"End to Racism" - Arrowhead Stadium

End Racism é pintada no final da endzone na abertura da NFL (Foto: JAMIE SQUIRE/AFP)

LANCE!
10/09/2020
21:18
Kansas City (EUA)

O duelo entre Kansas City Chiefs e Houston Texans, pela abertura da da NFL, conta com uma novidade que será vista em todas as partidas da temporada 2020. Mensagens pintadas nas duas endzones pedem a união da sociedade dos Estados Unidos para dar fim ao racismo no país. Se lê as frases ‘It takes all of us’ (depende de nós todos, em tradução livre) e ‘end racism’ (acabe com o racismo, tradução livre) em cada extremidade do campo.

Além das medidas, a NFL também permitiu neste ano que os jogadores usem nos capacetes nomes de vítimas de injustiça social no país norte-americano.

"It Takes All Of Us" - Arrowhead Stadium
Mensagens pintadas na extremidade do campo chamam a atenção aos problemas sociais (Foto: JAMIE SQUIRE/AFP)

Dentro de campo, os protestos devem acontecer em massa por parte dos jogadores de todas as franquias. Os atletas Miami Dolphins avisaram, nesta quinta, que vão permanecer nos vestiários durante a execução do hino nacional. A medida, dizem os jogadores da franquia da Flórida, é uma demonstração da insatisfação em relação da atuação da NFL no combate aos problemas sociais enfrentados nos Estados Unidos. No comunicado, eles classificaram as ações da liga de futebol americano como "vazias".

Ezekiel Elliott, running back do Dallas Cowboys, comentou que é provável que alguns atletas da franquia do Texas ajoelhem durante a execução do hino norte-americano.

Os protestos e atuação social dos atletas do futebol americano são relativos aos crescentes casos na mídia de violência policial durante abordagem a negros, muitas delas resultando em mortes e captadas pelas câmeras. O estopim foi dado com o caso da morte de George Floyd asfixiado, após o policial Derek Chauvin ajoelhar por quase nove minutos em seu pescoço. Outros três policiais acompanhavam a abordagem de Chauvin e nada fizeram para evitar o assassinato.

Além de Floyd, os americanos também pedem justiça para vítimas como Breonna Taylor, assassinada por policiais à paisana que arrombaram a porta de sua casa no meio da madrugada, em Louisville, no Kentucky.