem cameraEdmundo, Paulinho McLaren, e mais recentemente, L.Euzébio, abusaram das provocações aos rivais (Foto: Divulgação)
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Lance!
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 13/03/2019
15:08
Atualizado em 13/03/2019
19:17

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Na última terça-feira, um vídeo com Leandro Euzébio provocando o Botafogo viralizou nas redes sociais. O zagueiro gravou um vídeo junto a um torcedor, nesta terça-feira, onde fazia alusão aos títulos brasileiros conquistados. Na ocasião, se diz maior que o clube por ter mais títulos.

- Fala, rapaziada. Olha, sou maior que o Botafogo. Botafogo tem um título, eu tenho dois, hein... Tamo junto - declarou o zagueiro. 

Não é de hoje, no entanto, que provocações permeiam o mundo do futebol, tanto dentro de campo, quanto fora dele. Edmundo, na época de Vasco, Edilson e suas embaixadinhas, e até as "tretas" mais recentes entre Maxi López e Flamengo, e Dourado e Maicon (grenal), provam isso. 

"Maxi Lopéz sem pena"

Maxi Lopez - Vasco x Flamengo
(Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

Para começar, uma provocação mais recente. No início do ano um áudio viralizou entre os torcedores vascaínos. Uma comparação entre o provável time do Vasco e do Flamengo fez a cabeças dos torcedores e um bordão foi criado: "não vou ter pena". A referência ao confronto entre os dois clubes dizia que o autor do áudio não teria pena quando o Vasco ganhasse do rival rubro-negro.

O confronto entre as equipes chegou, e o Rubro-Negro, quando vencia por a 1  a 0, teve a chance de "matar" o jogo com Rodinei, mas desperdiçou. Com isto, Maxi López fez para o Cruz-Maltino, igualando o marcador. Na saída de campo, Thiago Galhardo disparou que o argentino não tem pena dos adversários.

- Não mataram. E no clássico quando tem time grande vai sofrer. O Maxi não tem pena - disse Thiago Galhardo na saída de campo, à Rádio Globo. 

Souza x Botafogo

Em 2008, após diretoria e jogadores botafoguenses se reunirem para reclamarem da arbitragem em jogo contra o Flamengo, o atacante Souza inventou a tradicional comemoração do chororô
Souza provocando o Botafogo em comemoração (Foto: Reprodução)

E quando o jogador provoca o rival que nem é o seu adversário? Em 2008, o atacante Souza, na época, no Flamengo, marcou um gol contra o Cienciano, do Peru, e comemorou fazendo o gesto de choro. Os alvo da provocação foi o Botafogo, que havia perdido o título do Carioca para o rival rubro-negro poucos dias antes e reclamaram muito da arbitragem.

Botafogo x Edmundo

Edmundo - Vasco
Edmundo provoca o Botafogo, que devolveu (Foto: Arquivo Lance!)

Provocação era com ele mesmo. Em 1997, Edmundo resolveu tirar sarro do Botafogo. Na primeira partida da decisão do Estadual daquele ano, o atacante vascaíno fez a "Dança do Bumbum" para provocar o seu marcador Gonçalves, do Botafogo. Mas o tiro saiu pela culatra. O Botafogo venceu o jogo de volta, foi campeão e o elenco inteiro do alvinegro resolveu devolver a dancinha provocativa com a taça na mão. 

Pedrinho x Flamengo

Na final da Taça Guanabara de 2000, Pedrinho fez embaixadinhas no meio do campo durante a partida contra o Flamengo. O Vasco venceu por 5 a 1, mas não levou o título
Pedrinho e as famosas embaixadinhas, em 2000 (Foto: Reprodução)

Em 2000, Pedrinho fez embaixadinhas durante a goleada sobre o Flamengo por 5 a 1, que deu ao Vasco o título da Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca. O lance revoltou os rubro-negros, e houve revide: na decisão do estadual, o Fla levou a melhor, e as embaixadinhas reapareceram, mas do lado contrário, com Beto.

Valdívia x Corinthians

Em 2008, Valdívia marcou contra o Corinthians e comemorou com chororô. Após o jogo falou: 'Disseram que sou chorão, então eu sou, mas choro de alegria'
Valdívia comemora 'chorando' de alegria contra o Corinthians (Foto: Reprodução)

Em 2008, Valdívia recebeu muitas provocações dos rivais antes do clássico entre Palmeiras e Corinthians, pelo Paulista. O chileno tratou de responder em campo. No Morumbi, o Alviverde, que na época passava por uma má fase (não vencia há dois jogos), bateu o Corinthians por 1 a 0. O gol foi dele: Valdívia, que comemorou com o 'chororô'. Após o jogo, o meia do Palmeiras provocou: 'Disseram que sou chorão, então eu sou, mas choro de alegria'. 

