LANCE! Espresso: Pelé e Cristiano Ronaldo (e Messi) precisam ser reverenciados, e não colocados como adversários
É preciso ir além da insuportável discussão estatística, que ignora o contexto histórico e força narrativas

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"O futebol mudou, mas não podemos apagar a história por conta de nossos interesses". Foi desta forma que Cristiano Ronaldo se pronunciou após bater o recorde de gols de Pelé em jogos oficiais - e seguindo a contagem do Rei. Agora, 770 gols do atacante português, contra 767 com a assinatura de Pelé.
Uma frase extremamente cordial vinda de alguém obcecado pelo sucesso e que persegue marcas durante toda a carreira. Pelé também esteve à altura do acontecimento. "Cristiano, a vida é um voo solo (...) Parabéns por quebrar o meu recorde de gols em partidas oficiais. A minha única lamentação é não poder te dar um abraço hoje", escreveu.
O diálogo virtual e improvisado em tempos de pandemia tem o valor de separar feitos esportivos do revisionismo. Ali estão dois gênios da bola trocando gentilezas e respeito e indo muito além da insuportável discussão estatística, que acaba ignorando o contexto histórico e forçando narrativas para alimentar o "maior de todos os tempos" da semana, do mês ou do ano que vem.
Pelé e Ronaldo, assim como Lionel Messi, precisam ser reverenciados sempre e não colocados como adversários dentro de um túnel do tempo imaginário.
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