Barcelona x Lyon: final da Champions Feminina atinge novo patamar de investimento e audiência
Equipes se enfrentam neste sábado (23), em Oslo, na decisão da Champions League Feminina, em uma temporada marcada pela forte expansão comercial, aumento de investimentos e crescimento global da audiência

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Barcelona e Lyon se enfrentam na grande final da Champions League neste sábado (23), no Estádio Ullevaal, em Oslo, na Noruega. O duelo entre duas potências do futebol feminino europeu vai decidir não apenas o título continental, mas também reforçar a consolidação de uma modalidade em forte expansão esportiva e comercial.
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A temporada 2025-2026 já é considerada a maior da história da competição, impulsionada por novos investimentos em mídia, entrada de capital estrangeiro e o fortalecimento de parcerias com grandes marcas globais como Adidas, Amazon, Euronics, Heineken, Lay's, PlayStation e Vodafone.
Pela primeira vez, a competição conta com a participação de um gigante do streaming como parceiro oficial de transmissão. O Disney+ exibe internacionalmente todos os 75 jogos do torneio, incluindo no Brasil, e ainda lançou uma programação especial em dias de jogo, apresentada pela ex-jogadora inglesa Alex Scott. A produção também foi ampliada, com o padrão de transmissão passando a contar com pelo menos seis câmeras por partida.
Nos Estados Unidos, a CBS Sports firmou contrato para exibir todos os jogos da competição pelos próximos cinco anos, além de produzir conteúdos de estúdio dedicados à análise das partidas.
Investimentos e presença global impulsionam o futebol feminino europeu
O crescimento da Champions League Feminina também atraiu o interesse de investidores internacionais. Nos últimos anos, nomes de peso passaram a investir em clubes da modalidade, como a empresária sul-coreana Michele Kang, que assumiu o controle majoritário do Olympique Lyonnais, e o norte-americano Alexis Ohanian, cofundador do Reddit e marido da ex-tenista Serena Williams, que se tornou acionista do Chelsea Women.
Outro fator que reforça a globalização da competição é o aumento da presença de jogadoras estrangeiras. Nesta edição, 52 atletas de fora da Europa disputaram o torneio. Os Estados Unidos lideram o ranking com 13 jogadoras, seguidos pelo Brasil, com dez, e pelo Canadá, com oito representantes.
Esse movimento contribui diretamente para a valorização da competição e amplia seu alcance internacional, transformando o futebol feminino em um produto cada vez mais atrativo para marcas e investidores.
Especialista destaca consolidação do mercado do futebol feminino
De acordo com Mônica Esperidião, CSO da FSports — agência que detém com exclusividade os direitos do futebol feminino da CBF no ciclo 2025–2029 —, o crescimento da modalidade está criando um ambiente sustentável de valorização.
— A presença de gigantes do streaming e de investidores internacionais na Women's Champions League demonstra a consolidação do profissionalismo do futebol feminino europeu, que tem uma realidade econômica e esportiva de alto rendimento e é um verdadeiro benchmark. No caso das equipes finalistas, vemos dois modelos distintos de investimento, ambos capazes de gerar resultados consistentes dentro e fora de campo.
A executiva também destacou o impacto comercial da evolução da modalidade.
— O crescente engajamento de marcas globais, aliado à evolução das transmissões e ao aumento expressivo da audiência, impulsiona um retorno comercial cada vez mais robusto, atraindo patrocinadores em busca de conexões mais autênticas com um público diverso, engajado e em expansão. Isso vai além de acompanhar uma tendência e mostra que o mercado passou a enxergar o futebol feminino como uma plataforma de geração de valor e retorno.
Barcelona pode receber premiação milionária em caso de título
O amadurecimento da modalidade também aparece nos contratos comerciais dos clubes. O Barcelona feminino, por exemplo, pode receber um bônus milionário da Nike em caso de título europeu — valor que não foi alcançado pelo time masculino na última temporada.
Se conquistar a Champions League Feminina, a equipe catalã pode embolsar cerca de 3 milhões de euros (aproximadamente R$ 17 milhões) em premiação da fornecedora esportiva. O contrato entre clube e marca, renovado até 2038, prevê igualdade de bônus entre equipes masculinas e femininas em caso de conquistas continentais.

Até o momento, tanto Barcelona quanto Lyon já garantiram 1,55 milhão de euros (cerca de R$ 9,1 milhões) pela campanha até a final. O campeão ainda receberá mais 500 mil euros da UEFA, além dos valores previstos em contratos comerciais.
Transmissão no Brasil
No Brasil, a final entre Barcelona e Lyon será transmitida pelo Disney+ (Plano Premium), neste sábado (23), às 13h (horário de Brasília). ESPN fará cobertura inédita da decisão.
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