Juan Ángel Napout

Napout é condenado a nove anos de prisão (Foto: AFP / NORBERTO DUARTE)

LANCE!
29/08/2018
22:31

O paraguaio Juan Ángel Napout, ex-presidente da Conmebol, foi condenado nesta quarta-feira a nove anos de prisão nos Estados Unidos por conta do seu envolvimento no escândalo de corrupção no futebol mundial e que abalou a Fifa, conhecido como “Fifagate”.

Ao anunciar a sentença, a juíza federal Pamela Chen afirmou que o também ex-vice-presidente da Fifa “tinha uma personalidade oculta, um lado oculto” e “perpetuava a noção de que era uma boa pessoa ao mesmo tempo em que recebeu US$ 3,3 milhões em propinas até ser preso e aceitou receber outros 20 milhões mais em subornos”.

Além da condenação, Napout terá que pagar uma multa de US$ 1 milhão (cerca de R$ 4,1 milhões) e devolver outros US$ 3,3 milhões (R$ 13,6 milhões) de confisco de bens.

Chen explicou que levou em conta o histórico pessoal de Napout e seu estado de saúde para aplicar  uma condenação menor. Os promotores americanos pediam que Napout, de 60 anos, permanecesse 20 anos na atrás das grades.

Advogada de Napout, Silvia Piñera declarou que recorrerá da decisão por considerar injusta a sentença da juíza federal. O cartola foi considerado culpado por conspirar para cometer crimes e fraude eletrônica. Ele está preso desde dezembro de 2015 em uma prisão de Nova York, à espera de sua sentença, determinada pela juíza Pamela Chen nesta quarta.

PARA ENTENDER...

Preso desde 2015

Napout poderá ganhar a liberdade condicional em dois anos. Se for deportado dos Estados Unidos, o dirigente não poderá mais voltar ao país. Ele ainda poderá descontar da pena final o período que já passou preso assim como reduzir a pena em caso de bom comportamento.

Trio julgado

Juan Ángel Napout foi julgado junto com o ex-presidente da CBF José Maria Marin, que também acabou sentenciado na semana passada e condenado a quatro anos de prisão. O ex-dirigente peruano Manuel Burga (terceiro
acusado no julgamento), foi inocentado de todas as  acusações. Até o momento, os três homens são os únicos julgados entre mais de 40 pessoas e entidades envolvidas na “Fifagate”