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Atuando na MLS, ex-Grêmio revela estratégia contra Messi e outros veteranos: 'Redobrado'

Jogador é um dos destaques do FC Dallas, da MLS, e conversou com exclusividade ao Lance!

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Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porNathalia Gomes,
Dia 03/02/2026
17:45
Kaick comemorando gol pelo FC Dallas, da MLS (Foto: Reprodução)
imagem cameraKaick comemorando gol pelo FC Dallas, da MLS (Foto: Reprodução)

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A MLS se tornou um dos mercados mais atrativos para jogadores renomados nos últimos anos. Entre astros como Messi e Suárez, brasileiros também buscam destaque na liga americana, e Kaick, ex-Grêmio, é um dos nomes que vem trilhando esse processo. O meio-campista deu entrevista exclusiva ao Lance! e falou sobre os desafios de embarcar em um novo país mesmo tão jovem.

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Na conversa, o jogador deu detalhes de como é viver e jogar nos Estados Unidos e a sensação de enfrentar ícones mundiais, como Thomas Müller e Luis Suárez. Kaick afirmou que realizar esses duelos é a concretização de um sonho e revelou estratégias para marcar os grandes astros.

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– É uma honra muito grande. São caras que eu via jogando na TV, que eu jogava com eles no videogame, e hoje eu estou no mesmo campo, na mesma liga. Eu ainda não joguei contra o Messi – quando enfrentamos o Inter Miami ele não estava –, mas apertei a mão dele e conversei com ele. O Suárez é um amigo meu, por causa da passagem dele pelo Grêmio, então acabou rolando essa aproximação – disse o jogador.

– Já joguei contra outros caras experientes, como o Thomas Müller. É uma sensação inexplicável, porque sempre foi um sonho estar onde eu estou hoje. Dentro de campo é muito difícil marcar esses jogadores. Eles têm nome, experiência, muita qualidade. A estratégia muda, sim. Quando enfrentamos adversários desse nível, que são rodados e muito fortes, o cuidado precisa ser redobrado o tempo todo – revelou Kaick.

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Kaick comemorando gol pelo FC Dallas, da MLS (Foto: Reprodução)
Kaick comemorando gol pelo FC Dallas, da MLS (Foto: Reprodução)

Além dos grandes astros mundiais, a MLS também se destaca pela forte e crescente presença brasileira. Sendo um dos representantes do país na liga, Kaick comentou sobre a experiência de enfrentar contemporâneos no exterior. O meia destacou que, embora o clima seja de leveza e "resenha" fora das quatro linhas, a competitividade e a seriedade prevalecem assim que a bola rola.

– Dentro do jogo é sempre sério, não tem jeito. Mas depois da partida é bom demais. A gente conversa, zoa, brinca. Tem o Matheus Nascimento, por exemplo, que jogamos contra ele no Los Angeles, além de outros caras que eu já conhecia antes e hoje posso estar mais perto, como o Rodrigues, que joga no San José. Depois do jogo sempre rola aquela resenha. Acabou o jogo, a gente conversa, brinca, troca ideia. Isso é muito bom também, porque acaba sendo uma família brasileira dentro da liga – disse o jogador.

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Grêmio e planos de carreira viram pauta

Cria das categorias de base do Grêmio, o meio-campista relembrou com gratidão o período em que defendeu o Tricolor Gaúcho. Para o atleta, além da formação técnica, o clube foi fundamental como um suporte em momentos de vulnerabilidade pessoal.

– Fiquei três anos e meio no Grêmio. Tenho um carinho enorme por esse clube, porque foi lá que eu tive a oportunidade de sonhar, principalmente em um momento difícil da minha vida. O Grêmio abriu as portas pra mim, me acolheu e me ajudou a crescer. Fiz toda a minha base lá, joguei a Copinha e fui um dos destaques. Acompanho bastante o Grêmio, especialmente a base, porque tenho amigos lá. É muito gratificante ver os meninos se desenvolvendo, assim como eu vivi naquele período – afirmou o jogador.

Atualmente consolidado no FC Dallas, Kaick já soma uma rodagem considerável para um atleta de sua idade, ultrapassando a marca de 30 jogos como profissional. Embora valorize o espaço e a confiança recebida no clube americano, o jovem não esconde que possui ambições maiores e projeta os próximos passos de sua carreira no Velho Continente.

– Hoje eu estou muito bem no Dallas. Foi o clube que abriu as portas pra mim e me colocou para jogar. Já tenho mais de 30 jogos como atleta profissional e sou jogador do Dallas. Mas eu tenho objetivos. Meu grande sonho, desde criança, é chegar à Europa. Eu trabalho muito para isso, me dedico todos os dias nos treinos e no CT. Se aparecer algo bom para a minha carreira, a gente vai pensar e avaliar o que for melhor – disse o ex-Grêmio.

➡️ Kaick, ex-Grêmio, detalha adaptação ao futebol norte-americano: 'Bem difícil'

Ao projetar o futuro na Europa, o meia revelou ter um destino preferido e uma grande inspiração que moldou seu estilo de jogo. Fã declarado da Premier League, Kaick detalhou sua admiração pelo Chelsea e revelou sua idolatria a Kanté.

– Desde pequeno eu sempre sonhei em jogar no Chelsea. Sempre foi o clube que eu almejei. Meu ídolo é o Kanté, eu sou muito fã dele. Eu via ele jogando no Chelsea e sempre falava que um dia queria jogar lá.
Eu acredito que tudo tem o seu tempo. Deus sabe de todas as coisas. Mas, se eu puder escolher, meu grande sonho na Europa é jogar no Chelsea, na Inglaterra – revelou Kaick.

Projeto social Kaick Silva

Aos 20 anos, uma das características de destaque de Kaick é a maturidade, que vai além das quatro linhas. Mesmo jovem, o jogador inaugurou um projeto social voltado a crianças e jovens de Belford Roxo, cidade onde foi criado, oferecendo oportunidades por meio do esporte com apoio direto do atleta.

Na entrevista, Kaick explicou que a iniciativa surgiu a partir das próprias vivências. O jogador revelou que passou fome durante a infância e, diante desse trauma, decidiu criar o Projeto Kaick Silva para ajudar crianças em situação de vulnerabilidade.

–  Eu me emociono falando desse projeto. Passei por muitas dificuldades na minha vida, já passei fome. Eu sei exatamente o que aquelas crianças vivem. Hoje, poder proporcionar uma bola boa, uma chuteira boa e alimento para elas é algo excepcional pra mim. Quando eu era pequeno, muitas vezes não tinha nada para comer em casa. Mas no sábado, no projeto, tinha um pão, presunto, queijo e um achocolatado, e aquilo matava minha fome. Hoje, poder oferecer isso para as crianças é tudo pra mim – disse o jogador

– O objetivo do projeto não é formar apenas jogadores, mas cidadãos do bem. A gente ensina que o melhor caminho é ser honesto, trabalhador e seguir o caminho certo. Para quem vem da favela, a caminhada é muito mais difícil, e poder ajudar essas crianças é algo que não tem preço. Sou muito grato a Deus por essa oportunidade – finalizou Kaick.

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