ANÁLISE: Cruzeiro fez o que era possível no Chile e, mais importante, se manteve vivo

Otávio, jovem goleiro, foi o melhor da partida pela Libertadores

PorEduardo StatutiBelo Horizonte (MG)
07/05/2026 06:00
Atualizado em 07/05/2026 10:00
Universidad Católica-CHI x Cruzeiro (Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)
Universidad Católica-CHI x Cruzeiro (Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

Com um jogador a menos durante grande parte da partida contra a Universidad Católica, o Cruzeiro fez o jogo possível na Claro Arena e saiu com um ponto importante na briga por uma vaga nas oitavas de final. Antes da expulsão, porém, a equipe de Artur Jorge dava sinais de evolução e controlava o confronto.

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A Raposa encontrou dificuldades desde o início por conta do gramado sintético e da forte chuva em Santiago. Após o jogo, o volante Lucas Romero criticou as condições do campo.

— Primeiro, sobre o campo, esperávamos um campo mais rápido, mas foi diferente. Tinha um material, além do sintético, que fazia a bola não rolar com facilidade, travava muito — disse o volante na zona mista.

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Cruzeiro controlou o jogo com 11 jogadores

No primeiro tempo, o Cruzeiro dominou as principais estatísticas da partida. Com 68% de posse de bola, o time explorou principalmente o lado direito do ataque, com jogadas individuais de Arroyo e bolas em profundidade para Kaio Jorge.

Os jogadores de ataque, além de terem liberdade para jogar em seu setor, voltaram bastante para buscar a bola no meio de campo, sendo normal ver Kaio Jorge ou Arroyo recuarem para buscar jogo. Eles inclusive formavam um grupo de seis jogadores que pressionavam a saída de bola chilena com os meio-campistas.

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Nos 45 minutos iniciais, o Cruzeiro teve 0.48 gols esperados (xG) contra 0.08 do adversário. Além disso, chutou nove vezes e teve duas grandes chances. A Universidad Católica, por outro lado, melhorou nos 15 minutos finais, depois da pausa para hidratação, mas não assustou tanto Otávio. Na etapa inicial, o Cabuloso teve duas chances, uma com Kaio Jorge, que não conseguiu finalizar, e outra com Arroyo, de falta de muito longe, que o goleiro adversário quase aceitou.

Expulsão mudou o cenário da partida

Aos quatro minutos do segundo tempo, o Cruzeiro perdeu Arroyo em lance muito polêmico. Depois disso, Artur Jorge recuou ainda mais Lucas Romero e deixou Gerson mais livre no meio, formando um 5-3-1 com Kaio Jorge no ataque.

Universidad Católica-CHI x Cruzeiro (Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)
Universidad Católica-CHI x Cruzeiro (Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

A estratégia deu certo inicialmente, mas após as alterações de Garnero, os chilenos tomaram conta da partida. Por conta disso, Artur Jorge colocou João Marcelo no lugar de Christian e Kenji na vaga de Romero. A alteração apenas oficializou a linha de cinco defensores.

Na reta final, a pressão chilena cresceu, assim como o goleiro Otávio, que teve sua melhor atuação com a camisa celeste. Ele fez cinco defesas (maior número de defesas de um goleiro com Artur Jorge), evitou 0.29 gol, fez uma grande defesa, afastou duas bolas aéreas. Mais importante do que os números, mostrou segurança.

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