PSG vence 'individualidade' e dá primeiro passo para despachar crise interna
Doué, apontado como um dos jogadores criticados por Dembélé, brilhou com dois gols

- Matéria
- Mais Notícias
O PSG venceu o Monaco por 3 a 2 nesta terça-feira (17), no Estádio Luís II, pelo jogo de ida dos playoffs da Champions League. O resultado, por si só, já seria motivo de celebração. O contexto, porém, fez da noite um alívio ainda maior para os parisienses. A equipe de Luis Enrique começou perdendo por dois gols, buscou a virada e deu um passo importante para a classificação – e, principalmente, para tentar enterrar uma crise interna que ameaça a harmonia do elenco.
Relacionadas
O duelo escancarou a novela que o time parisiense vive na temporada. Após Dembélé vir a público reclamar do excesso de "individualidades", Doué – um dos apontados como alvo da crítica – brilhou e marcou dois gols. Hakimi completou o placar para o PSG, enquanto Balogun balançou as redes duas vezes para o Monaco. A ironia do destino tratou de escrever um roteiro improvável para uma noite decisiva.
O início turbulento do PSG em 2026
É inegável que a fala de Dembélé e a resposta de Luis Enrique chacoalharam o vestiário do PSG. A equipe vinha em uma fase instável e sofreu uma dura derrota para o Rennes, por 3 a 1, no Campeonato Francês. O revés ilustrou o quão instável estava o PSG – atual campeão da Champions League e uma das melhores equipes da temporada passada, se não a melhor. Um time acostumado a vencer com tranquilidade tinha dificuldade para o básico.
Essa instabilidade teve a gota d'água para Dembélé, grande rosto da equipe. Após a derrota, o jogador veio a público desabafar sobre um excesso de individualidades. Nenhum nome foi apontado, mas há certas indiretas que são bem diretas para quem pode ser um alvo. A fala foi retrucada por Luis Enrique, que botou panos quentes na situação e deixou claro que a sua voz é a única que comanda o vestiário parisiense.
Além da exposição da crise, o PSG também tem um início de 2026 turbulento em termos esportivos. A equipe foi eliminada de forma precoce na Copa da França e amarga apenas a vice-liderança da Ligue 1, faltando 12 jogos para o fim da competição. Na Champions League, a campanha irregular na fase de liga obrigou o time a encarar os playoffs, algo que não estava nos planos após a conquista da temporada passada.
A resposta de Doué dentro de campo
Dentre os possíveis alvos da crítica de Dembélé, Doué foi um dos apontados como quem o camisa 10 estava se referindo. O jogador teve um jogo ruim contra o Rennes e entrou nos holofotes da mídia pela exposição. Porém, o atual Golden Boy demonstrou por que ganhou o troféu e botou o duelo no bolso.
A ironia do destino foi para lá de irônica. O jogador perdeu a titularidade após o jogo contra o Rennes para o confronto com o Monaco. Com isso, Kvaratskhelia, Dembélé e Barcola iniciaram a partida. Porém, aos 27 minutos, o Bola de Ouro se machucou e Doué foi escolhido para entrar em seu lugar.

Com os holofotes sobre o jogador, o francês brilhou e teve impacto imediato. Logo em seu primeiro momento em campo, participou da jogada que culminou no gol. A comemoração foi simbólica: correu para o meio-campo – já que a equipe estava perdendo – e colocou as mãos na orelha. O gesto era claro: ele não ia se abalar com as críticas e tudo que circulava sobre seu nome. Estava ligando apenas para o seu jogo.
E mostrou isso novamente no lance do segundo gol, quando chutou forte de fora da área. A bola foi colocada e bem batida, e Köhn espalmou. A bola, no entanto, sobrou para Hakimi marcar. Foram duas participações em gols em apenas 14 minutos em campo. No segundo tempo, o êxtase veio. Com o placar empatado, o jogador foi importante mais uma vez e marcou o gol da virada.
