Ambiente no vestiário do Real Madrid preocupa antes de duelo da Champions League
'Indiretas' de Arbeloa e descontetamento de Arda Güler são exemplos de possível crise

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O Real Madrid venceu o Celta de Vigo por 2 a 1 na última sexta-feira (6), no estádio Balaídos, mas o resultado positivo escancarou problemas que vão muito além do placar. Entre desfalques recorrentes, expulsões evitáveis, jogadores insatisfeitos e declarações enigmáticas do técnico Álvaro Arbeloa, a vitória teve sabor de alerta. A três dias do confronto de ida das oitavas de final da Champions League contra o Manchester City, o ambiente no Bernabéu está longe do ideal.
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O Real Madrid entrou em campo contra o Celta com dez baixas: sete por lesão e três por suspensão. Nomes como Mbappé, Bellingham, Camavinga e Mastantuono ficaram de fora. Apesar da vitória, o técnico Álvaro Arbeloa surpreendeu na entrevista coletiva ao disparar uma frase que rapidamente foi interpretada como um recado direto a parte do elenco.
– Estou muito feliz, acima de tudo, com o caráter mostrado pelas pessoas que quiseram vir e nos apoiar em um momento difícil – afirmou o treinador.

Nos bastidores, a declaração foi entendida como uma crítica velada a jogadores que não estiveram disponíveis. Arbeloa também fez questão de exaltar aqueles que, mesmo com problemas físicos, se esforçaram para estar em campo. Dani Carvajal viajou com dores estomacais mesmo sabendo que não seria titular. Asencio, que sofre com dores no pescoço desde a partida contra o Benfica, jogou os 90 minutos.
Entre os ausentes, um caso chamou atenção pela peculiaridade. Camavinga perdeu os últimos dois jogos por conta de um problema dentário – uma cárie – e, embora tenha treinado na véspera da partida, não foi relacionado. A situação causou estranheza internamente, já que um problema dessa natureza não costuma demandar tanto tempo de recuperação, levantando questionamentos sobre o real motivo de sua ausência.
A comissão técnica também demonstrou insatisfação com os jogadores suspensos por lances considerados evitáveis. Mastantuono, expulso nos acréscimos da derrota para o Getafe, foi alvo de críticas internas pelo cartão desnecessário. Huijsen e Carreras também receberam o quinto amarelo em situações que a equipe técnica avalia como passíveis de serem evitadas, aumentando o desgaste num momento decisivo da temporada.
Crise é escancarada por Arda Güler, que não gosta de ser substituído
Durante o duelo contra o Celta de Vigo, aos 28 minutos do segundo tempo, Arda Güler viu seu número no placar e deixou o campo com um meio sorriso irônico e gestos de desaprovação. As câmeras flagraram o turco murmurando palavras enquanto se dirigia ao banco. Antes disso, ele já havia reclamado de um pênalti não marcado após sofrer falta de Mingueza. A cena escancarou o que já vinha sendo percebido nos bastidores: Güler não esconde a insatisfação quando é substituído.
Não é a primeira vez que o meia reage assim. Há cerca de um mês, na partida contra o Benfica, o jogador já havia demonstrado descontentamento ao ser sacado. Desta vez, a substituição aconteceu em um momento em que o Real Madrid ainda buscava o resultado, e o gesto acendeu um alerta sobre o clima no vestiário. Arbeloa, questionado sobre o episódio, defendeu sua decisão.
– Não sei se algum treinador deu mais oportunidades ao Güler do que eu. Confio nele desde que cheguei. Coloquei o Palacios em campo porque ele está mais acostumado a fazer o trabalho que o Güler estava fazendo hoje. O Real Madrid venceu, todos nós vencemos – declarou.
Vini Jr não assume protagonismo na ausência de Mbappé
Outro ponto de atenção foi a atuação de Vini Jr. Sem Mbappé, ausente por lesão, o brasileiro deveria assumir o protagonismo do ataque merengue. Mas o camisa 7 teve uma noite discreta. Teve uma grande chance no primeiro tempo, mas carimbou a trave. No segundo, pouco incomodou. Em oito jogos sem o francês nesta temporada, Vini Jr marcou apenas duas vezes.
A dependência de Mbappé expõe uma fragilidade do elenco. O artilheiro da equipe é o principal nome do time, mas sua ausência recorrente – seja por lesão ou por preservação – deixa o Real Madrid refém de lampejos individuais. Contra o Celta, o gol da vitória saiu apenas aos 49 minutos do segundo tempo, em um chute desviado de Valverde, em mais uma noite de sofrimento para a torcida.
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O futuro de Arbeloa e o peso da Champions
A vitória em Vigo não apaga os sinais de crise. O Real Madrid ainda não conquistou títulos na temporada: perdeu a final da Supercopa para o Barcelona, foi eliminado nas oitavas da Copa do Rei pelo modesto Albacete e briga ponto a ponto no Espanhol. O grande termômetro, no entanto, será a Champions League. O duelo contra o Manchester City, com a volta em Manchester, pode definir o futuro de Arbeloa no cargo.
Apesar do prestígio acumulado como jogador e do trabalho nas categorias de base, o treinador vive sob constante especulação. Internamente, a permanência depende de resultados. Para a diretoria, especialmente para o presidente Florentino Pérez, o desempenho nos dois jogos contra o City será absolutamente crítico.
Enquanto isso, o Real Madrid convive com lesões, atritos, jogadores insatisfeitos e um discurso de técnico que, nas entrelinhas, expõe as divisões do vestiário. A vitória em Vigo foi importante, mas o alívio durou pouco.
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