Mesmo com Raphinha, Barcelona tropeça em seus próprios erros em La Liga
Quando brasileiro esteve em campo, time foi melhor. Quando saiu, pior

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O Barcelona visitou o Girona neste final de semana buscando retomar a liderança de La Liga, mas encontrou mais dificuldades do que o esperado. Diante de um adversário que vive momento irregular e ocupa a metade de baixa da tabela, o time catalão até teve Raphinha em campo desde o início, mas viu sua fragilidade defensiva falar mais alto e acabou derrotado por 2 a 1. O resultado escancarou dois problemas recorrentes na equipe de Hansi Flick: a ineficiência ofensiva em noites ruins e a defesa vulnerável, que transforma qualquer domínio em derrota.
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O Barcelona começou a partida pressionando e mostrando por que tem o melhor ataque de La Liga. Com Raphinha em campo, mesmo ainda sem ritmo de jogo por conta da recuperação física, a equipe criou chances em profusão. O brasileiro foi a alma ofensiva do time, acertou a trave em uma finalização e participou das principais jogadas de perigo. Ferran Torres e Lamine Yamal também tiveram oportunidades, mas pararam em suas próprias ineficiências ou em defesas do goleiro adversário.
O domínio foi tamanho que, aos 45 minutos do primeiro tempo, o Barcelona teve a chance de abrir o placar em um pênalti cometido em Dani Olmo. Yamal assumiu a cobrança, mas acertou a trave. Foi o símbolo da primeira etapa: o time catalão finalizou inúmeras vezes, chegou com perigo, mas não conseguiu traduzir a superioridade em gol.

Na volta do intervalo, o Barcelona manteve a pressão e finalmente balançou as redes. Aos 15 minutos, Koundé cruzou na área e encontrou Pau Cubarsí livre. O zagueiro foi mais absoluto que os defensores do Girona e cabeceou para abrir o placar. O gol parecia dar tranquilidade ao time, mas a defesa em linha alta, marca registrada de Flick, voltou a ser um problema.
Minutos depois, o Girona aproveitou uma bola nas costas da zaga e chegou ao empate com Lemar. A estratégia de pressionar o meio-campo com a linha subida tem seus riscos, e o Barcelona pagou o preço mais uma vez. Raphinha, que ainda não tinha condições de atuar os 90 minutos, foi substituído em seguida.
Sem o brasileiro, as jogadas ofensivas do Barcelona perderam qualidade, a equipe recuou e passou a sofrer pressão. O Girona cresceu e, nos minutos finais, virou o jogo em uma jogada de lateral. O meio-campo e a linha defensiva cochilaram, e o time da casa aproveitou a brecha para chegar à virada.
Números que escancaram o problema do Barcelona
Os números do jogo são um retrato fiel das contradições do Barcelona. A equipe terminou a partida com 71% de posse de bola e 27 finalizações, contra apenas 29% de posse e 13 chutes do Girona. Mesmo assim, o placar terminou desfavorável. O time catalão acertou a trave em duas oportunidades, perdeu um pênalti e viu o goleiro adversário crescer nos momentos decisivos.
Do outro lado, o Girona foi letal nas poucas vezes que chegou. Foram apenas 13 finalizações durante todo o jogo, mas duas delas se transformaram em gol. Aproveitamento cirúrgico, enquanto o Barcelona desperdiçava chance atrás de chance.
O duelo mostrou a tônica do time de Hansi Flick: um ataque forte, mas que pode não funcionar em noites ruins, e uma defesa frágil, que costuma mais falhar do que ajudar. Contra o Girona, o Barcelona teve volume, posse e finalizações, mas pecou na pontaria e nos erros defensivos. Desta vez, nem Raphinha foi suficiente para evitar o tropeço.
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