Doué foi absoluto e conseguiu calar os críticos. Essa foi sua forma de pedir desculpas e vencer o jogo, sendo protagonista na partida de ida dos playoffs, após o PSG começar perdendo por dois gols de diferença. É claro que este jogo não vai mudar o contexto interno do PSG. É muito difícil que, a partir dessa partida, o time vire a chave e volte a ser aquela equipe que encantou o mundo e conquistou a Europa na temporada passada. Entretanto, foi com esse jogo que o PSG deu o primeiro passo para acabar com a pior das crises: a interna, que afeta a harmonia entre seus jogadores.
➡️ Aposte em jogos da Champions League!
*É preciso ter mais de 18 anos para participar de qualquer atividade de jogo de apostas. Jogue de forma responsável.
Como foi o jogo?
O duelo começou eletrizante. Em um clássico francês, o jogo prometia dureza, porém o que se apresentou foi um Monaco esperto como uma raposa e um PSG indefeso como um coelho. Logo nos primeiros minutos, a equipe parisiense cochilou. Nuno Mendes tentou fazer a conexão defesa-ataque, mas lançou errado. A bola sobrou para o time monegasco, que montou um ataque rápido. A defesa sonolenta do PSG não prestou atenção, e Golovin recebeu no facão, na área. O jogador cruzou para Balogun, que apareceu sem marcação para marcar o primeiro.
Atrás no placar, o PSG tinha uma missão clara: se recuperar, buscar o empate e a virada. Entretanto, o que se via em campo era algo que não se esperava. O PSG jogava mal, estava desligado e totalmente aéreo. Desta forma, aos 17 minutos, após uma cobrança de lateral, o time levou o segundo gol. O Monaco montou um ataque rápido, com troca de passes veloz, e Balogun recebeu em profundidade de Akliouche para marcar o segundo.
Após o chacoalhão, o PSG decidiu entrar no jogo. Poucos segundos depois do gol, conseguiu um pênalti, quando Kvaratskhelia caiu na grande área. Vitinha, o grande nome da equipe na Champions League, chamou a responsabilidade e foi para a bola. Entretanto, a batida do português ilustrou a crise da equipe: bateu forte, mas baixo e no canto de Trubin, que defendeu e impediu que o PSG diminuísse a desvantagem.
Com uma pressão do peso de um mundo nas costas, o PSG ainda teve um grande baque. Dembélé, Bola de Ouro e dúvida para o jogo, começou de titular mas não conseguiu continuar, sendo substituído ainda na primeira etapa. Doué entrou em seu lugar, e com tantas críticas recebidas – inclusive de Dembélé, que criticou a individualidade de jogadores da equipe. O jovem, em seu primeiro lance, acertou um belo chute e diminuiu.
Com o jogo tenso, o PSG aos poucos fazia seu talentoso ataque ser mais impactante que sua frágil defesa. A equipe foi tomando as rédeas da partida e pressionando o Monaco. Na reta final da primeira etapa, Doué, mais uma vez, foi protagonista. De fora da área, chutou forte e colocado, e Köhn espalmou. A bola, no entanto, foi para o pé de Hakimi, que conseguiu dominar e chutar, marcando o gol do empate.
No segundo tempo, com o PSG pressionando, era questão de tempo para a virada chegar. A defesa se acertou e o ataque seguia sendo aquele rolo compressor. A equipe ainda teve um refresco: logo no início da segunda etapa, Golovin entrou forte em Vitinha e foi expulso. Com um jogador a mais, a virada se tornou ainda mais provável. Aos 22 minutos, Doué estava na área quando o time parisiense conseguiu infiltrar. Recebeu, dominou e chutou, marcando seu segundo gol no jogo e se tornando o grande personagem da virada.
A classificação segue em aberto para o jogo de volta, no Parc des Princes. Mais do que a vantagem, o PSG levou do Principado um sopro de alívio. A crise não acabou, mas a resposta dentro de campo mostrou que, quando o coletivo fala mais alto, o time ainda pode encontrar seu caminho.
➡️ Siga o Lance! no WhatsApp e acompanhe em tempo real as principais notícias do esporte
📲 De olho no Lance! e no Futebol Internacional. Todas as notícias, informações e acontecimentos em um só lugar.
Tudo sobre
- Matéria
- Mais Notícias


















