Saferj - reunião em Brasília

Marcelo Magalhães e Ronaldo Lima ficaram de passar suas impressões ao presidente Jair Bolsonaro (Arquivo pessoal)

Vinícius Faustini
09/09/2020
18:02
Rio de Janeiro (RJ)

O presidente do Sindicato dos Atletas de Futebol do Rio de Janeiro (Saferj), Alfredo Sampaio, demonstrou confiança de que o "direito de arena" dos atletas seja garantido mesmo com as mudanças da MP 984. Após uma quarta-feira marcada por reuniões com representantes do Governo Federal, como o secretário nacional de esportes, Marcelo Magalhães, e o secretário nacional de futebol, Ronaldo Lima, Sampaio destacou.

- Viemos a Brasília não só com a preocupação de demovê-los da ideia de deixar o "direito de arena" da mão dos clubes. Nosso objetivo foi desconstruir a imagem de que os sindicatos não fazem pagamentos. Apresentamos abaixo-assinado dos atletas pedindo a manutenção do direito, dados de Imposto de Renda... Ressaltamos que somos ex-atletas dispostos a administrar nossa situação e não temos qualquer problema com a "Lei do Mandante". Só queremos garantir o direito dos atletas - disse, ao LANCE!.

O presidente do Saferj exaltou a maneira como a comitiva foi tratada durante a reunião.   

- Creio que houve uma evolução muito grande. Conseguimos desconstruir a impressão equivocada que eles tinham sobre o sindicato. E, inclusive, eles nos receberam muito bem. Nos reunimos durante uma hora e meia e externamos o desejo dos atletas - e, em seguida, Sampaio detalhou suas expectativas:

- Agora vou ouvir os atletas. Posteriormente, a gente tende a vir com os jogadores para uma reunião. A expectativa é que possamos atuar juntos e garantirmos os "direitos de arena" - completou.

Os secretários Marcelo Magalhães e Ronaldo Lima também se comprometeram a repassar suas impressões para o presidente da República, Jair Bolsonaro.

O objetivo do Saferj é manter a cota de 5% dos direitos de arena repassados aos atletas por transmissões, conforme estava no texto da Lei Pelé. A MP 984, editada pelo presidente Jair Bolsonaro, deixava estes direitos nas mãos dos clubes.

A Secretaria Nacional de Esportes e a Secretaria Nacional de Futebol ainda não se manifestou oficialmente sobre a reunião.