Gattuso acompanha Buffon e deixa comando da seleção italiana
Federação italiana mira em Guardiola para assumir o cargo

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A Federação Italiana de Futebol (FIGC) anunciou nesta sexta-feira (3) a rescisão do contrato do técnico Gennaro Gattuso. O desligamento, definido em comum acordo, ocorre após a derrota nos pênaltis para a Bósnia e Herzegovina na repescagem europeia, resultado que deixou a tetracampeã mundial fora da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva.
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O profissional de 48 anos, que assumiu o comando da equipe em junho do ano passado em substituição a Luciano Spalletti, encerra sua passagem após registrar seis vitórias, um empate e uma derrota em oito partidas disputadas.
Agradecimentos e reconhecimento da frustração
Em comunicado oficial, a FIGC agradeceu a Gattuso pelo profissionalismo durante os nove meses de trabalho. O ex-treinador também emitiu uma nota, expressando tristeza por não alcançar o objetivo estipulado e justificando sua saída como uma forma de facilitar o processo de reformulação do futebol nacional. Ele aproveitou a oportunidade para agradecer ao ex-presidente da federação, Gabriele Gravina, ao ex-chefe de delegação, Gianluigi Buffon, e aos torcedores italianos pelo apoio recebido ao longo de sua trajetória na "Azzurra".
"Com o coração pesado, por não termos conseguido atingir o objetivo que traçamos, considero que meu tempo como técnico da seleção chegou ao fim. A camisa da Azzurra é o bem mais precioso do futebol, por isso é justo facilitar as futuras avaliações técnicas desde o início. Gostaria de agradecer ao presidente Gabriele Gravina e a Gianluigi Buffon, juntamente com toda a equipe da Federação, pela confiança e apoio que sempre me demonstraram. Foi uma honra comandar a seleção. Mas o meu maior agradecimento vai para os torcedores, para todos os italianos que nunca deixaram de demonstrar seu amor e apoio à seleção ao longo destes meses"

Reformulação ampla no futebol italiano
A demissão de Gattuso aprofunda a crise estrutural do esporte na Itália. A ausência no Mundial de 2026, somada às falhas nas classificações de 2018 e 2022, configura a primeira vez que uma seleção campeã do mundo fica fora de três edições consecutivas do torneio. O cenário desencadeou as saídas recentes de Gabriele Gravina da presidência da FIGC e de Gianluigi Buffon da chefia da delegação.
Além dos problemas na seleção, o país enfrenta a ausência de clubes nas quartas de final da Champions League e alertas sobre a infraestrutura de seus estádios, fator que ameaça a realização da Eurocopa de 2032 no território italiano.

Busca por um novo comandante
Com as mudanças na cúpula da federação, o planejamento para o futuro da equipe principal deverá ser definido após as eleições presidenciais da entidade, marcadas para o dia 22 de junho. Um treinador interino conduzirá a seleção no amistoso contra a Grécia, previsto para o mesmo mês.
A FIGC foca na escolha de um novo técnico para iniciar o trabalho visando a Liga das Nações, que começa em setembro. Pep Guardiola, do Manchester City, é apontado como o nome favorito para liderar o projeto de longo prazo. Profissionais com histórico no futebol local, como Roberto Mancini, Antonio Conte e Massimiliano Allegri, também figuram como opções no mercado.

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