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F1: Carros preocupam Bortoleto e Norris no GP da China

FIA considera mudar as regras do uso de energia após o circuito de Xangai

Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porThiago Fernandes,
Dia 12/03/2026
12:10
Mecânicos trabalham no carro de Lando Norris nos boxes do GP da Austrália no circuito de Albert Park (Foto: William west/pool/afp)
imagem cameraMecânicos trabalham no carro de Lando Norris nos boxes do GP da Austrália no circuito de Albert Park (Foto: William west/pool/afp)

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A introdução dos novos carros da temporada 2026 da Fórmula 1 segue gerando dúvidas entre pilotos e equipes. Ainda em fase de adaptação às mudanças na gestão de energia, competidores como Gabriel Bortoleto e Lando Norris admitem que cada etapa do campeonato tem servido como um verdadeiro laboratório para entender o comportamento dos monopostos.

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Com as novas unidades de potência, estratégia e eficiência energética passaram a ser fatores decisivos. Quem conseguir se adaptar mais rapidamente tende a ganhar vantagem na disputa por pontos ao longo do campeonato.

O cenário pode ser diferente neste fim de semana no Circuito Internacional de Xangai, palco do GP da China. Ao contrário do traçado de Melbourne, que possui mais zonas de frenagem, o circuito chinês conta com retas mais longas e curvas mais rápidas, o que pode alterar o padrão de disputas observado na etapa de abertura, o Grande Prêmio da Austrália. Na corrida australiana, foram registradas 120 ultrapassagens, muitas delas influenciadas diretamente pela gestão das baterias, como no duelo pela liderança entre George Russell e Charles Leclerc.

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Gabriel Bortoleto pilota pela Audi no terceiro treino livre do GP da Austrália no circuito de Albert Park (Foto: Martin keep/afp)
F1: Gabriel Bortoleto pilota pela Audi no terceiro treino livre do GP da Austrália no circuito de Albert Park (Foto: Martin keep/afp)

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A combinação perfeita de ajuste e técnica

Bortoleto, que pontuou em sua estreia, afirmou que ainda há muito a aprender ao longo do fim de semana em Xangai. O brasileiro acredita que os ajustes no carro dificilmente estarão totalmente definidos antes da classificação.

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— Ainda vamos aprender bastante ao longo do fim de semana. Não acho que teremos tudo otimizado antes da classificação. Vamos testar algumas coisas e evoluir também durante a sprint e a corrida curta. Isso acaba dando um tempero extra ao fim de semana, porque precisamos buscar mais o limite do carro — explicou.

Já Norris destacou o bom momento da Mercedes, apontando a equipe como referência no atual estágio da temporada. Para o britânico, a concorrente conseguiu se adaptar melhor às novas exigências técnicas.

— Acho que estaremos mais próximos da Mercedes, que, na minha opinião, está em um nível muito alto. Eles apresentam desempenho melhor do que todos nós neste momento. Precisamos evoluir em todas as áreas, não apenas na unidade de potência, mas também no carro — avaliou.

O piloto também destacou que a nova geração de carros exige uma mudança profunda no estilo de pilotagem. Segundo ele, além de conduzir o monoposto, agora é necessário gerenciar a unidade de potência ao longo da volta, o que torna a condução completamente diferente. Norris afirmou que a sensação é de precisar reaprender a pilotar, praticamente começando do zero em relação ao que foi desenvolvido ao longo da carreira.

Mesmo diante dessas dificuldades, o britânico avalia que o papel do piloto continua sendo determinante. Para ele, a diferença é que, na atual configuração técnica da F1, quem conseguir administrar melhor a unidade de potência terá uma vantagem ainda maior sobre os adversários, mostrando que a influência do piloto não diminuiu, apenas mudou de natureza.

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Efeito colateral da novidade

Um dos principais desafios técnicos da temporada tem sido a recarga das baterias. Em condições normais, a recuperação de energia ocorre com a técnica conhecida como lift and coast, quando o piloto tira o pé do acelerador antes da frenagem para gerar carga elétrica.

No entanto, circuitos de rua ou pistas muito rápidas, com poucas zonas de frenagem e retas curtas, dificultam esse processo. Nessas situações, os carros passam a sofrer com falta de energia durante a corrida.

Outra estratégia observada é o chamado super clipping, quando a energia elétrica se esgota no meio de uma reta, provocando uma queda repentina de potência no carro.

Ao ativar o modo de ultrapassagem, que libera potência extra do motor, o piloto ganha velocidade suficiente para superar um rival. Porém, como a recuperação energética ainda é limitada, o adversário que vem logo atrás pode ter bateria suficiente para reagir e recuperar a posição.

As mudanças também afetaram as largadas. Nos testes de pré-temporada, diversos pilotos tiveram dificuldade para acelerar assim que as luzes se apagavam. Diante do problema, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) adotou um novo procedimento no GP da Austrália, concedendo cinco segundos extras para que os competidores aumentem a rotação do motor antes da partida.

Mesmo assim, a volta de apresentação não tem sido suficiente para recarregar totalmente as baterias. Alguns pilotos, incluindo Russell, que venceu a etapa australiana, relataram ter iniciado a corrida com pouca carga. O britânico, inclusive, foi ultrapassado por Leclerc logo na largada antes de recuperar a liderança.

Atenção redobrada com acidentes

A situação também levantou preocupações sobre segurança. Na primeira volta da prova em Melbourne, Franco Colapinto escapou por pouco de colidir com o carro de Liam Lawson, da Racing Bulls, que enfrentou problemas para arrancar.

George Russell comemora no pódio após vencer o GP da Austrália de Fórmula 1 no circuito de Albert Park. (Foto: William West/AFP)
George Russell comemora no pódio após vencer o GP da Austrália de F1 no circuito de Albert Park. (Foto: William West/AFP)

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