Lucas Lima x Palmeiras...ou Santos? 

Montagem tweets Lucas Lima
Lucas Lima 'cansou' de provocar o Palmeiras na época de Santos (Foto: Reprodução Twitter)

Quando era jogador do Santos, Lucas Lima não disfarçava a rivalidade contra o Palmeiras. E o meia nem precisava jogar contra o alviverde. Em várias oportunidades, o ex-Internacional comemorava e zombava das derrotas do rival para outros adversários nas redes sociais.

O mundo, no entanto, dá voltas. O destino quis que Lucas Lima chegasse ao Palmeiras, seu antigo desafeto, e aí foi a vez do Santos sofrer com as provocações do jogador. Após a vitória do alviverde em um clássico válido pelo Brasileirão de 2018, por 3 a 2, o meia atacou novamente nas redes sociais: 
"Porco comendo sardinha hoje! Segue o líder", escreveu. 

Edilson x Paulo Nunes

Corinthians - Edilson embaixadinhas no Paulistão de 1999
Edilson e as embaixadinhas no Paulistão de 1999 (Foto: Reprodução)

Não é a toa que o atacante Edílson foi apelidado de "Capetinha". No Paulistão de 1999, o Palmeiras vinha do título da Libertadores, enquanto o Corinthians vinha de um grande resultado (3×0) no primeiro confronto da decisão diante do alviverde. Na segunda partida, com o placar de 2×2, o jogo se encaminhava para o seu final, quando Edílson recebeu a bola no meio de campo e começou a fazer as embaixadinhas.

Vendo como atitude de menosprezo, os jogadores mais exaltados do Verdão foram pra cima do jogador, entre eles Paulo Nunes, desferindo um chute no jogador, iniciando uma briga generalizada em campo.

Kléber e Paulinho McLaren x Atlético-MG

Paulinho Mclaren e Kléber Gladiador comemoração
Kleber repetiu a comemoração de Paulinho McLaren, em 2009 (Foto: Reprodução)

Em 1996, o atacante Paulinho McLaren foi o protagonista do clássico mineiro. Pela raposa no Brasileirão daquele ano, ele marcou o gol da vitória celeste sobre o Galo por 2 a 1, diante de 87.649 pagantes no Mineirão, e comemorou imitando uma galinha, de frente para a torcida do rival. 

A comemoração de McLaren inspiraria Kléber Gladiador, 13 anos depois. Na primeira partida decisiva do Mineiro de 2009, o camisa 30 repetiu a provocação à torcida do Atlético-MG. O jogo acabou com uma goleada por 5 a 0 da Raposa sobre o Galo. 

Diego Tardelli não deixou barato

Tardelli Maquiagem
Tardelli comemorando na vitória do Galo sobre o Cruzeiro, em 2011 (Foto: Reprodução)

Em 2011, a primeira entre Atlético-MG e Cruzeiro naquele ano - pela primeira fase do Mineiro - Diego Tardelli marcou o segundo gol do Galo na vitória por 3 a 2 do alvinegro sobre a Raposa. Para provocar a torcida do rival, o camisa 9 comemorou como se estivesse se 'maquiando'. A atitude chegou a render uma suspensão para o jogador. 

Rodrigo Dourado x Maicon

Montagem Dourado - Maicon
Rodrigo Dourado e Maicon trocaram insultos no ano passado (Foto: -Divulgação)

Inter e Grêmio se enfrentaram pelo Campeonato Brasileiro de 2018, e o Colorado venceu por 1 a 0. No corredor que dá acesso aos vestiários, houve troca de ofensas entre as equipes e o gremista Maicon, que sequer participou do jogo, gritou: "Não vai pedir arrego depois", entre um palavrão e outro. 

Rodrigo Dourado, já na zona mista, devolveu: "O Maicon jogou? Eu nem vi ele em campo... Primeiro tem que jogar pra depois falar gracinha. Hoje eu não estava 100%, tomei duas injeções para jogar... Eu não fujo do Gre-Nal", disse o capitão do Inter. 

Em coletiva, dois dias depois, veio a tréplica. Maicon não aliviou nas palavras ao volante do Inter: 

- Quem? Não sei quem é Dourado. Quem é Dourado? Ganhou o quê? Ele ganhou um jogo. Ele falou que fugi do jogo. Joguei oito clássicos. Ganhei três, perdi um, empatei quatro. Onde ele estava nos 5 a 0? Perdemos pênalti. Baile. Onde ele estava? Onde ele estava no mata-mata? Eu estava dentro de campo. Como que vou correr?  - disse. Que coisa, hein? 

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