Odair Hellmann - Fluminense

Odair Hellmann durante o treinamento do Fluminense no CT Carlos Castilho (Foto: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE FC)

Luiza Sá
05/09/2020
06:30
Rio de Janeiro (RJ)

Em um campeonato com pouco tempo de descanso entre as rodadas, os desfalques por suspensão podem pesar mais do que o normal. No Fluminense, o que já seria uma perda significativa fica mais delicada pelo pouco tempo de treinamento. Contra o São Paulo, no domingo, às 16h, no Morumbi, Odair Hellmann não poderá contar com o atacante Evanilson, que recebeu o terceiro cartão amarelo na última rodada. Esta é a principal dúvida do Tricolor para o confronto.

O Flu entrará em campo tentando recuperar os pontos perdidos em casa, no empate por 1 a 1 com o Atlético-GO. A notícia boa é que o treinador terá os retornos de Luccas Claro e Yuri na equipe. Apesar de Digão ter ido bem, a tendência é que o zagueiro recupere a vaga após ser poupado. O volante nem terá concorrência direta, já que Hudson acabou expulso no Maracanã.

No gol, Muriel, desfalque nas últimas partidas, treinou com o restante do elenco sem limitações. Ele sentiu um desconforto na perna esquerda e ficou fora contra o Vasco e o Atlético-GO. Agora, cabe a Odair Hellmann decidir se o veterano voltará ao time ou se ele mantém Marcos Felipe por mais tempo. O mais jovem foi bem nas partidas e já vinha sendo elogiado anteriormente pelas atuações seguras. 

As opções sem Evanilson

A disputa está aberta e Odair Hellmann já testou diversas variações ao longo do ano. A substituição simples seria colocar Fred, que vem adquirindo ritmo após várias partidas como desfalque. No entanto, já é notório, não só nos jogos dele pelo Tricolor, mas na carreira, que o centroavante rende melhor com dois jogadores mais velozes ao lado. Não é o caso de Marcos Paulo, por exemplo, que poderia ser substituído por Wellington Silva, de volta após suspensão, ou Fernando Pacheco.

Outra opção que o treinador já utilizou foi acompanhar Fred com outro atacante. O próprio Evanilson já foi sacrificado na função e pensando nas alternativas do elenco, Marcos Paulo chegou a ser utilizado desta forma. O jovem não rendeu bem assim, apesar de ter jogado desta forma na base e na seleção de Portugal, mas não está tendo grandes atuações recentemente. A mudança talvez o ajude.

Optando pelo jovem criado em Xerém como centroavante, inclusive, Odair teria mais uma formação possível, mantendo o desenho tático como já está e apenas colocando outro jogador na vaga dele pelo lado esquerdo, como Wellington Silva ou Pacheco. Outro que briga é Luiz Henrique, escalado quando Evanilson foi poupado contra o Athletico-PR.

Vale lembrar que, em função do desgaste, Odair tem optado por fazer alguns rodízios para que os jogadores descansem, como foi com Luccas Claro. Em entrevista coletiva, o goleiro Marcos Felipe disse que o treinador não apontou possíveis mudanças por cansaço, mas ressaltou a dificuldade da maratona.

–A gente entra em campo sempre em busca da vitória. Existem várias circunstâncias, por exemplo, jogos a cada 48 horas, às vezes desfalques, perdas por lesão. Isso acaba influenciando um pouco. O grupo sempre precisa estar trabalhando da mesma maneira para que a gente mantenha um padrão de jogo, mantenha a mesma regularidade. É complicado porque o Campeonato Brasileiro são jogos muitos difíceis. Nós consideramos cada jogo como final mesmo. Nem todos conseguem manter o mesmo ritmo, porque são 48 horas. Não dá tempo de descansar, de trabalhar. Fica muito complicado de se manter.