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Parabéns, Baixinho! Romário completa 60 anos, e Lance! relembra histórias do craque

Ex-jogador é um dos ícones do futebol mundial

Márcio Iannacca
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 29/01/2026
06:50
Romário 60 Anos ARTE
imagem cameraRomário completa 60 anos nesta quinta-feira (Foto: Arte Lance!)

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Aos 60 anos, Romário segue eterno. O Baixinho completa seis décadas de vida nesta quinta-feira (28) como um dos personagens mais marcantes da história do futebol brasileiro — dentro e fora de campo. Artilheiro implacável, decisivo em Copas do Mundo, dono de feitos históricos e de uma personalidade que nunca passou despercebida, o ex-camisa 11 construiu uma carreira feita de gols, títulos e declarações que atravessaram gerações. O Lance! não poderia deixar a data passar em branco e relembra histórias, frases e momentos que ajudaram a transformar Romário em muito mais do que um craque: um ícone que sempre falou — e jogou — sem medo de ser Romário.

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Gols históricos: a arte do Baixinho em momentos decisivos

Romário construiu sua história com gols que valiam muito mais do que números. Decisivo por natureza, o Baixinho marcou em finais, clássicos, Copa do Mundo e partidas que mudaram o rumo de campeonatos. O mais emblemático deles veio na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, quando marcou cinco gols e foi protagonista absoluto do tetracampeonato brasileiro. O gol contra a Suécia, na semifinal, é um retrato fiel de sua genialidade: posicionamento perfeito, frieza e definição de craque para colocar o Brasil na decisão.

Outro momento histórico aconteceu em 1997, na final da Copa América, contra a Bolívia. Romário marcou dois gols na vitória por 3 a 1 e foi o artilheiro da competição, consolidando sua importância na Seleção mesmo após o Mundial. Em clubes, colecionou atuações inesquecíveis, como os gols decisivos pelo Barcelona, onde foi protagonista do título espanhol em 1993/94, e pelo Vasco, clube em que viveu alguns dos capítulos mais marcantes da carreira.

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Um dos jogos mais simbólicos aconteceu em 2000, quando marcou três gols na virada histórico, na Copa Mercosul, em uma noite que misturou espetáculo, liderança e, como de costume, provocação. O Baixinho foi decisivo no triunfo por 4 a 3 sobre o Palmeiras, em pleno Parque Antarctica, em São Paulo. Uma virada inesquecível para os torcedores vascaínos.

Quantos gols Romário fez na carreira?

A contagem de gols de Romário sempre foi tema de debate, mas o próprio Baixinho nunca teve dúvidas. Considerando partidas oficiais e amistosos, Romário encerrou a carreira com 1.002 gols marcados, marca que o colocou no seleto grupo dos jogadores que ultrapassaram a barreira dos mil gols. O feito foi alcançado em 2007, quando marcou de pênalti pelo Vasco, em São Januário, diante do Sport, em jogo oficial do Campeonato Brasileiro.

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Em números reconhecidos pela Fifa, Romário soma 772 gols em partidas oficiais, número que o coloca entre os maiores artilheiros da história do futebol mundial. Para além das estatísticas, porém, os gols do Baixinho carregam um peso especial: muitos deles foram decisivos, históricos e eternizados na memória do torcedor brasileiro.

Arte Gols Romário
Romário completa 60 anos: relembre a carreira do Baixinho (Foto: Arte IA)

O personagem Romário

Promessa cumprida: Carnaval, gols e Cruyff

Talvez a história mais famosa da passagem de Romário pelo Barcelona. O Baixinho pediu liberação a Johan Cruyff para ir ao Brasil curtir o Carnaval, prometendo marcar dois gols na partida seguinte. Cumpriu o combinado ainda no primeiro tempo, pediu substituição e embarcou para o Rio, transformando o caso em lenda.

"Eu sou o cara": Romário e o tetra de 1994

Rotulado como indisciplinado antes da Copa, Romário foi o oposto em campo. Decisivo desde a fase de grupos, marcou gols contra Rússia, Camarões, Suécia e Holanda e conduziu o Brasil ao tetracampeonato. Ao fim do torneio, não restaram dúvidas: o Baixinho era o protagonista e se tornaria o melhor jogador do mundo naquele ano.

O campeão que quis férias extras

Após levantar a taça em 1994, Romário atrasou a reapresentação ao Barcelona. A justificativa foi simples e fiel ao personagem: campeão do mundo, merecia mais dias no Brasil para comemorar. O episódio escancarou o choque entre o talento do craque e a rigidez europeia.

O milésimo que parou São Januário

A marca dos mil gols virou obsessão. Em 2007, aos 41 anos, Romário chegou lá com a camisa do Vasco, em cobrança de pênalti contra o Sport. A partida ficou paralisada por 16 minutos para celebrar um feito que entrou para a história do futebol mundial.

A noite como aliada do craque

Romário nunca escondeu sua relação com a boemia. Avesso a treinos e adepto da noite, dizia jogar melhor quando dormia pouco. Para ele, concentração não vinha da rotina perfeita, mas da confiança no próprio talento — transformando madrugadas em gols, títulos e folclore.

Frases que ajudaram a construir o personagem Romário

Romário e Pelé
Romário e Pelé: relação entre os dois teve provocações e elogios (Foto: Reprodução)

"A corte agora está toda feliz. O rei, o príncipe e o bobo"
Em 2000, após marcar quatro gols no Olaria e assumir a ponta do Carioca, o Baixinho resolveu alfinetar Edmundo, que disse que Romário era o "príncipe" do rei "Eurico".

"Pelé calado é um poeta"
Romário respondeu Pelé, em 2005, quando o Rei declarou que ele deveria encerrar a sua carreira.

"O cara entrou no ônibus agora. Não está nem em pé e já quer sentar na janela"
Romário criticou o técnico Alexandre Gama, do Fluminense, que o tinha barrado do time, em 2004.

"Técnico bom é aquele que não atrapalha"
O Baixinho deu a seguinte opinião sobre os técnicos de futebol durante entrevista ao "Sportv", em 2006.

"Só vejo o Pelé na minha frente"
Em 1998, Romário deferiu críticas a Zico ao comentar quais seriam os maiores jogadores da história do futebol brasileiro.

Parabéns, Romário!

Romário não pertence apenas ao imaginário dos torcedores. O camisa 11 segue vivo na memória do futebol brasileiro porque seus gols não ficaram presos às estatísticas — eles definiram títulos, mudaram histórias e moldaram gerações. Em campo, foi gênio, decisivo e implacável. Fora dele, foi autêntico, controverso e absolutamente fiel ao personagem que construiu. Se o tempo passa para os homens, não passa para os mitos. Romário chegou aos 60 anos como viveu toda a carreira: dizendo o que pensava, fazendo o que poucos conseguiam e deixando claro que, no futebol, alguns nomes não envelhecem. Tornam-se eternos.

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