Mourinho impõe duas condições para assinar com Real Madrid, segundo jornal
Treinador quer ter voz ativa no clube

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O Real Madrid acelera nos bastidores para fechar a contratação de José Mourinho como técnico para a próxima temporada. O português, atualmente no Benfica, já está de posse de uma proposta de renovação do clube lisboeta. Mas, para aceitar retornar ao Santiago Bernabéu após 13 anos, o técnico de 63 anos estabeleceu duas exigências não negociáveis, de acordo com o jornal espanhol "Diario AS".
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As conversas ainda estão em estágio inicial, restritas a contatos entre Jorge Mendes, agente do treinador, e a diretoria merengue. A negociação não avançará até o fim das temporadas de Benfica e Real Madrid, previsto para o fim de semana de 16 e 17 de maio. Só depois disso Mourinho decidirá seu futuro.
A urgência merengue tem um motivo claro. O contrato do português com o Benfica inclui uma cláusula de rescisão de cerca de 3 milhões de euros – mas ela só pode ser acionada em uma janela de dez dias após o último jogo da temporada da equipe portuguesa.
Mourinho tem dois pedidos ao Real Madrid
A primeira exigência de Mourinho diz respeito à política de transferências. O técnico não quer necessariamente indicar nomes específicos, mas sim ter peso nas decisões sobre quais posições precisam ser reforçadas. Sua análise inicial indica que o elenco atual está desequilibrado, com alguns setores mais carentes do que outros.
Durante sua primeira passagem pelo Real Madrid (2010-2013), o clube contratou, a seu pedido, jogadores que se tornaram peças fundamentais, como Luka Modric, Sami Khedira e Mesut Özil. Agora, ele quer o mesmo nível de influência.

A segunda condição é estrutural. Mourinho quer que as hierarquias do clube sejam respeitadas – não necessariamente o organograma de diretores esportivos, mas sim a garantia de que o departamento de futebol profissional opere sob uma liderança clara, sem interferências externas.
O objetivo é evitar situações como as vividas nesta temporada, quando Vini Jr. protagonizou um episódio de insubordinação pública ao se recusar a cumprimentar o então técnico Xabi Alonso após ser substituído. Para Mourinho, episódios como esse desestabilizam o grupo e prejudicam o desempenho em campo.
A diretoria merengue, ciente da crise de liderança que tomou conta do vestiário – agravada por episódios como a briga entre Valverde e Tchouaméni, o tapa de Rüdiger em Carreras e a viagem polêmica de Mbappé à Itália –, enxerga no português o perfil ideal para restaurar a disciplina e a autoridade no clube.
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